Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu

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Gente, vocês lembram daquele friozinho na barriga que a gente sentia quando ouvia a abertura dos Looney Tunes na TV? Aquela promessa de caos, risada e um Patolino absolutamente sem noção tentando a vida e, na maioria das vezes, se dando mal? Pois bem, eu confesso que, como um fã de carteirinha que cresceu com as palhaçadas do Pernalonga e as peripécias do Gaguinho, sempre tive um carinho especial por essa turma. E quando a notícia de Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu começou a pipocar, acompanhada da saga quase mitológica da sua produção – de um limbo obscuro no streaming a uma inesperada estreia nos cinemas – meu coração deu um pulo. Lançado globalmente em 2024 e chegando aqui no Brasil só em abril de 2025, esse filme é uma daquelas pérolas que a gente quase não vê a luz do dia, e só por isso, já mereceria um brinde.

Ainda respiro o aroma de pipoca do cinema, e a imagem de Gaguinho e Patolino, a dupla dinâmica mais improvável que existe, em plena ação, ainda está fresca na minha memória. Imagine a cena: Gaguinho, com sua típica ansiedade adorável, e Patolino, com seu ego inflado e sua ambição desmedida, trabalhando numa fábrica de chicletes. Parece uma premissa aleatória? Claro que sim! É Looney Tunes, minha gente! E é nesse cenário deliciosamente pegajoso que o verdadeiro pandemônio começa. Nossas duas estrelas tropeçam, literalmente, num plano secreto de controle mental alienígena. E de repente, o que era para ser só mais um dia de trabalho maçante (ou, no caso de Patolino, de esquemas para se dar bem) se transforma numa corrida contra o tempo para salvar não só a cidade, mas o mundo inteiro. Tudo isso, é claro, enquanto um tenta não enlouquecer o outro no processo. E aí está a essência da “buddy comedy” em seu estado mais puro e caótico.

O diretor Peter Browngardt, que já mostrou seu talento em trazer um frescor à marca com os curtas mais recentes, orquestra essa sinfonia de risadas e confusão com maestria. Você sente a energia dos roteiristas – uma equipe robusta que inclui nomes como Kevin Costello e Alex Kirwan – que claramente entendem a alma da franquia. Eles conseguem equilibrar a anarquia clássica dos Looney Tunes com uma narrativa de ficção científica que, por mais absurda que seja, te prende. A animação da Warner Bros. Animation é um espetáculo à parte, vibrante, expressiva e respeitosa com o estilo que amamos, mas com um toque moderno que faz com que cada frame exploda com personalidade.

E o que falar do elenco de vozes? Eric Bauza é um fenômeno, assumindo os papéis de Gaguinho e Patolino com uma versatilidade impressionante. A voz do Gaguinho, com sua gagueira icônica e seu coração bom, e a do Patolino, cheia de si e de um sarcasmo incomparável, são pilares que Bauza sustenta com a naturalidade de quem nasceu para isso. Candi Milo brilha como a divertida Petúnia Pig e a excêntrica Velha Senhora, enquanto Peter MacNicol é um antagonista alienígena digno de risadas nervosas. Wayne Knight como o Prefeito e Laraine Newman como a Sra. Grecht também trazem camadas de comédia e charme para esse universo já superpovoado. É a química entre essas vozes, a forma como elas se entrelaçam em diálogos rápidos e cheios de tiradas, que eleva o filme.

Atributo Detalhe
Diretor Peter Browngardt
Roteiristas Kevin Costello, Alex Kirwan, Andrew Dickman, Peter Browngardt, David Gemmill, Darrick Bachman, Ryan Kramer, Johnny Ryan, Michael Ruocco, Jason Reicher, Eddie Trigueros
Elenco Principal Eric Bauza, Candi Milo, Peter MacNicol, Fred Tatasciore, Laraine Newman, Wayne Knight, Ruth Clampett, Andrew Kishino, Kimberly Brooks, Keith Ferguson
Gênero Família, Comédia, Aventura, Animação, Ficção científica
Ano de Lançamento 2024
Produtora Warner Bros. Animation

O humor, meus amigos, é um show à parte. É aquele slapstick que a gente ama, com quedas, trombadas e planos que dão terrivelmente errado, mas também tem uma camada de humor mais inteligente, com piadas meta e referências sutis que só um fã de longa data vai pegar. A “invasão alienígena” é retratada com uma leveza e um tom playful que só os Looney Tunes poderiam entregar, e a ideia dos “zumbis” controlados mentalmente pelo chiclete é uma sacada genial que adiciona uma dose extra de caos. É um filme que te mantém na ponta da cadeira, rindo alto um minuto e apreensivo pelo próximo – afinal, estamos falando de salvar a Terra!

É fascinante pensar na jornada deste filme. Eu, e muitos outros como Chris Sawin – cuja crítica já sinalizava essa dúvida – achávamos que “O Dia Que a Terra Explodiu” nunca sairia da gaveta, ou no máximo, seria jogado em algum canto do então HBO Max (agora Max). Mas ver essa aventura, que é puro suco de Looney Tunes, ganhar as telonas é um testamento à sua qualidade e ao apelo duradouro desses personagens. É um lembrete de que, mesmo em tempos de incerteza, a boa e velha comédia anárquica sempre encontra seu caminho para o público.

No fim das contas, Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu é uma carta de amor para os fãs e uma porta de entrada perfeita para uma nova geração. É hilário, caótico, e mantém o espírito que torna Pernalonga, Gaguinho e Patolino tão especiais em nossos corações. E sim, fiquem até o final, porque a tradição de uma cena durante os créditos está lá, e ela é um deleite. Então, se você está procurando uma aventura que te fará rir, vibrar e talvez até te deixar com um desejo incontrolável por chicletes, este filme é a pedida certa. Corra para o cinema – ou espere, com a mesma ansiedade que Gaguinho sentiria, por sua chegada ao streaming – e se prepare para uma explosão de diversão. Você não vai se arrepender!

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