The Fabulous Four

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The Fabulous Four: Uma Comédia Amarga-Doce em Key West

Lançado em 2024, The Fabulous Four chegou às plataformas digitais prometendo uma comédia leve sobre a amizade feminina em Key West. Com um elenco de peso – Susan Sarandon, Bette Midler, Megan Mullally e Sheryl Lee Ralph – e a direção de Jocelyn Moorhouse, a expectativa era alta. Mas, como um coquetel mal misturado, o filme oscila entre momentos de pura graça e outros de uma fragilidade surpreendente, deixando um sabor agridoce na boca.

A sinopse oficial se mantém vaga, o que é positivo: quatro amigas de longa data se reencontram em Key West para celebrar um aniversário importante, e nesse reencontro, velhos segredos, ressentimentos e novas aventuras vêm à tona, testando os laços de amizade que as unem. A trama não é revolucionária, mas se apoia na dinâmica das personagens e na beleza exuberante de Key West para cativar.

A direção de Moorhouse é onde o filme mais vacila. No primeiro ato, a narrativa se arrasta em uma sucessão de piadas fracas e situações previsíveis, quase que infantilizando as personagens que, em teoria, carregam uma bagagem de vida considerável. A edição também sofre, com transições abruptas que interrompem o ritmo e a imersão. No entanto, a segunda metade do longa resgata a situação com uma sensibilidade inesperada. É como se a equipe criativa finalmente tivesse encontrado o tom certo, entregando momentos genuinamente comoventes e revelando uma profundidade emocional que o início havia prometido, mas falhado em entregar.

Atributo Detalhe
Diretora Jocelyn Moorhouse
Roteiristas Jenna Milly, Ann Marie Allison, Jocelyn Moorhouse
Produtores Richard Barton Lewis, Lauren Hantz
Elenco Principal Susan Sarandon, Bette Midler, Megan Mullally, Sheryl Lee Ralph, Timothy V. Murphy
Gênero Comédia, Drama
Ano de Lançamento 2024
Produtoras Southpaw Entertainment, Hantz Motion Pictures, Bronte Pictures, Peachtree Media Partners, Blue Rider Media Capital, Gramercy Park Media

As atuações, por outro lado, são um ponto forte. Sarandon, Midler, Mullally e Ralph brilham em suas respectivas interpretações, imbuindo cada uma de suas personagens com nuances únicas e complexidades que transcendem o roteiro às vezes superficial. A química entre elas é palpável, e é nessa interação que o filme encontra sua força motriz. Timothy V. Murphy, como o Capitão Ernie, oferece um contraponto interessante, adicionando um toque de humor e mistério à trama. A atuação do elenco todo consegue elevar, em momentos, um roteiro que, em outras mãos, poderia ter sido um desastre completo.

O roteiro de Jenna Milly, Ann Marie Allison e Jocelyn Moorhouse é, como o filme em si, uma mistura de acertos e erros. A exploração da amizade feminina, com suas alegrias e seus desafios, é um tema que ressoa, especialmente nos momentos em que o filme foge dos clichês e se entrega à sinceridade. No entanto, a transição abrupta de tom e a falta de coesão em alguns momentos comprometem a narrativa. Há um esforço visível para equilibrar o humor com o drama, mas a mistura não é sempre bem-sucedida.

Apesar de suas falhas, The Fabulous Four não é um filme ruim. É um filme irregular, sim. É um filme que te deixa pensando naquelas potenciais camadas que ficaram subutilizadas. A exploração dos temas da amizade, da aceitação da própria idade e das mudanças inerentes à vida adulta é algo que, se melhor explorado, teria feito deste um filme memorável. A beleza cênica de Key West funciona como um pano de fundo perfeito, complementando a narrativa e intensificando a sensação de nostalgia e aconchego.

Minha recomendação? Se você está procurando uma comédia leve e despretensiosa para uma noite tranquila em casa, assista. Mas não espere uma obra-prima. The Fabulous Four é um filme que, apesar de suas imperfeições, consegue alcançar momentos de verdadeira beleza e sinceridade. E no ano de 2025, olhando para trás, ainda acho que valeu a pena. A experiência como um todo é tão peculiar quanto essas quatro amigas, e é essa peculiaridade que, no final das contas, lhe confere uma certa charme único. Se você se conectar com a ideia de um filme que é um pouco assim… imperfeito, mas humano, então talvez você se divirta.