Corra que a Polícia Vem Aí!

Corra que a Polícia Vem Aí!: Uma Bomba de Risadas que Resiste ao Tempo

Olha, vamos ser sinceros: em 2025, assistir a um filme de 1988 exige uma certa dose de nostalgia e tolerância. Mas Corra que a Polícia Vem Aí!, com seu humor anárquico e politicamente incorreto, continua a ser uma experiência única e, para mim, inesquecível. Este longa-metragem, que estreou no Brasil em 06 de janeiro de 1989, é uma comédia policial frenética estrelada pelo inesquecível Leslie Nielsen como o atrapalhado, mas adorável, tenente Frank Drebin. Sua missão? Impedir um atentado contra a Rainha Elizabeth II durante sua visita a Los Angeles. A trama envolve um complô internacional, uma série de personagens excêntricos (incluindo Priscilla Presley e O.J. Simpson, em um papel que, considerando a data de lançamento, adquire uma estranha ressonância histórica), e um nível de absurdo que desafia qualquer descrição.

A Receita do Sucesso (e de Algumas Risadas)

A direção de David Zucker, em conjunto com o roteiro afiado de Jerry Zucker, Jim Abrahams e Pat Proft, é a chave para o sucesso do filme. A câmera parece ter um ritmo frenético, capturando o caos com maestria. A montagem rápida, repleta de gags visuais e piadas verbais, cria uma avalanche de risadas que raramente permite que a respiração volte ao normal. A direção é quase um personagem em si, participando ativamente da construção da comédia.

As atuações são, sem dúvida, um dos pontos altos. Leslie Nielsen está simplesmente brilhante. Sua interpretação de Frank Drebin é um estudo de caso em como ser simultaneamente incompetente e encantador, um herói acidental que tropeça em soluções mirabolantes. A química entre Nielsen e o elenco de apoio – Ricardo Montalbán como o vilão charmoso, George Kennedy como o parceiro inseparável, e O.J. Simpson com seu desempenho peculiar – é impecável, contribuindo para o ritmo e a energia contagiante do filme.

Atributo Detalhe
Diretor David Zucker
Roteiristas Jerry Zucker, Jim Abrahams, David Zucker, Pat Proft
Produtor Robert K. Weiss
Elenco Principal Leslie Nielsen, Priscilla Presley, Ricardo Montalban, George Kennedy, O. J. Simpson
Gênero Comédia, Crime
Ano de Lançamento 1988
Produtora Paramount Pictures

Pontos Altos, Pontos Baixos e a Questão da Sensibilidade

É impossível negar os pontos fortes do filme: a criatividade das situações cômicas, a energia frenética, a utilização inteligente de truques de cinema e, acima de tudo, o carisma de Leslie Nielsen. Ele consegue elevar o roteiro, dando vida a um personagem que poderia ter facilmente caído em armadilhas de estereótipos.

No entanto, precisamos reconhecer os aspectos que, considerando a perspectiva de 2025, podem parecer problemáticos. O humor politicamente incorreto, presente em diversas piadas, pode ser ofensivo para muitos espectadores contemporâneos. Isso não significa, necessariamente, que o filme deva ser descartado, mas exige uma postura crítica e consciente por parte do espectador. Para mim, esses momentos, embora datados, são parte integrante do charme peculiar do filme, que brinca com os limites do politicamente correto de uma forma que, acredito, reflete o espírito da época.

Terrorismo, Castores Empalhados e a Busca pela Verdade

Apesar do tom paródico e da avalanche de piadas, Corra que a Polícia Vem Aí! aborda temas surpreendentemente relevantes. A sátira à cultura americana, a abordagem caricata do terrorismo, a crítica velada ao sistema policial, tudo isso está embutido na narrativa. O filme transforma uma trama de assassinato em uma sátira ácida e extremamente divertida, onde até mesmo um castor empalhado assume um papel significativo.

Veredito: Uma Obra-Prima da Comédia Absurda

Em resumo, Corra que a Polícia Vem Aí! é uma experiência cinematográfica que transcende o simples entretenimento. É uma comédia que, apesar de seus defeitos inerentes ao seu contexto histórico, ainda consegue nos fazer rir até a barriga doer. Sua originalidade, a energia contagiante e a memorável performance de Leslie Nielsen fazem dele um clássico do gênero, um filme que, mesmo em 2025, merece ser revisitado e apreciado, claro, com uma pitada de bom humor e a compreensão de seu contexto histórico e cultural. Recomendo fortemente aos amantes da comédia, aqueles que apreciam um humor físico e sem limites, e todos aqueles que buscam uma boa dose de riso – desde que estejam preparados para rir um pouco às custas do politicamente incorreto. Disponível em diversas plataformas digitais, esta é uma viagem imperdível no tempo.

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