Predador: Assassino de Assassinos

Sabe, de vez em quando, a gente se depara com um filme que não só celebra uma franquia antiga, mas que tem a audácia de rasgar o livro de regras e começar algo novo. E é exatamente por isso que eu estou aqui, em 29 de setembro de 2025, ainda reverberando com a força brutal e a beleza inesperada de Predador: Assassino de Assassinos. Como alguém que viu cada encarnação do caçador Yautja, desde a selva úmida da Guatemala até os campos de caça de Prey, eu tinha uma pontinha de ceticismo. Mais um Predador? Mas quando soube que seria uma antologia animada, com Dan Trachtenberg ao leme, minha curiosidade acendeu feito um sinalizador no meio da noite. E que bom que acendeu, viu?

Porque “Assassino de Assassinos” não é só um filme de Predador; é uma declaração. É a prova de que essa criatura icônica pode se reinventar, se adaptar, e ainda assim aterrorizar como nunca. A ideia de três contos distintos, cada um mergulhando em um canto diferente da história humana para nos mostrar o encontro com o inevitável, é simplesmente genial. Não é aquela coisa linear, onde você sabe o que esperar. Aqui, a cada corte, o chão treme, e você pensa: “Peraí, para onde vamos agora?”.

Vamos começar com a fúria viking, né? Ah, Ursa. Lindsay LaVanchy empresta a essa pirata uma voz que é uma mistura de determinação gélida e a dor profunda de quem perdeu tudo. Ela e o filho, em meio à neve e ao gelo, embarcam numa busca sangrenta por vingança pela morte do pai. É uma história de mãe e filho que se agarram um ao outro num mundo implacável, e de repente, bam! O Predador. A sequência de luta de Ursa, com seu harpoon, e a maneira como ela se move, uma verdadeira guerreira feminina, me prendeu do início ao fim. As cenas subaquáticas, com a luz refratando na água e o Predator se movendo com uma agilidade assustadora, são de tirar o fôlego. Não é só força bruta; é a inteligência e a resiliência humana contra a tecnologia alienígena, e vê-la lutar, enfrentar o invisível, é eletrizante. Se alguém ainda torce o nariz para uma protagonista feminina em um universo tão “machão”, bem, Ursa está aqui para calar muita boca.

Depois, somos catapultados para o Japão feudal, para a disputa sangrenta entre Kenji e Kiyoshi, irmãos que se enfrentam por sucessão. Louis Ozawa nos dá uma atuação vocal que transita entre a honra e a brutalidade, entre a tradição samurai e a astúcia ninja. Aquele embate de katana contra katana, a coreografia das lutas, cada balançar de espada que parecia cortar o ar mesmo através da tela… É visceral. A animação aqui não tem medo de mostrar o sangue, o torso cortado ao meio, as cabeças rolando – e, olha, eu achei que isso serviu à história, não foi gratuito. Mostrou o quão impiedosos esses guerreiros podiam ser, e o quão mais impiedoso ainda era o caçador que os espreitava. A tensão do “fight to death” é palpável, e a forma como o Predador interfere nesse conflito humano traz uma camada extra de ironia e terror.

Atributo Detalhe
Diretor Dan Trachtenberg
Roteiristas Dan Trachtenberg, Micho Rutare
Produtores John Davis, Dan Trachtenberg, Marc Toberoff, Ben Rosenblatt
Elenco Principal Lindsay LaVanchy, Louis Ozawa, Rick Gonzalez, Michael Biehn, Doug Cockle, Damien C. Haas, Lauren Holt, Jeff Leach, Cherami Leigh, Alessa Luz Martinez
Gênero Animação, Ação, Ficção científica, Thriller
Ano de Lançamento 2025
Produtoras 20th Century Studios, Davis Entertainment, Lawrence Gordon Productions, Toberoff Productions

E o terceiro ato? Voando para a Segunda Guerra Mundial, com o piloto Torres, dublado pelo carismático Rick Gonzalez. A ideia de levar o Predador para o meio de um conflito já estabelecido é simplesmente brilhante. Imagine a paranoia de um piloto investigando uma ameaça sobrenatural à causa aliada, enquanto o mundo já está em chamas. A sensação de claustrofobia dentro do avião, a paisagem devastada lá embaixo, a tecnologia alienígena se infiltrando no cenário da guerra humana… Michael Biehn como Vandy adiciona uma profundidade com sua voz veterana, trazendo uma seriedade que contrasta bem com a incredulidade inicial de Torres. A jornada dele é uma corrida desesperada, uma luta pela sobrevivência que transcende os inimigos terrestres e nos joga num confronto contra algo completamente incompreensível, com a ameaça da criogenia e a ideia de ser forçado a matar para sobreviver.

O que realmente me pegou em “Assassino de Assassinos” é como ele usa a animação não como uma limitação, mas como uma ferramenta para expandir os horizontes da franquia. A liberdade visual é imensa, permitindo que a violência seja estilizada e impactante, que os ambientes (seja o estaleiro úmido ou os campos de batalha de Florida) ganhem vida com cores e sombras que seriam difíceis de replicar em live-action. O design do Predador em si, ainda que familiar, ganha nuances nas sombras e na agilidade, e o dispositivo de camuflagem nunca pareceu tão opressivo.

Dan Trachtenberg e Micho Rutare, como roteiristas, souberam costurar essas narrativas díspares com um fio invisível que é a própria essência do Predador: a caçada, o teste final da humanidade. E a escolha de um elenco de voz estelar, com destaque para a energia de Doug Cockle como Einar e a versatilidade de Louis Ozawa, eleva o material. Cada um deles traz uma camada de humanidade, de desespero e de fúria que nos faz torcer, mesmo sabendo que o Predador é uma força da natureza imparável.

Em vez de focar numa única história, a aposta em uma antologia nos permite ver diferentes facetas da relação entre o homem e a máquina de matar suprema. Não é só sobre sobreviver; é sobre como a presença do Predador expõe as verdades mais brutais sobre nós mesmos, nossas motivações, nossa capacidade de ser o “assassino de assassinos” quando necessário. E, olha, no final das contas, Predador: Assassino de Assassinos é um triunfo. É um filme que me fez vibrar, pensar e, acima de tudo, me lembrou por que essa criatura espacial, com sua máscara de caveira e sua sede por presas dignas, continua sendo um dos monstros mais fascinantes da ficção científica. Vá ver, porque, sério, você não vai se arrepender.

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