The Mannequin

Uma cabeça de manequim rachada e assustadora. Um olho dourado, outro com lágrimas de sangue. Mais sangue escorre do nariz e boca.

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O Olhar Vazio que nos Assombra: Uma Imersão em The Mannequin

Sabe, tem filmes que a gente assiste e eles simplesmente grudam na gente. Não é só a história ou o susto fácil; é algo mais profundo, algo que mexe com o nosso subconsciente, que nos faz questionar o que realmente nos assusta. E, para mim, The Mannequin, lançado este ano, é um desses filmes. Eu, que me considero um veterano no campo do terror, sempre busco aquela experiência que vai além do clichê. Aquela que não apenas me faz pular na cadeira, mas que me faz olhar para o canto escuro do meu quarto e me perguntar se tem algo mais ali, escondido na penumbra. Foi exatamente essa sensação que John Berardo conseguiu evocar com sua mais recente obra, e é por isso que senti a necessidade de sentar e destrinchar cada fibra deste pesadelo em celuloide.

Terror é um gênero tão vasto, não é? Pode ser explícito, pode ser sutil, pode vir de monstros que habitam as sombras ou do mais puro pavor psicológico, aquele que nasce dentro de nós mesmos. The Mannequin mergulha de cabeça na segunda opção, tecendo uma narrativa onde o que não se move é o que mais apavora. A premissa, embora simples na superfície – um manequim, sim, um manequim – é transformada em um poço de ansiedade e paranoia. Berardo, que também assina o roteiro, tem essa habilidade quase cirúrgica de extrair o medo do ordinário, do que deveria ser inofensivo. É como aquela velha história da boneca no canto do quarto; você sabe que não é viva, mas e se…? E se o olhar fixo não for apenas reflexo, mas observação? É essa pergunta insidiosa que nos acompanha do primeiro ao último minuto.

A Essência do Medo em Movimento

O que mais me impressionou na direção de Berardo é como ele constrói a atmosfera. Não há pressa desnecessária. Ele nos convida a sentir o ar pesado, a lentidão opressora, o silêncio que, paradoxalmente, grita aos nossos ouvidos. Cada plano parece ser pensado para evocar uma sensação de desconforto latente. Ele não precisa de jump scares baratos a cada cinco minutos para manter a tensão; ao invés disso, nos envolve numa teia de sugestões e sombras. O roteiro, por sua vez, é um mestre em deixar lacunas. Ele não explica tudo, e é justamente nessa falta de certezas que o terror floresce, nos forçando a preencher os espaços com nossos próprios medos mais profundos, tornando a experiência profundamente pessoal e assustadoramente real.

Atributo Detalhe
Diretor John Berardo
Roteirista John Berardo
Produtores Ashley Rosenberg, Maxwell Hamilton
Elenco Principal Isabella Gómez, Lindsay LaVanchy, Shireen Lai, Maxwell Hamilton, Gabriella Rivera
Gênero Terror
Ano de Lançamento 2025
Produtora Shatterproof Films

Mas um filme de terror, por mais bem dirigido ou roteirizado, não se sustenta sem atuações que nos convençam do perigo iminente. E o elenco de The Mannequin é uma orquestra de nervos à flor da pele. Isabella Gómez, como Liana Rojas, entrega uma performance que é um estudo de desespero crescente. A gente vê a sanidade dela escorrendo pelos dedos, e você sente cada arrepio, cada dúvida, não apenas nos gritos – que são poucos e pontuais – mas no tremor sutil das mãos, no desviar de olhar, na voz que tenta se manter firme mas quebra em pedaços. Lindsay LaVanchy (Hazel Miller) e Shireen Lai (Nadine Yang) complementam essa sinfonia de pavor, cada uma trazendo uma camada diferente à dinâmica do medo que consome o grupo. E o toque masculino, com Maxwell Hamilton (Peter Adler), é essencial para ancorar a narrativa, talvez como a voz da razão que, ironicamente, se vê engolida pela irracionalidade. Gabriella Rivera (Sophia Rojas) completa o quadro, e a interação entre os personagens é tão crível que nos leva a torcer por eles, ou a lamentar seu destino, como se fossem nossos próprios amigos presos naquele pesadelo.

A Engenharia do Pavor

A produção da Shatterproof Films, com Ashley Rosenberg e o próprio Maxwell Hamilton nos bastidores, merece um aplauso. Sabe aquele filme que, mesmo em cenários aparentemente comuns, consegue criar uma ambientação de pesadelo que nos sufoca? The Mannequin faz isso com maestria. A paleta de cores, sempre um pouco dessaturada, a iluminação – ou a falta dela, que nos obriga a espreitar na escuridão –, o design de som que transforma um rangido distante em uma ameaça iminente; tudo trabalha em conjunto para mergulhar o espectador em um universo onde a segurança é uma ilusão. Não é sobre orçamento estrondoso, é sobre inteligência na execução, sobre entender o que faz um filme de terror funcionar no nível mais primal, aquele que nos atinge bem no estômago e não nos solta.

Seria fácil classificar The Mannequin apenas como ‘mais um filme de terror sobre um objeto assombrado’. Mas Berardo e sua equipe elevaram a barra. Eles não estão interessados apenas em nos assustar, mas em nos fazer pensar sobre o que nos paralisa, sobre a fragilidade da percepção e sobre como a nossa própria mente pode ser nosso maior algoz. É um filme que, talvez, não tenha um final explícito e mastigado – e isso é uma força, não uma fraqueza. Ele nos deixa com a tarefa de digerir o que vimos, de revisitar as imagens na cabeça, de sentir aquele arrepio tardio que é a marca de um bom terror psicológico. Não é preto e branco; é uma tapeçaria de tons de cinza que se misturam na escuridão, nos convidando a questionar o que é real e o que é apenas reflexo do nosso próprio pavor.

Então, se você, como eu, busca um terror que te acompanha para casa, que te faz pensar duas vezes antes de apagar a luz, The Mannequin é uma jornada que vale a pena. Prepare-se para ser assombrado não por um monstro óbvio, mas pela quietude e pelo olhar vazio. Mas me diga, entre nós: qual é o objeto mais inofensivo que já te deu arrepios no cinema? Compartilhe sua experiência nos comentários!

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