Dupla Jornada

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Três anos se passaram desde que Dupla Jornada (Day Shift, no original) aterrissou nas telas, e ainda me pego pensando na energia contagiante que aquele filme trouxe. Quer saber por que eu, um entusiasta do cinema que já viu de tudo um pouco, ainda guardo essa produção com um carinho especial? É simples: em um mar de narrativas complexas e obras que se esforçam demais para serem “arte”, existe um valor inestimável em um filme que sabe exatamente o que é e se entrega de corpo e alma à diversão pura e descompromissada. Dupla Jornada é isso: um soco no estômago de adrenalina, uma gargalhada solta e um lembrete de que, às vezes, tudo o que precisamos é ver Jamie Foxx chutando bundas de vampiros em Los Angeles.

Pensa comigo: a vida adulta é uma complicação só. Contas para pagar, responsabilidades que parecem não ter fim, e a eterna busca por um sentido, por um respiro. É nesse contexto, nesse dia a dia caótico, que somos apresentados a Bud Jablonski (Jamie Foxx). Ele não é um super-herói de capa; ele é um pai, um sujeito que, como tantos de nós, só quer garantir o futuro da filha, Paige (Zion Broadnax). A reviravolta? O “ganha-pão” do Bud não é um trabalho de escritório comum. Ele caça vampiros. Sim, vampiros! E não aqueles sedutores e sombrios da literatura gótica; estamos falando de criaturas ferozes que ele desmembra com uma habilidade cirúrgica e um arsenal de causar inveja.

A sinopse já dá o tom: Bud tem uma semana para conseguir uma bolada e pagar as despesas da filha, ou sua ex-esposa Jocelyn (Meagan Good) vai levá-la para longe, para a Flórida, e aí a vida dele desmorona de vez. É uma premissa clássica do “homem em apuros”, mas transposta para um universo onde o inimigo é imortal e a ação nunca para. O que me pega nesse filme é como ele abraça a loucura. Não tenta ser um terror profundo ou uma fantasia épica. Não, ele flerta com o horror o suficiente para te dar uns arrepios, mas rapidamente te joga em sequências de ação de tirar o fôlego, temperadas com um humor que, às vezes, é tão afiado quanto as estacas de madeira que Bud usa.

E por falar em ação, J.J. Perry, o diretor, não brinca em serviço. Com um currículo robusto em coordenação de dublês, ele sabe como filmar uma briga. As coreografias são de uma visceralidade que raramente vemos, com movimentos fluidos, golpes impactantes e uma sensação real de peso e impacto. Ver Bud se jogando em lutas corpo a corpo, com a ajuda de seu relutante e atrapalhado parceiro Seth (Dave Franco), é como assistir a uma dança mortal onde cada passo pode significar o fim. A química entre Foxx e Franco é o coração da veia “buddy comedy” do filme. Bud é o veterano cansado e cínico, Seth é o burocrata medroso e by-the-book. As tiradas e o contraste entre os dois são um alívio cômico perfeito em meio à carnificina vampírica.

Atributo Detalhe
Diretor J.J. Perry
Roteiristas Tyler Tice, Shay Hatten
Produtores Chad Stahelski, Jason Spitz, Shaun Redick, Yvette Yates Redick
Elenco Principal Jamie Foxx, Dave Franco, Natasha Liu Bordizzo, Meagan Good, Zion Broadnax, Snoop Dogg, Karla Souza, Steve Howey, Scott Adkins, Peter Stormare
Gênero Ação, Fantasia, Terror, Comédia, Thriller
Ano de Lançamento 2022
Produtoras 87Eleven, Impossible Dream Entertainment

O elenco, aliás, é um show à parte. Jamie Foxx, sempre magnético, nos entrega um protagonista que é fácil torcer por ele – um pai imperfeito, mas com um amor inabalável. Dave Franco nos faz rir e sentir um pouco de pena. E aí entra o Snoop Dogg como Big John Elliott, o veterano caçador de vampiros, com uma presença que eleva qualquer cena, adicionando um carisma descontraído e uma dose de sabedoria de rua que só ele consegue. Natasha Liu Bordizzo como Heather traz uma energia diferente para a equipe, e Karla Souza, como a vilã Audrey San Fernando, é elegante e ameaçadora na medida certa. Até Scott Adkins, mestre das artes marciais, aparece em uma participação que nos lembra que ele nasceu para chutar e socar.

Dupla Jornada não busca reinventar a roda, e os trechos de críticas da época já apontavam isso. Manuel São Bento e The Movie Mob, por exemplo, concordam que a trama é, de certa forma, “formulaica”. E quer saber? Essa é a beleza. Ele pega uma fórmula que funciona — um herói improvável, uma missão urgente, vilões carismáticos, ação sem parar e uma pitada de comédia — e a executa com maestria e uma energia contagiante. É como um prato clássico: você sabe os ingredientes, mas o sabor final depende da paixão e da habilidade de quem cozinha. E aqui, a paixão está ali, escancarada em cada golpe, cada piada e cada gota de suor de Bud Jablonski.

Em 2025, com a distância do tempo, o que fica de Dupla Jornada é a lembrança de um filme que não se leva tão a sério, mas que leva a sério a tarefa de entreter. É um mergulho em um Los Angeles sujo e cheio de perigos noturnos, onde a vida é dura e os monstros são reais. É uma fantasia de ação que celebra o espírito de um pai que faria qualquer coisa por sua família, mesmo que isso signifique virar a noite caçando vampiros e se sujando de sangue de criatura. Se você está procurando uma dose de adrenalina bem dosada, com um elenco carismático e cenas de luta que te farão prender a respiração, então não perca tempo. Dupla Jornada é aquela jornada que vale a pena fazer.

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