The Home

The Home: Um Terror Silencioso que Assombra Muito Mais do que a Casa de Repouso

Em 13 de setembro de 2025, assisti a The Home, o mais recente trabalho de James DeMonaco, e, francamente, fiquei dividido. Esperava um susto barato, um filme de terror genérico para ser esquecido antes da próxima semana. Recebi algo… diferente. Algo que me assombra, de forma inquietante, mesmo após os créditos finais. A sinopse é simples: Max, interpretado por Pete Davidson, começa a trabalhar em uma casa de repouso e logo percebe que algo está terrivelmente errado por trás da fachada aparentemente tranquila. Os moradores e a equipe escondem segredos sinistros, e a verdade é mais perturbadora do que qualquer pesadelo.

DeMonaco, conhecido pela franquia “A Noite do Desespero”, entrega aqui uma atmosfera opressiva, fria e calculada. Ele abandona o frenesi visual e o gore explícito que marcam suas obras anteriores, optando por um suspense psicológico lento, mas eficaz. A direção é impecável na construção da tensão. A câmera se move com uma precisão cirúrgica, destacando os detalhes sombrios da casa, a expressão apreensiva nos rostos dos moradores e a crescente paranoia de Max. A trilha sonora, discreta porém eficiente, funciona como um peso na consciência do espectador, intensificando a sensação de mal-estar.

No entanto, o roteiro, escrito por DeMonaco e Adam Cantor, é onde o filme vacila. Apesar da ótima premissa, a trama se mostra, em alguns momentos, lenta demais, com um ritmo que pode testar a paciência de alguns. A revelação final, embora interessante, não é tão impactante quanto poderia ser, deixando algumas pontas soltas que gritam por uma continuação – algo que, confesso, me deixa com um gostinho de “quero mais”. Mas há um mérito em sua delicadeza, em sua construção paciente da angústia.

Atributo Detalhe
Diretor James DeMonaco
Roteiristas James DeMonaco, Adam Cantor
Produtores Sébastien K. Lemercier, Bill Block
Elenco Principal Pete Davidson, John Glover, Mugga, Adam Cantor, Bruce Altman
Gênero Terror, Mistério, Thriller
Ano de Lançamento 2025
Produtoras Miramax, Man in a Tree Productions, BlockFilm

As atuações, surpreendentemente, são um ponto alto. Pete Davidson, longe da comédia pastelão que o consagrou, entrega uma performance convincente e sombria como o protagonista atormentado. John Glover, como o enigmático Lou, rouba a cena com uma interpretação sutil e perturbadora, capaz de transmitir uma gama de emoções complexas com apenas um olhar. O restante do elenco – Mugga como Juno, Adam Cantor como Les e Bruce Altman como o Doc Sabian – oferece um excelente suporte, criando personagens memoráveis, ainda que enigmáticos.

A força de The Home reside em sua capacidade de explorar temas perturbadores, como o envelhecimento, a solidão, a perda de dignidade e a manipulação. Não é apenas um filme de terror; é uma meditação sombria sobre a natureza humana e a fragilidade da vida. A casa de repouso, o cenário principal, transforma-se em um microcosmo da sociedade, revelando a escuridão que pode se esconder por trás de sorrisos aparentemente amigáveis e cuidados aparentemente afetuosos.

Mas nem tudo são flores. Como mencionei, o ritmo lento e algumas lacunas no roteiro prejudicam a experiência. Algumas reviravoltas são previsíveis, e o filme se entrega a alguns clichês do gênero, o que tira um pouco da originalidade. Para aqueles que buscam sustos constantes e ação frenética, The Home poderá decepcionar.

Em resumo, The Home é uma experiência cinematográfica complexa e ambivalente. Apesar de seus defeitos, o filme me impressionou pela sua atmosfera claustrofóbica, pela força das atuações e pela coragem de explorar temas perturbadores sem recorrer a soluções fáceis. Não é o terror de tirar o fôlego, mas um suspense psicológico que fica gravado na mente, muito tempo depois dos créditos rolarem. Recomendo para aqueles que apreciam filmes de terror com uma abordagem mais lenta e reflexiva, com foco na atmosfera e na construção da tensão, em vez de sustos baratos. A espera até o lançamento em 2025, no entanto, exigirá paciência… muita paciência. Mas, acredite, vale a pena.

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