71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso é um filme austríaco dirigido por Michael Haneke, lançado em 1994. O filme é baseado em um evento real que ocorreu em Viena, na Áustria, em 1993, quando um jovem de 19 anos assassinou três pessoas em um banco e depois se matou.
A história é recontada por Haneke de forma não linear, com 71 cenas curtas e desconexas que mostram a vida dos personagens antes do evento trágico. O filme não se concentra apenas no assassinato, mas sim nos eventos aleatórios que levaram as quatro vítimas a estarem no mesmo lugar e hora.
A direção de Haneke é magistral, criando uma atmosfera sombria e opressiva que permeia todo o filme. As cenas são curtas e objetivas, sem muita emoção ou sentimentalismo, o que torna o filme ainda mais impactante. O roteiro, também escrito por Haneke, é inteligente e bem estruturado, mostrando como a vida dos personagens está interligada de forma sutil.
As atuações do elenco são excelentes, especialmente Gabriel Cosmin Urdes, que interpreta o jovem assassino. A forma como o ator transmite a solidão e a desesperança do personagem é impressionante.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Michael Haneke |
| Roteirista | Michael Haneke |
| Produtores | Veit Heiduschka, Willi Segler |
| Elenco Principal | Gabriel Cosmin Urdes, Lukas Miko, Otto Grünmandl, Anne Bennent, Udo Samel |
| Gênero | Drama |
| Ano de Lançamento | 1995 |
| Produtoras | Wega Film, Camera-Filmproduktion |
Um dos temas centrais do filme é a questão do acaso e do destino. Haneke mostra como a vida das pessoas pode ser afetada por eventos aleatórios e como esses eventos podem levar a consequências trágicas. Outro tema importante é a violência e a forma como ela pode ser perpetuada pela sociedade.
O filme também explora a ideia da desconexão e da solidão em uma sociedade moderna. Os personagens estão todos isolados em seus próprios mundos, sem se conectarem de verdade uns com os outros. Isso torna o filme ainda mais sombrio e reflexivo.
Em termos de pontos fortes e fracos, o filme é quase perfeito. A direção, o roteiro e as atuações são todos excelentes. No entanto, o filme pode ser um pouco difícil de seguir devido à sua estrutura não linear.
Em conclusão, 71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso é um filme poderoso e impactante que explora temas importantes e complexos. É um filme que faz você refletir sobre a vida e a morte, e sobre a forma como a sociedade pode perpetuar a violência.
E você, já assistiu a algum outro filme de Michael Haneke? Qual é o seu favorito e por quê? Deixe sua opinião nos comentários!




