Mistérios do Detetive Murdoch

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Sabe aquela sensação de tropeçar em algo que, de repente, se encaixa perfeitamente no seu gosto, quase como se tivesse sido feito sob medida para você? Foi exatamente isso que senti anos atrás, quando cruzei pela primeira vez com Mistérios do Detetive Murdoch. E agora, com a desculpa perfeita para revisitar essa joia da televisão, a oportunidade me abraça como um abraço de um velho amigo.

Pense comigo: estamos em Toronto, nos anos de 1890. Um século que ainda cheira a carruagens puxadas por cavalos e lampiões a gás, mas que já sente os primeiros calafrios da era moderna. Nesse cenário, William Murdoch, o detetive titular, emerge como uma figura quase anacrônica. Ele não se contenta com a lógica dedutiva pura e simples; ele quer provas. Quer ciência. Suas mãos não se detêm diante de um microscópio rudimentar ou de um funil para recriar padrões de jatos de sangue, e sua mente está sempre alguns passos à frente, visualizando a balística e as impressões digitais antes mesmo que a polícia moderna sonhasse com elas. É o tipo de personagem que te faz pensar: “Poxa, se ele estivesse vivo hoje, seria um gênio de parar o trânsito!”

Mas Murdoch não está sozinho nessa cruzada contra o crime e a ignorância. Ao seu lado, e que sorte a nossa, encontramos a Doutora Julia Ogden. Ah, Julia! Ela não é apenas a beleza que adorna o laboratório; é uma inteligência fulminante, uma médica legista que desbrava, com uma coragem invejável, um mundo dominado por homens e preconceitos arraigados. As trocas entre ela e Murdoch não são só profissionais; são um balé sutil de respeito intelectual, admiração mútua e, claro, aquela tensão romântica que nos faz roer as unhas, episódio após episódio. Ela luta contra os valores tradicionais não só por sua carreira, mas por sua própria identidade, pavimentando um caminho para as mulheres daquela época que poucas ousariam sequer imaginar. É fascinante vê-la questionar, desafiar e, mais importante, provar seu valor.

E o elenco de apoio? Jonny Harris, como o Constable George Crabtree, é a alma ingênua e adorável da delegacia. Ele é o contraponto perfeito para a seriedade de Murdoch, com suas teorias malucas e seu coração de ouro. Crabtree evolui de um mero assistente para um confidente e, por vezes, um detetive por si só, sempre com aquele jeito meio desengonçado que a gente adora. E Lachlan Murdoch, como Constable Henry Higgins, adiciona aquele toque de realismo, um bom moço que, apesar de não ser o mais brilhante, é leal e dedicado. Juntos, eles formam uma equipe que nos faz sentir parte da família da delegacia de Station House Four.

Atributo Detalhe
Criador Maureen Jennings
Elenco Principal Yannick Bisson, Helene Joy, Jonny Harris, Lachlan Murdoch
Gênero Mistério, Drama
Ano de Lançamento 2008
Produtoras Shaftesbury Films, UKTV, Cogeco Program Development Fund, Canada Media Fund | Fonds des médias du Canada

O que me cativa, o que me faz voltar para Mistérios do Detetive Murdoch, é como a série consegue misturar o drama e o mistério com um pano de fundo histórico tão rico. Ela não é só sobre quem matou quem; é sobre como as invenções da época, da eletricidade ao automóvel, estão alterando a sociedade, e como essas mudanças se refletem nos crimes e na maneira de resolvê-los. A produção da Shaftesbury Films, juntamente com UKTV e os fundos canadenses, fez um trabalho impecável em recriar a atmosfera da época, desde os figurinos detalhados até os cenários de Toronto que parecem ter saído de uma fotografia antiga.

Agora, como todo bom romance que se estende por anos, há que se falar sobre a jornada. Lembro-me bem da crítica do MovieGuys e da Sharon”sTomcat, que vi há tempos e que ecoa muito do que muitos de nós sentimos. A série começou com um aval entusiasmado, e por muitas temporadas, a qualidade foi inquestionável. “Um pedaço de época maravilhoso”, como descreveu a Sharon”sTomcat, com atuações e desenvolvimento de personagens e histórias de primeira linha. E concordo plenamente. O arco de Murdoch e Julia, a evolução dos coadjuvantes, a inventividade dos mistérios, tudo isso mantinha a gente grudado na tela. No entanto, como em todo relacionamento duradouro, há seus altos e baixos, e até mesmo os corações mais apaixonados por Murdoch admitem que a jornada, talvez a partir da décima segunda ou décima terceira temporada, teve seus momentos em que o brilho inicial pareceu um pouco mais tênue. Não que a série se tornasse ruim, longe disso! Mas aquela faísca de inovação e a força implacável do roteiro que nos prendia sem esforço, bem, às vezes ela pedia um pouco mais da nossa paciência. É o desafio de manter a criatividade pulsante por tanto tempo, não é?

Apesar dessas pequenas oscilações, Mistérios do Detetive Murdoch é, para mim, uma experiência televisiva que vale cada minuto. É um convite para mergulhar em um passado fascinante, com personagens que a gente ama e mistérios que desafiam nossa própria capacidade de dedução. É uma série que, mesmo após tantas temporadas, ainda tem a capacidade de nos surpreender, de nos fazer rir, e até de nos emocionar. E isso, meu caro leitor, é o que realmente importa em uma história que se preze. É por isso que eu escrevo sobre ela, e é por isso que, talvez, você também devesse dar uma chance a ela, se já não o fez. Porque, afinal, quem não gosta de um bom mistério com um toque de história e muita, mas muita personalidade?

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