Heartland

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Sabe, tem séries que a gente assiste e que, por mais que a gente goste, acabam sumindo na memória, virando apenas um borrão nostálgico. E tem Heartland. Essa, para mim, e para milhões ao redor do mundo, é outra história. Ela não é só uma série; é quase um membro da família, uma presença constante que, desde 2007, tem acompanhado a vida de muita gente, inclusive a minha. Em 2025, quase duas décadas após sua estreia, falar de Heartland não é apenas revisitar um programa de TV; é celebrar uma jornada, um porto seguro que, episódio após episódio, nos lembra da beleza e da resiliência do espírito humano. Por que eu escolho falar dela agora? Porque a longevidade de Heartland não é um acaso; é o testemunho de uma narrativa genuína, de personagens que se entranham na alma e de uma visão que transcende o puro entretenimento.

No coração dessa saga familiar, criada com sensibilidade por Heather Conkie e produzida pela SEVEN24 Films, encontramos o rancho homônimo e a família Fleming-Bartlett. O ponto de partida é doloroso e real: a morte trágica da matriarca, Marion, num acidente de carro, no qual sua filha mais nova, Amy, também estava envolvida. Essa ferida aberta, esse vazio inesperado, é o motor inicial de uma trama que, ao invés de se afogar em luto perpétuo, se eleva em uma ode à cura e à resiliência. Amy (interpretada com uma quietude poderosa por Amber Marshall) e sua irmã mais velha, Lou (Michelle Morgan), com o apoio do avô, Jack Bartlett (um Shaun Johnston impecável), assumem a missão de manter vivo o sonho de Marion: um santuário para cavalos mal compreendidos, feridos ou com problemas de adestramento.

É aqui que a série “mostra, não conta”. Não nos é dito que Amy é sensível com os cavalos; vemos isso em cada movimento dela, na forma como seus dedos tocam o pelo de um animal assustado, no olhar de compreensão que ela compartilha com uma égua que ninguém mais consegue acalmar. É um balé silencioso entre humano e animal, uma dança de confiança construída tijolo por tijolo, sussurro por sussurro. Ela não doma os cavalos; ela os escuta. E, enquanto os cavalos curam, a própria Amy e sua família encontram um caminho para processar sua própria dor, suas próprias perdas. O rancho não é apenas um negócio; é uma metáfora viva para a vida, onde a natureza impõe suas regras e as relações humanas, como os próprios cavalos, precisam de cuidado, paciência e, às vezes, de uma boa dose de firmeza.

Os gêneros Família, Drama e Comédia se entrelaçam de forma orgânica. O drama da perda, dos desafios financeiros do rancho, dos conflitos geracionais, é suavizado por momentos de genuína comédia, muitas vezes cortesia do temperamento pragmático de Lou ou do humor seco e despretensioso de Jack. Shaun Johnston, como o patriarca Jack Bartlett, é a rocha que ancora tudo. Sua presença é monumental, não pela grandiosidade, mas pela autenticidade. Ele não precisa de longos discursos; um olhar, um grunhido bem colocado, ou uma mão no ombro de Amy ou Lou são o suficiente para comunicar volumes de sabedoria e amor incondicional. Ele é o coração rústico do rancho, um lembrete constante de que a tradição e a ética do trabalho duro são tão importantes quanto a inovação e o sentimentalismo.

Atributo Detalhe
Criadora Heather Conkie
Elenco Principal Amber Marshall, Graham Wardle, Shaun Johnston
Gênero Família, Drama, Comédia
Ano de Lançamento 2007
Produtora SEVEN24 Films

E não podemos falar de Heartland sem mencionar a figura de Ty Borden, interpretado por Graham Wardle. A jornada de Ty, de um jovem problemático com um passado sombrio a uma parte essencial da família e do rancho, é um dos arcos mais gratificantes da série. Sua química com Amy não é daquelas de explosões dramáticas, mas de um fogo brando e persistente, que aquece e ilumina, construído sobre respeito mútuo, desafios compartilhados e um amor que se aprofunda a cada estação. Vemos a insegurança inicial dele, a relutância em se abrir, e, progressivamente, a forma como ele encontra seu lugar não só no rancho, mas no coração de Amy e de toda a família. É uma história de redenção que nos faz acreditar que todos merecem uma segunda chance, e que o lar pode ser encontrado nos lugares e pessoas mais inesperadas.

O que faz Heartland perdurar? Eu diria que é sua capacidade de oferecer um refúgio. Em um mundo cada vez mais cínico e apressado, a série nos convida a desacelerar, a apreciar a simplicidade de um nascer do sol sobre as planícies, a complexidade silenciosa das relações entre humanos e animais, e a força inabalável dos laços familiares. Ela não evita a dor, mas a aborda com uma humanidade palpável, mostrando que a vida é um emaranhado de altos e baixos, de perdas e recomeços. É essa a nuance que a diferencia de um “drama familiar” genérico. É a forma como ela trata seus personagens, suas imperfeições e suas vitórias, com um respeito profundo e uma honestidade que ressoa.

Em suma, Heartland não é uma série que grita por atenção com reviravoltas chocantes ou dramas exagerados. Sua força reside em sua consistência, em sua representação autêntica de um estilo de vida que exige resiliência e amor. É um lembrete de que, mesmo após as maiores tempestades, o sol sempre volta a brilhar sobre as colinas do rancho, e a vida, assim como os cavalos de Heartland, encontra um caminho para se curar e seguir em frente. Se você busca um abraço quente em forma de série, um lembrete de que a esperança e o amor persistem mesmo diante da perda, então Heartland é, sem dúvida, um lugar para o qual você deve voltar. Ou, se nunca foi, um lugar para descobrir e se apaixonar.

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