Altitude

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Altitude: Um Thriller em Altitude de Decolagem Questionável

Lançado em 2017, Altitude chegou às plataformas digitais e, oito anos depois, ainda suscita discussões. Não é um filme que se esquece facilmente, não pela qualidade excepcional, mas pela peculiaridade de sua existência – um estranho híbrido que se equilibra precariamente entre o entretenimento palatável e um quase-desastre cinematográfico. A premissa é simples: uma agente do FBI, Gretchen Blair (Denise Richards), embarca em um voo onde um passageiro misterioso a alerta sobre um sequestro iminente, oferecendo-lhe uma fortuna para garantir um pouso seguro. O que se segue é uma mistura de ação em alta velocidade e suspense claustrofóbico, em pleno ar.

A direção de Alex Merkin é, digamos, funcional. Não há grandes erros, mas também não há inovação ou criatividade visual marcante. A câmera acompanha a ação sem grandes artifícios, e a edição, embora eficiente em algumas cenas de tensão, em outras parece atropelar a narrativa, deixando lacunas inexplicáveis. O roteiro de Jesse Mittelstadt, assinado também por uma série de produtores, peca por uma certa falta de profundidade. Os personagens são arquétipos – o herói durão (Dolph Lundgren, sempre eficaz no papel, mesmo em produções menos ambiciosas), a agente competente e um tanto inexpressiva (Denise Richards), os vilões caricatos. A trama, embora se desenvolva de forma lógica (ao menos superficialmente), carece de substância emocional. A falta de desenvolvimento dos personagens secundários se torna particularmente evidente ao longo do segundo ato.

Em termos de atuações, o elenco se esforça, mas o material com que trabalham é limitado. Richards entrega uma atuação competente, apesar do pouco com o qual pode trabalhar, enquanto Lundgren, como sempre, cumpre seu papel com sua habitual presença de tela. Os demais atores, incluindo Chuck Liddell, Greer Grammer e Jonathan Lipnicki, parecem mais atuar do que realmente viver seus papéis. A química entre os atores é, infelizmente, inexistente.

Atributo Detalhe
Diretor Alex Merkin
Roteirista Jesse Mittelstadt
Produtores Jonathan DelPonte, Phillip B. Goldfine, Tyler W. Konney, John Landolfi, Chad Law, Jared Safier, Richard Switzer
Elenco Principal Dolph Lundgren, Denise Richards, Chuck Liddell, Greer Grammer, Jonathan Lipnicki
Gênero Ação, Thriller
Ano de Lançamento 2017
Produtoras Taylor & Dodge, Switzer Entertainment Group, Safier Entertainment, Alpha Hollywood Studios

Um dos pontos fortes de Altitude é, paradoxalmente, sua previsibilidade. Sabendo que é um filme B, não se espera grandes revelações ou reviravoltas surpreendentes. A simplicidade da trama funciona em seu favor, permitindo que o espectador se concentre na ação e no suspense, sem se perder em enredos complexos ou desnecessários. Porém, essa simplicidade também é seu calcanhar de Aquiles. A falta de complexidade se traduz em falta de profundidade. A ausência de personagens memoráveis e de um desenvolvimento psicológico mais aprofundado torna a experiência cinematográfica algo superficial.

Em termos temáticos, Altitude apenas roça a superfície. Aborda temas de heroísmo, sacrifício e moralidade, mas de forma superficial, sem aprofundar as questões éticas envolvidas nas decisões dos personagens. Não há uma mensagem profunda ou reflexiva a ser extraída, o que pode ser visto tanto como um defeito quanto uma virtude, dependendo das expectativas do público.

Concluindo, Altitude é um daqueles filmes que se encaixam perfeitamente numa noite de sábado à procura de entretenimento descomprometido. Não se espera grandiosidade, mas se obtém uma dose razoável de ação e suspense. No entanto, não espere nada além disso. Se você está procurando por um thriller inteligente e com personagens memoráveis, procure em outro lugar. Se, no entanto, busca um filme para assistir sem grandes pretensões, que te deixe entretido o suficiente até o final, Altitude pode te surpreender positivamente. Acho que a recomendação se encaixa para quem busca um filme para ser visto sem muito compromisso, uma opção aceitável para um dia de preguiça no sofá, e não muito mais do que isso.