Tron: O Legado

Tron: O Legado – Uma Ode à Estética e Uma Lição de Pai para Filho (14 Anos Depois)

Em 2010, 28 anos após o lançamento do original, a Disney nos presenteou com Tron: O Legado. Um filme que, a julgar pela recepção em 17 de dezembro de 2010, no Brasil, e pelas conversas que ainda ecoam em 2025, conseguiu o quase impossível: transcender a nostalgia e construir algo novo, impactante, e que, sim, merece ser revisado e discutido até hoje. A sinopse básica, sem spoilers, é simples: um pai desaparecido há anos, Kevin Flynn, um gênio da computação, envia uma mensagem para seu filho, Sam, convidando-o para um mundo digital espetacular e perigoso. Sam, acompanhado da guerreira digital Quorra, embarca numa jornada para resgatar o pai e enfrentar as forças do mal que assombram o universo cibernético de Flynn.

A direção de Joseph Kosinski é, para mim, o coração pulsante do filme. Kosinski não apenas entrega uma estética visualmente deslumbrante, um festival de neon e design futurista que ainda hoje me deixa boquiaberto, mas também consegue criar uma atmosfera de suspense e mistério que permeia toda a narrativa. A trilha sonora eletrônica de Daft Punk, uma obra-prima à parte, se integra perfeitamente à visualidade, intensificando a sensação de imersão num mundo estranho e fascinante. A fotografia, repleta de jogos de luz e sombra, cria um contraste visual impactante, emulando a experiência de navegar por um labirinto de dados e códigos.

O roteiro, obra de Edward Kitsis, Adam Horowitz, Brian Klugman e Lee Sternthal, tem seus momentos de fraqueza. A trama, em alguns pontos, se mostra um pouco confusa, principalmente para quem não está familiarizado com o filme original. No entanto, a dinâmica entre pai e filho, explorada com uma delicadeza surpreendente, compensa as falhas narrativas. A relação complexa de Sam com o pai ausente, e a gradual descoberta do legado de Flynn, são os elementos que verdadeiramente impulsionam a história.

Atributo Detalhe
Diretor Joseph Kosinski
Roteiristas Edward Kitsis, Adam Horowitz, Brian Klugman, Lee Sternthal
Produtores Sean Bailey, Jeffrey Silver, Steven Lisberger
Elenco Principal Garrett Hedlund, Olivia Wilde, Jeff Bridges, Bruce Boxleitner, James Frain
Gênero Aventura, Ação, Ficção científica
Ano de Lançamento 2010
Produtoras Walt Disney Pictures, Sean Bailey Productions

As atuações, igualmente, são um destaque. Jeff Bridges, interpretando tanto Kevin Flynn quanto o vilão Clu, oferece uma performance magistral, retratando com precisão a dualidade da personagem. Garrett Hedlund, como Sam, demonstra uma vulnerabilidade comovente, transmitindo com sucesso a angústia e a transformação que o personagem sofre durante sua jornada. Olivia Wilde, como Quorra, traz uma força feminina incrível para a trama, contrapondo o machismo sutil, mas presente, do universo digital. Até mesmo Bruce Boxleitner, repetindo seu papel de Alan Bradley do filme de 1982, adiciona uma camada de nostalgia que funciona perfeitamente.

Os pontos fortes do filme são inegáveis: a estética futurista impecável, a trilha sonora inesquecível, o desenvolvimento da relação entre Sam e seu pai, e as performances convincentes do elenco. Porém, Tron: O Legado não é isento de fraquezas. O ritmo narrativo, em certos momentos, se mostra irregular, e alguns elementos da trama poderiam ter sido melhor explorados. A explicação do mundo digital, apesar de visualmente fascinante, poderia ser mais clara e coesa.

Em termos temáticos, o filme explora temas fascinantes: a natureza da realidade virtual, a relação complexa entre pais e filhos, as consequências do poder absoluto e a luta entre o bem e o mal. A temática da inteligência artificial (I.A.), o tema da simulação e a ideia de uma autocracia digital, são representações visionárias que, curiosamente, ganham ainda mais relevância em 2025, considerando os avanços tecnológicos em I.A. que presenciamos desde então.

A recepção da crítica, se lembrarmos bem, foi majoritariamente positiva em 2010, e eu concordo com a maioria das avaliações. Tron: O Legado não é apenas uma sequência bem feita; é uma experiência cinematográfica única, um mergulho num universo visualmente hipnótico que, mesmo 14 anos depois, continua a me impressionar. Ainda me lembro da primeira vez que vi o filme nos cinemas – uma experiência absolutamente imersiva. Aquele cinema estava lotado de pessoas hipnotizadas pelas luzes e pela atmosfera. Uma memória valiosa, sem dúvidas.

Concluindo, recomendo Tron: O Legado a todos que apreciam filmes de ficção científica, especialmente aqueles com uma estética visualmente marcante e uma narrativa envolvente, que vale a pena assistir e reassistir, em plataformas de streaming ou em qualquer outra mídia, para apreciar a sua beleza visual e sua mensagem sobre legado, paternidade e a natureza da realidade. Apesar das pequenas falhas narrativas, a experiência como um todo é memorável e continua relevante, especialmente diante do rápido avanço da tecnologia em 2025.

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