Red Sonja: Uma Bárbara sem Brilho?
Lançado em 2025, Red Sonja chegou aos cinemas prometendo uma aventura épica de espadas e feitiçaria, estrelada pela talentosa Matilda Lutz no papel-título. A sinopse nos apresenta a Sonja, uma guerreira bárbara com a missão de reunir um grupo de improváveis heróis para desafiar o tirano Imperador Draygan e sua sinistra noiva, Dark Annisia. A premissa é clássica, familiar aos amantes do gênero, mas a execução, infelizmente, não se mostra à altura da expectativa.
Desde o início, senti uma certa falta de alma em Red Sonja. A direção de MJ Bassett, embora competente tecnicamente, carece da energia e da visceralidade que um filme de fantasia épica desse porte exige. Há momentos de ação bem coreografados, sim, um festival de espadas digno de nota, mas a câmera parece distanciada, impedindo que o espectador se conecte verdadeiramente com a brutalidade e a emoção das lutas. As cenas de batalha, apesar de tecnicamente bem executadas, são frias e distantes, faltando a energia crua e visceral que esperamos de um filme de ação e fantasia.
O roteiro de Tasha Huo, também, me deixou com uma sensação de “já vi isso antes”. A trama é previsível, com personagens arquetípicos e um desenvolvimento narrativo que segue caminhos batidos, sem grandes surpresas ou reviravoltas memoráveis. Apesar do elenco contar com nomes interessantes como Robert Sheehan, Wallis Day e Luke Pasqualino, as atuações, em sua maioria, são planas e sem grande impacto. Matilda Lutz como Red Sonja tem momentos de força, mas luta para transpassar a superficialidade do roteiro e dar vida à icônica guerreira. Ela tenta, mas o personagem, como escrito, não oferece profundidade suficiente para permitir uma performance verdadeiramente memorável.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretora | MJ Bassett |
| Roteirista | Tasha Huo |
| Produtores | Christa Campbell, Mark Canton, Lati Grobman, Courtney Solomon, Joe Gatta, Yariv Lerner, Jeffrey Greenstein, Les Weldon, Avi Lerner, Luke Lieberman, MJ Bassett, Jonathan Yunger |
| Elenco Principal | Matilda Lutz, Robert Sheehan, Wallis Day, Luke Pasqualino, Michael Bisping |
| Gênero | Aventura, Ação, Fantasia |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtoras | Millennium Media, Mark Canton Productions, Courtney Solomon Productions, Campbell Grobman Films |
Embora a produção tenha investido em cenários e figurinos de boa qualidade, criando um visual razoável dentro do universo de fantasia proposto, o filme peca pela falta de refinamento e de uma identidade visual marcante. Ele não consegue se destacar das inúmeras produções do gênero, e se perde na mesmice, sem oferecer nada de novo ou único para o espectador.
A falta de cuidado na produção é evidente em vários aspectos, desde a construção dos personagens secundários – que são meros adereços na jornada de Sonja – até o desenvolvimento da própria trama, que se arrasta em momentos lentos e desinteressantes. A promessa de um grupo de guerreiros improváveis nunca se concretiza verdadeiramente, e a dinâmica entre eles carece de química e profundidade.
Apesar de seus problemas, Red Sonja não é um completo desastre. A fotografia, em alguns momentos, é bonita e evoca a atmosfera de um conto de espada e magia. Os efeitos visuais, apesar de alguns momentos questionáveis, estão na média do que vemos em produções similares. E, em justa medida, a presença de uma heroína feminina forte em um cenário de fantasia épica é sempre algo a ser valorizado. A proposta de um filme protagonizado por uma mulher num gênero majoritariamente masculino ainda é uma conquista considerável, mesmo que a execução não esteja totalmente à altura.
No final das contas, Red Sonja é um filme mediano. Ele cumpre o básico, mas não se destaca. É uma aventura de espada e feitiçaria razoavelmente divertida para quem busca uma distração sem grandes pretensões, mas aqueles que esperam uma obra épica, inovadora e memorável, certamente ficarão decepcionados. Se você é um fã fervoroso de Red Sonja, assista com cautela e gerência de expectativas. Caso contrário, há outras opções no gênero que valem mais a pena. Em resumo, uma oportunidade perdida, o que é uma pena, considerando o potencial do material original e o elenco envolvido.




