Missão: Impossível (1996): Um Clássico que Ainda Explode
Em 17 de setembro de 2025, quase três décadas depois de sua estreia, revisitar Missão: Impossível é uma experiência peculiar. Aquele sabor de novidade, a adrenalina da descoberta, naturalmente se esvai, mas a essência do filme permanece vibrante. A trama gira em torno de Ethan Hunt, um agente da IMF (Força-Tarefa Impossível, uma agência fictícia similar à CIA) acusado de traição após uma missão que termina em desastre em Praga. Preso numa teia de mentiras e perseguições, Hunt precisa limpar seu nome e desmascarar o verdadeiro traidor, numa corrida contra o tempo e contra seus próprios ex-companheiros.
Brian De Palma, mestre do suspense psicológico, imprime sua assinatura indelével em cada frame. A tensão é palpável, construída com maestria através de longos takes, ângulos ousados e uma trilha sonora que te prende à poltrona. A famosa cena da infiltração na CIA, com a icônica descida pelo teto, é um exemplo perfeito dessa genialidade visual. Mas De Palma não se limita ao espetáculo visual: ele tece uma narrativa complexa, recheada de reviravoltas que mantêm o espectador em constante estado de alerta.
O roteiro, assinado por David Koepp e Robert Towne, é uma peça de engenharia cinematográfica. A trama é inteligente, repleta de subterfúgios e duplas identidades. Embora alguns elementos possam parecer datados sob a lente de 2025, a estrutura narrativa mantém uma força impressionante. A construção da paranoia, a constante sensação de que ninguém é de fato confiável, é magistral. A dinâmica entre os personagens é igualmente cativante, especialmente a relação ambígua e eletrizante entre Ethan Hunt e Claire Phelps.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Brian De Palma |
| Roteiristas | David Koepp, Robert Towne |
| Produtores | Tom Cruise, Paula Wagner |
| Elenco Principal | Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Béart, Henry Czerny, Jean Reno |
| Gênero | Aventura, Ação, Thriller |
| Ano de Lançamento | 1996 |
| Produtoras | Paramount Pictures, Cruise/Wagner Productions |
Tom Cruise, no auge de sua carreira de estrela de ação, entrega uma performance poderosa e carismática como Ethan Hunt. Ele encarna a figura do agente secreto com uma mistura ideal de profissionalismo, determinação e vulnerabilidade. O restante do elenco – Jon Voight, Emmanuelle Béart, Henry Czerny e Jean Reno – dá um excelente suporte, cada um adicionando nuances importantes à complexa teia de personagens.
Apesar de seus méritos, Missão: Impossível não está isento de críticas. Como alguns apontam, os momentos de ação extraordinários são intercalados por passagens que podem parecer lentas ou previsíveis em comparação com os padrões atuais. A narrativa, embora inteligente, em alguns momentos prioriza a complexidade em detrimento da clareza. Essa observação, aliás, ecoa algumas críticas que li em 1996 e que, analisadas hoje, mostram a permanência da obra no debate cinematográfico.
O filme, além da ação frenética, explora temas como lealdade, traição e a fragilidade da confiança em um ambiente de alta tensão política e espionagem. A corrupção infiltra-se em todos os níveis, levantando questionamentos sobre a moralidade e os métodos empregados por órgãos governamentais. No entanto, o filme foca mais na adrenalina da perseguição do que numa exploração profunda desses temas.
Em resumo, Missão: Impossível (1996) é um filme que transcende o gênero de ação, com uma direção impecável e atuações excepcionais. Embora alguns aspectos possam parecer ligeiramente desatualizados, a qualidade da trama, a maestria na construção da tensão e a força do elenco principal o consagraram como um clássico atemporal. Recomendo fortemente sua visualização, seja para os amantes de filmes de ação e espionagem, seja para aqueles que apreciam a arte da direção e roteiro cinematográfico. Vale a pena reviver esta obra-prima e testemunhar como um clássico do gênero se mantém relevante em 2025.




