Sound Eroticism

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Sound Eroticism: Uma Comédia Húngara que Ecoa Através do Tempo

Em 23 de setembro de 2025, revisitar Sound Eroticism, uma comédia húngara de 1986 dirigida e escrita por Péter Tímár, foi uma experiência inesperada, uma daquelas descobertas cinematográficas que te fazem questionar por que certas joias permanecem tão obscurecidas. Este filme, com seu elenco de peso incluindo Rajhona Ádám, Róbert Koltai e Németh Judit, é uma cápsula do tempo hilária e, em alguns momentos, surpreendentemente perspicaz sobre a sociedade húngara da época. A trama, sem revelar muito, gira em torno de um conjunto de personagens excêntricos cujas vidas se cruzam de maneira inesperada, gerando uma série de situações cômicas e, por vezes, absurdas. É uma história de encontros e desencontros, de mal-entendidos e revelações, com um tom leve que, apesar dos anos, se mantém cativante.

A direção de Péter Tímár é impecável. Ele equilibra com maestria o humor físico com o sutil, construindo gags visuais que funcionam perfeitamente mesmo quase quatro décadas depois. A fotografia, com seus tons quentes e uma estética que lembra o cinema da época, contribui para criar uma atmosfera nostálgica e, ao mesmo tempo, imediatamente reconhecível. Há uma elegância na simplicidade da mise-en-scène que é admiravelmente eficaz.

O roteiro, também de Tímár, é inteligente e observador. Ele não se apoia em piadas fáceis ou baixarias, mas sim em um humor que nasce da situação e da interação entre os personagens. A escrita é precisa, com diálogos afiados e personagens que, apesar de caricatos, possuem uma humanidade palpável. A construção dos personagens é particularmente notável, cada um deles com suas próprias peculiaridades e conflitos internos, tornando-os críveis, mesmo em meio ao absurdo da trama.

Atributo Detalhe
Diretor Péter Tímár
Roteirista Péter Tímár
Elenco Principal Rajhona Ádám, Róbert Koltai, Németh Judit, Kristóf Kata, Péter Haumann
Gênero Comédia
Ano de Lançamento 1986
Produtora Mafilm

As atuações são o grande trunfo do filme. Rajhona Ádám, como Falkay Gábor, entrega uma performance inesquecível, dominando a tela com seu carisma e timing cômico impecáveis. Róbert Koltai e Németh Judit oferecem um contraponto perfeito, seus personagens adicionando camadas de complexidade e nuances à narrativa. É um elenco que trabalha em uníssono, criando uma sinergia que eleva a qualidade da produção como um todo.

Um dos pontos fortes de Sound Eroticism é sua capacidade de evocar uma atmosfera específica e um tempo específico, sem cair na nostalgia piegas. O filme consegue ser engraçado e, ao mesmo tempo, reflexivo sobre as mudanças sociais e culturais que ocorreram na Hungria desde 1986. Porém, como ponto fraco, a trama, por vezes, se dispersa um pouco, perdendo o foco em momentos específicos. Algumas piadas poderiam ter sido mais bem trabalhadas, e o ritmo poderia ser mais consistente em alguns trechos.

Apesar dessas pequenas falhas, Sound Eroticism é uma obra que transcende o seu contexto histórico. É um filme que fala sobre a natureza humana, sobre as relações interpessoais, sobre a busca pela felicidade em meio ao caos da vida. A mensagem principal, ainda que sutil, está na importância dos laços humanos e na capacidade de encontrar humor mesmo nas situações mais adversas.

Em suma, Sound Eroticism é uma comédia húngara deliciosa, uma pérola esquecida que merece ser redescoberta. Recomendo-a a todos que apreciam o bom humor inteligente, performances magistrais e um vislumbre de um passado não tão distante. A busca por ele em plataformas digitais, embora possa exigir um pouco de esforço, vale cada segundo. É um filme que fica com você, fazendo-o sorrir mesmo depois dos créditos finais.

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