É Preciso Acreditar

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É Preciso Acreditar: Uma lição de fé (e beisebol) que quase funciona

Hoje, 19 de setembro de 2025, finalmente assisti a É Preciso Acreditar, e devo dizer que a experiência foi… complexa. O filme, estrelado por Luke Wilson e Greg Kinnear, narra a trajetória inspiradora de um time infantil de beisebol que enfrenta desafios para chegar ao Campeonato Mundial, motivado pela doença de seu treinador. É uma história baseada em fatos reais, e isso já cria uma expectativa imediata, uma promessa de emoção genuína. Mas, como um bom vinho, É Preciso Acreditar é uma bebida que precisa ser apreciada com cuidado, pois nem sempre atinge o seu potencial pleno.

A sinopse já nos vende a ideia de um filme familiar e emocionante, daqueles que aquecem o coração. E, em vários momentos, ele entrega isso. A premissa é clássica, uma receita conhecida que geralmente funciona: equipe desunida, treinador carismático, adversidade, superação. Mas a execução é onde o filme encontra seus tropeços.

A direção de Ty Roberts é competente, mas falta um certo “algo a mais” para tornar o filme memorável. Há cenas bem filmadas, momentos de tensão palpáveis no campo, mas a narrativa se desenvolve de forma um pouco previsível, sem grandes surpresas ou inovações na linguagem cinematográfica. O roteiro, escrito por Lane Garrison e o próprio Roberts, peca por vezes em sentimentalismo excessivo. Há momentos em que a emoção fica forçada, a mensagem de fé, embora bem-intencionada, beira o piegas.

Atributo Detalhe
Diretor Ty Roberts
Roteiristas Lane Garrison, Ty Roberts
Produtores Pasha Patriki, Matt Harvey, Houston Hill, Ty Roberts, Byron Campbell
Elenco Principal Luke Wilson, Greg Kinnear, Sarah Gadon, Molly Parker, Lew Temple
Gênero Família, Drama
Ano de Lançamento 2024
Produtoras Santa Rita Film Co., Media Finance Capital

No entanto, o elenco salva a situação em diversos momentos. Luke Wilson, como o pai dedicado, e Greg Kinnear, na pele do treinador inspirador, entregam performances sólidas e genuínas. Eles conseguem transmitir a complexidade das relações humanas, os conflitos internos e as dificuldades de lidar com a doença e a pressão do jogo. Sarah Gadon e Molly Parker também brilham em seus respectivos papéis, adicionando profundidade aos personagens femininos, algo que muitas vezes falta em filmes desse gênero. Lew Temple, como o treinador rival, funciona como um ótimo contraponto, fornecendo um pouco de conflito e tensão.

Um dos pontos fortes do filme reside exatamente na sua simplicidade. Não há grandes efeitos especiais, nem reviravoltas inesperadas. É uma história de pessoas reais, com seus problemas e suas virtudes. O filme abraça a nostalgia dos anos 2000, evocando um sentimento de pureza e comunidade que muitas vezes se perde em produções mais contemporâneas. Este é um filme para ser apreciado em família, e a falta de mensagens subliminares ou apelo excessivo ao politicamente correto é, para mim, um ponto positivo.

Porém, É Preciso Acreditar também peca em alguns aspectos. Como mencionado anteriormente, o sentimentalismo em excesso pode incomodar espectadores mais exigentes. A narrativa, apesar de bem-intencionada, se torna por vezes previsível e lenta, deixando alguns momentos arrastados. As críticas que li antes do lançamento, mencionando que o título é enganoso e que o filme não entrega totalmente a “história de superação” prometida, têm um pouco de razão.

Em resumo, É Preciso Acreditar é um filme honesto, com boas atuações e uma mensagem positiva. Ele não reinventará a roda do cinema esportivo, nem se tornará um clássico instantâneo. Mas é um filme que cumpre o seu propósito: contar uma história inspiradora e humana, principalmente se você for fã de filmes de beisebol, dramas familiares ou histórias de superação. Recomendo sua assistida, principalmente para aqueles que buscam uma experiência cinematográfica leve e tocante, sem grandes pretensões. Afinal, nem toda história precisa ser um épico para ser significativa. E, como o próprio título sugere, talvez a fé na força do espírito humano seja o que realmente importa, tanto no filme, como na vida.