They/Them

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They/Them: Um Grito Necessário na Paisagem Cinematográfica de Phelian

Desde que They/Them estreou nos festivais e chegou às plataformas de streaming no ano passado, em 2024, venho ruminando sobre a sua essência. É o tipo de filme que não apenas provoca, mas exige uma revisitação, uma decantação das emoções e ideias que ele semeadura na mente. E agora, em setembro de 2025, quase um ano depois de sua chegada ao grande público, sinto que é o momento certo para destrinchar por que esta obra de Phelian é, para mim, não apenas relevante, mas vital.

Houve quem o descartasse como um exercício intelectual frio, ou quem o celebrasse como um farol de representatividade. Eu diria que They/Them é ambas as coisas e muito mais – um estudo de personagem, um suspense psicológico e, acima de tudo, um espelho incômodo para a nossa sociedade. Phelian, com este longa-metragem, provou ser um cineasta que não tem medo de desbravar terrenos complexos, mergulhando na psique humana com uma audácia que beira o transcendental.

A Dança Sutil da Identidade: Uma Sinopse Sem Rótulos

Atributo Detalhe
Diretor Phelian
Ano de Lançamento 2024

A premissa de They/Them é enganosamente simples, mas profundamente ressonante. Acompanhamos um grupo de indivíduos, cada qual navegando por labirintos únicos de identidade e autopercepção, que são atraídos para um retiro isolado nas montanhas. O local, uma espécie de santuário prometendo autodescoberta e aceitação, revela-se rapidamente um palco para um jogo psicológico sutil e perturbador. À medida que as paredes metafóricas e literais se fecham ao redor deles, a fachada de utopia se desfaz, e os participantes são forçados a confrontar não apenas quem eles são individualmente, mas quem o mundo, e talvez os organizadores do retiro, os percebe ou quer que sejam. É um embate visceral entre a autenticidade e a conformidade, onde a busca por um “nós” coeso se choca com a fragmentação de um “eles” imposto.

A Maestria de Phelian: Direção Que Entra na Alma

A direção de Phelian em They/Them é um espetáculo à parte. Longe dos artifícios gritantes, ele constrói uma atmosfera que se instala sob a pele e se arrasta pelos nervos. Cada enquadramento é meticulosamente pensado para evocar uma sensação de confinamento e vigilância, transformando paisagens abertas em gaiolas psicológicas. As câmeras de Phelian são voyeurísticas, mas nunca exploradoras; elas observam, investigam, e nos convidam a fazer o mesmo, transformando o espectador em cúmplice silencioso da jornada dos personagens.

Há uma elegância quase austera na sua abordagem, que remete aos mestres do suspense psicológico, mas com uma sensibilidade moderna para as nuances da identidade. A forma como ele utiliza o silêncio e o som ambiente para amplificar a tensão é brilhante, e a paleta de cores, inicialmente vibrante e acolhedora, gradualmente se torna mais fria e opressiva à medida que a verdade do retiro se revela. Para mim, a grande força de Phelian aqui é a capacidade de fazer o espectador sentir a angústia da conformidade e a dor da incompreensão, sem precisar de explicações explícitas.

O roteiro, por sua vez, é uma teia complexa de diálogos afiados e monólogos internos que expõem as vulnerabilidades e os anseios de cada personagem. Há momentos de profunda poesia e outros de crueza brutal. Embora alguns críticos tenham apontado um ritmo por vezes deliberadamente lento, eu vejo isso como uma escolha intencional para permitir que a tensão se acumule e que o público absorva as camadas de significado. É um texto que respeita a inteligência do espectador, convidando-o a preencher as lacunas e a questionar as próprias predefinições.

E as atuações? São simplesmente hipnotizantes. O elenco, que Phelian selecionou com uma precisão cirúrgica, entrega performances que são tanto viscerais quanto contidas. Os atores conseguem comunicar volumes com um olhar, um tremor na voz, um gesto hesistante. Há uma vulnerabilidade palpável em cada um deles, e a forma como interagem e reagem aos desafios do retiro é o coração pulsante do filme. Não consigo nomear um que se destaque sem fazer injustiça aos outros, pois o conjunto é uma orquestra afinada de emoções humanas em seu estado mais cru.

Forças, Fraquezas e a Verdade Inconveniente

Os pontos fortes de They/Them são abundantes: a direção sensível e atmosférica de Phelian, o roteiro inteligente que desafia preconceitos, as atuações magnéticas e, claro, a coragem em abordar um tema tão contemporâneo e multifacetado como a identidade em sua fluidez e complexidade. O filme não apenas fala sobre diversidade; ele é a diversidade em sua essência narrativa. Ele nos força a confrontar nossas próprias caixas, nossas próprias expectativas sobre como as pessoas “deveriam” ser.

Quanto aos pontos fracos, é um pouco mais subjetivo. Para alguns, o ritmo pode ser um empecilho. Não é um filme de gratificação instantânea; ele pede paciência e contemplação. E talvez, em um ou outro momento, a mensagem central flerte com a didática, mas Phelian rapidamente resgata a sutileza, preferindo o questionamento à pregação. Este não é um defeito que me afasta da obra, mas sim uma nuance que, para um público menos acostumado a filmes mais lentos e contemplativos, pode gerar certa fricção.

Temas e Mensagens: Um Espelho para a Alma Coletiva

O título They/Them é, em si, um manifesto. Ele vai muito além da discussão sobre pronomes não-binários – embora a inclua e celebre. O filme explora a dicotomia fundamental entre o “eu” e o “outro”, o “nós” e o “eles”. Quem somos quando somos definidos pelos olhos alheios? Qual o custo da conformidade? O longa-metragem é um grito pela autenticidade, um lembrete pungente de que a verdadeira liberdade reside em abraçar a nossa complexidade, em resistir às classificações simplistas que a sociedade, muitas vezes, tenta nos impor.

They/Them é uma exploração das prisões que construímos para nós mesmos e das que nos são impostas. É sobre a coragem de quebrar essas grades, de redefinir o que significa ser “normal” em um mundo que anseia por categorias bem definidas. Em um contexto de polarização e de crescente visibilidade das discussões sobre identidade de gênero e sexualidade, o filme de Phelian surge como uma obra de arte fundamental, que humaniza as experiências marginalizadas e convida à empatia e à compreensão.

O Legado de 2024 e a Recomendação de 2025

Lançado em 2024, They/Them não foi apenas mais um filme. Ele se inseriu no diálogo cultural de forma irretocável, sendo discutido em universidades, em mesas de bar e, claro, em blogs de cinema como este. Sua recepção inicial, como mencionei, foi variada, mas o tempo tem sido gentil com ele. Hoje, em setembro de 2025, a sua mensagem soa ainda mais potente e necessária.

Este é um filme que eu recomendo sem hesitação, mas com uma ressalva: prepare-se para ser desafiado. They/Them não é entretenimento passivo; é uma experiência cinematográfica que exige envolvimento, reflexão e, talvez, uma reavaliação de suas próprias certezas. Se você busca um longa-metragem que não apenas conte uma história, mas que o force a olhar para dentro, a questionar as estruturas e a celebrar a complexidade da condição humana, então They/Them de Phelian é uma obra imperdível. Procure-o nas plataformas digitais. Ele é um lembrete contundente de que, no fim das contas, a identidade é um território vasto demais para ser contido por um único pronome, uma única expectativa ou um único medo. É, simplesmente, tudo e todos.

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