A Bela da Tarde

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A Bela da Tarde, lançado em 1967, é um filme que mexe profundamente com a psique do espectador, explorando temas como a dualidade da vida, a sexualidade feminina, o tédio e a busca por significado. Dirigido pelo mestre do cinema surrealista Luis Buñuel, este drama romântico nos apresenta Séverine, interpretada magistralmente por Catherine Deneuve, uma jovem mulher casada que, apesar de ter tudo, se sente vazia e insatisfeita com sua vida.

Séverine decide então levar uma vida dupla, trabalhando como prostituta em um discreto prostíbulo durante a tarde, momento em que seu marido, Pierre, está ocupado com o trabalho. Este prostíbulo, administrado pela enigmática Madame Anais, se torna um refúgio para Séverine, um lugar onde ela pode escapar da monotonia de sua vida e explorar seus desejos mais profundos. No entanto, essa nova realidade não está isenta de complicações, pois os clientes que ela atende muitas vezes estão fugindo de suas próprias vidas vazias, criando uma teia complexa de relacionamentos e desejos.

A direção de Luis Buñuel é, como sempre, implacável em sua crítica social. Com a colaboração de Jean-Claude Carrière no roteiro, Buñuel constrói uma narrativa que é ao mesmo tempo perturbadora e fascinante. A atuação de Catherine Deneuve é digna de destaque, trazendo uma profundidade e nuances à personagem de Séverine que são essenciais para o impacto do filme. O elenco de apoio, que inclui Jean Sorel, Michel Piccoli, Geneviève Page e Pierre Clémenti, também entrega performances notáveis, enriquecendo a tapeçaria de personagens complexas e multifacetadas.

Um dos aspectos mais notáveis de A Bela da Tarde é sua capacidade de explorar temas considerados tabus na época de seu lançamento, como a sexualidade feminina e a infidelidade, de uma maneira que é tanto provocativa quanto reflexiva. O filme não julga Séverine ou suas escolhas; em vez disso, oferece uma visão crua e honesta de sua jornada, convidando o espectador a refletir sobre as próprias expectativas e preconceitos.

Cena 1 de A Bela da Tarde

Atributo Detalhe
Diretor Luis Buñuel
Roteiristas Luis Buñuel, Jean-Claude Carrière
Produtores Henri Baum, Raymond Hakim, Robert Hakim
Elenco Principal Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli, Geneviève Page, Pierre Clémenti
Gênero Drama, Romance
Ano de Lançamento 1967
Produtoras Paris Films Productions, Five Films, Robert et Raymond Hakim

Ao assistir A Bela da Tarde, é impossível não se sentir imerso na dualidade de Séverine, questionando as próprias noções de identidade e desejo. O filme é uma parábola sobre o amor, os relacionamentos e o lugar da fantasia e da imaginação nesses contextos. É uma obra-prima que, apesar de ter sido lançada há mais de cinco décadas, continua a ser tão relevante e perturbadora quanto era em seu lançamento.

E você, como acha que a busca por significado e realização pessoal pode levar as pessoas a viver vidas duplas, escondendo seus verdadeiros desejos e identidades? Deixe sua opinião nos comentários!