Vinte e oito de setembro de dois mil e vinte e cinco. Uma data qualquer para a maioria, talvez, mas para mim, é mais uma desculpa para revisitar aquelas obras que, mesmo anos depois, ainda me fazem questionar o que realmente vi. E, olha, Truque de Mestre é um desses filmes que, desde 2013, me pegou de jeito e nunca mais largou. Sabe aquela sensação de sair do cinema com a cabeça a mil, tentando decifrar cada cena, cada gesto, como se você mesmo tivesse sido parte do truque? É exatamente isso. Por isso eu estou aqui hoje, tirando um tempo para falar desse filme, porque ele não é só um thriller de assalto, é uma experiência.
Imagina só: uma equipe de ilusionistas, os Quatro Cavaleiros, não só realizando shows espetaculares, mas usando seus talentos para… assaltar bancos. Não em Nova York, não em Las Vegas, mas em Paris, lá na França, enquanto o público grita de euforia em um palco em Las Vegas! E o melhor? Recompensando a plateia com o dinheiro roubado. É um conceito tão audacioso, tão deliciosamente subversivo, que é impossível não ficar imediatamente awestruck e excited. Quem não gostaria de ver um banco ser assaltado sem uma gota de violência, apenas com a pura arte da ilusão?
E aí entra o cerne da coisa: a investigação. Mark Ruffalo, interpretando o agente do FBI Dylan Rhodes, mergulha de cabeça nessa caçada impossível. Ele e a detetive da Interpol, Alma Dray, se veem num jogo de gato e rato onde as regras mudam a cada ato, a cada desaparecimento em New Orleans, a cada pista que se revela mais uma cortina de fumaça. Ver Dylan batendo a cabeça na parede, tentando entender como um cofre pode ser esvaziado ou como uma pessoa pode desaparecer do nada, é uma tensão palpável. A gente sente a frustração dele, mas, ao mesmo tempo, torce pelos ilusionistas. É uma ambiguidade deliciosa que o filme abraça com força.
O que me prendeu, e acredito que a muita gente também, foi a dinâmica desse elenco principal. Jesse Eisenberg, com sua arrogância calculada como J. Daniel Atlas, é o mestre de cerimônias perfeito. Woody Harrelson, como o mentalista Merritt McKinney, é um show à parte, com suas tiradas rápidas e sua capacidade de ler mentes — ou de fazer você pensar que lê. Isla Fisher como Henley Reeves traz o charme e a arte do escapismo, e Dave Franco, como Jack Wilder, é o jovem habilidoso que nos lembra da agilidade das ruas de New York City. Eles não são só personagens, são uma orquestra afinada, cada um com seu instrumento, criando uma sinfonia de elaborate deception.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Louis Leterrier |
| Roteiristas | Edward Ricourt, Boaz Yakin, Ed Solomon |
| Produtores | Alex Kurtzman, Roberto Orci, Bobby Cohen |
| Elenco Principal | Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher, Dave Franco |
| Gênero | Thriller, Crime |
| Ano de Lançamento | 2013 |
| Produtoras | Summit Entertainment, K/O Paper Products, SOIXAN7E QUIN5E, See Me Louisiana |
O diretor Louis Leterrier, com os roteiristas Edward Ricourt, Boaz Yakin e Ed Solomon, construiu uma narrativa que é, em si mesma, um truque de mágica. A cada cena, você pensa que entendeu, que desvendou o segredo, mas então o filme puxa o tapete debaixo dos seus pés de novo, e de novo. A sensação de que há uma conspiracy muito maior por trás de tudo é constante, e essa é a força do thriller. Não é só sobre o heist do money, é sobre a dança da mente, a manipulação da percepção. O ritmo do filme é um espetáculo à parte, alternando entre a grandiosidade dos shows e a claustrofobia da investigation, mantendo você grudado na tela, como se o filme fosse um relógio de bolso hipnotizante.
E sim, eu sei o que alguns podem dizer. “Ah, mas os truques são demais, não fariam sentido na vida real!” E talvez não fizessem mesmo, no sentido mais estrito da física. Mas aí é que está a genialidade do cinema, né? A capacidade de nos fazer suspender a descrença, de nos entregar a uma fantasia onde a magia é real, pelo menos por algumas horas. O filme nunca para para explicar demais; ele confia que você vai embarcar na jornada, fascinado pela possibilidade, pela ousadia. É uma prova de que, às vezes, a magia do que poderia ser é muito mais cativante do que a fria realidade.
Truque de Mestre não é apenas um filme; é um convite para o espanto. É uma celebração do intelecto, da astúcia e da arte de enganar, tudo em nome de algo que, no final das contas, pode não ser o que parece. É um daqueles filmes que, em 2025, ainda me faz sorrir pensando nas reviravoltas, nos momentos tense, e na pura diversão que senti. Um filme que, assim como um bom truque, fica na sua memória, te fazendo querer desvendá-lo, mas ao mesmo tempo, querendo que ele continue sendo um mistério. E, sim, assim como muitos, eu também estou na torcida por mais desse universo. Mantap!




