Ghostbusters: Mais Além

Publicidade
Disponível agora — confira onde assistir Confira agora

Ghostbusters: Mais Além – Uma Carta de Amor aos Caça-Fantasmas (e a mim mesmo)

Quatro anos se passaram desde que Jason Reitman nos presenteou com Ghostbusters: Mais Além. Quatro anos em que eu, periodicamente, revisitei aquele sentimento nostálgico que o filme despertou em mim, e quatro anos em que minha opinião sobre ele só se aprofundou, tornando-se algo mais complexo que uma simples resenha. Mais Além não é apenas um filme; é uma experiência.

A sinopse, resumidamente, apresenta Callie Spengler, uma mãe solteira que, em busca de um novo recomeço, se muda com seus filhos, Phoebe e Trevor, para uma pequena cidade do interior. Lá, eles descobrem um legado familiar ligado aos Caça-Fantasmas originais e um mistério paranormal que os colocará no centro de uma ameaça sobrenatural de proporções épicas. Não preciso detalhar mais do que isso; a trama é um convite a se perder em fantasmas, ciência maluca e momentos hilários, tudo embalado por uma trilha sonora que te transporta direto para os anos 80.

A direção de Reitman, filho do Ivan Reitman, diretor dos filmes originais, é um ato de equilíbrio admirável. Ele consegue capturar a essência dos clássicos, sem se deixar prender a eles. A nostalgia está presente, palpável, mas não domina a narrativa. É uma homenagem, sim, mas também uma reinvenção. O roteiro, escrito em parceria com Gil Kenan, é inteligente, encontrando um tom perfeito entre a aventura sobrenatural e o humor sutil, muitas vezes mordaz. Não se trata de uma mera repetição de fórmulas, mas uma evolução natural do universo dos Caça-Fantasmas, atualizando-o para uma nova geração.

Atributo Detalhe
Diretor Jason Reitman
Roteiristas Gil Kenan, Jason Reitman
Produtores Patrice Avery, Ivan Reitman
Elenco Principal Mckenna Grace, Finn Wolfhard, Carrie Coon, Bokeem Woodbine, Paul Rudd
Gênero Fantasia, Comédia, Aventura, Ficção científica
Ano de Lançamento 2021
Produtoras Columbia Pictures, Bron Studios, The Montecito Picture Company, Ghost Corps

As atuações são impecáveis. McKenna Grace como Phoebe rouba a cena com sua inteligência e charme; Finn Wolfhard, mesmo tendo um papel mais contido, entrega uma performance convincente. Carrie Coon, como a mãe, equilibra vulnerabilidade e força, transmitindo a angústia de uma mulher sozinha lidando com segredos de família e perigos sobrenaturais. Paul Rudd, como sempre, é um destaque como o professor Gary Grooberson, um personagem que, inicialmente, parece um estereótipo, mas ganha profundidade ao longo da história.

Um dos pontos fortes do filme reside exatamente na sua capacidade de ressignificar a ideia de família e a importância de lidar com o passado. A ausência paterna, representada pela figura do avô, é um ponto central da narrativa, que explora a herança deixada não só de objetos, mas de ideais e responsabilidades. A mensagem não é batida, mas sutilmente integrada à trama, tornando-se um elemento que mexe com a gente em um nível pessoal.

Claro, Ghostbusters: Mais Além não é isento de falhas. Alguns podem argumentar que o ritmo oscila em certos momentos, ou que alguns clichês do gênero são utilizados de forma um pouco previsível. E, bem, sim, talvez existam algumas cenas que poderiam ter sido mais bem exploradas. Mas, mesmo com esses pequenos defeitos, o filme supera suas imperfeições pela sua honestidade emocional e pela sua capacidade de reavivar a magia dos Caça-Fantasmas para uma nova geração – e reaprender a apreciar essa magia, para mim, veterano fã da franquia original.

Na época do seu lançamento, em novembro de 2021, o filme recebeu uma recepção majoritariamente positiva, aplaudido por sua nostalgia bem trabalhada e pela sua capacidade de agradar tanto fãs veteranos quanto aqueles que se aproximavam do universo Caça-Fantasmas pela primeira vez. Para mim, o impacto é duradouro, o filme ecoa na minha memória como um testemunho da força da narrativa e da magia do cinema.

Minha recomendação é clara: assista a Ghostbusters: Mais Além. Se você é fã dos filmes originais, prepare-se para uma jornada nostálgica que vai te emocionar. Se você nunca assistiu a nenhum filme dos Caça-Fantasmas, não se preocupe, a experiência vai ser igualmente gratificante. Ghostbusters: Mais Além é mais do que um bom filme; é um bom filme que me tocou pessoalmente. É uma experiência que, quatro anos depois, continua a ecoar dentro de mim. E isso, meus amigos, é cinema da melhor qualidade.