Trust: Uma fuga tensa que poderia ter sido mais impactante
Lançado em 2025, Trust prometia ser um thriller tenso com Sophie Turner no papel principal, e, sinceramente, parte dessa promessa foi cumprida. A trama acompanha Lauren, uma jovem estrela de Hollywood em meio a um escândalo, que busca refúgio em um Airbnb isolado para se proteger do turbilhão da mídia e, quem sabe, encontrar um pouco de paz. O que ela não espera é encontrar-se nas garras de uma quadrilha implacável com planos muito mais perigosos que a simples invasão de privacidade.
A direção de Carlson Young mostra um talento promissor para criar atmosfera. A fotografia, fria e claustrofóbica, reflete perfeitamente o estado psicológico de Lauren, aprisionada não apenas pela situação, mas também por seus próprios demônios. A escolha de locações, com a imensa solidão da casa de Airbnb contrastando com a opulência e a superficialidade do mundo de Lauren, é brilhante e contribui bastante para a crescente sensação de opressão. No entanto, a narrativa, apesar da premissa intrigante, peca por vezes em previsibilidade. Algumas reviravoltas são um tanto óbvias e a construção de suspense, embora eficaz em certos momentos, poderia ter sido mais sutil e gradual.
O roteiro de Gigi Levangie, apesar de alguns tropeços, apresenta diálogos críveis e personagens com motivações, mesmo que nem sempre complexas. Sophie Turner carrega o filme com uma performance competente, transmitindo a fragilidade e a força de Lauren com nuance. O elenco de apoio, com Rhys Coiro, Billy Campbell e Peter Mensah, entrega interpretações sólidas, mesmo que seus personagens não sejam tão bem explorados quanto o de Lauren. Forrest Goodluck, como Merg, adiciona uma dinâmica interessante à trama, mas seu arco poderia ter sido melhor desenvolvido. Em resumo, as atuações são um ponto alto, mas o roteiro poderia ter explorado com maior profundidade as nuances das relações e motivações dos personagens.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretora | Carlson Young |
| Roteirista | Gigi Levangie |
| Produtores | Miles Koules, Oren Koules, Ketura Kestin, Ulrich Maier |
| Elenco Principal | Sophie Turner, Rhys Coiro, Billy Campbell, Peter Mensah, Forrest Goodluck |
| Gênero | Thriller |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtoras | Twisted Pictures, Koulest Productions |
Um dos grandes trunfos do filme é a exploração da temática da vulnerabilidade de figuras públicas. A imagem de Lauren, cuidadosamente construída ao longo dos anos, desmorona sob o peso do escândalo e da perseguição implacável. O filme consegue, em alguns momentos, refletir a brutalidade da mídia e a dificuldade de escapar de uma imagem construída que, muitas vezes, não reflete a realidade. Entretanto, a exploração desse tema acaba sendo superficial em alguns pontos, perdendo a oportunidade de um mergulho mais profundo na psicologia da personagem e nas implicações sociais da sua situação.
A produção de Twisted Pictures e Koulest Productions, com o nome de peso de Sophie Turner à frente, gerou expectativas consideráveis e, sem sombra de dúvidas, contribuiu para chamar a atenção da crítica e do público. Apesar de ter um potencial enorme, Trust sofre de alguns problemas que impedem o filme de atingir seu máximo. A previsibilidade de alguns acontecimentos e a falta de aprofundamento em certos aspectos da trama acabam por ofuscar os pontos fortes, como a direção de atmosfera e as performances convincentes.
No geral, Trust é um thriller competente, capaz de prender a atenção do espectador. A atmosfera tensa, a competente performance de Sophie Turner e a exploração da vulnerabilidade das celebridades em tempos de mídia implacável são pontos altos. No entanto, a previsibilidade da trama e a falta de exploração de certos personagens impedem que o filme se torne uma obra-prima. Recomendo a produção para fãs do gênero que buscam um filme de entretenimento com algumas boas reviravoltas, mas não esperem uma experiência cinematográfica profunda ou revolucionária. No quesito entretenimento, cumpre sua função. Na escala de expectativas, fica um pouco aquém do prometido.




