Alexandre: Uma Jornada Inesperada, ou a Busca Pela Verdadeira Amizade
22 de setembro de 2025. Acabei de sair da sessão de Alexandre, o novo longa-metragem de Robin Wulleman, e preciso compartilhar minha experiência. Não se trata de uma obra-prima cinematográfica que irá redefinir o cinema, mas algo muito mais interessante: uma pequena joia, intimista e surpreendentemente comovente, que escapa às expectativas pré-concebidas.
A trama gira em torno de Alexandre Vitiello, que interpreta um personagem – digamos, apenas Alexandre – que se envolve numa jornada de autodescoberta, impulsionada por relações complexas com seus amigos, brilhantemente interpretados por Ian Bellal-Bailly e Robinson Navaret. É um filme sobre amizade, sim, mas também sobre a busca pela autenticidade em um mundo cada vez mais superficial. Não esperem grandes reviravoltas narrativas; a força de Alexandre reside na sutileza da sua construção, na maneira como ele nos aproxima dos personagens e de suas vulnerabilidades.
A direção de Robin Wulleman é impecável. Ele consegue criar uma atmosfera de realismo cru, sem apelar para artificios baratos. A câmera se move com leveza, captando os momentos mais íntimos com uma delicadeza admirável. A fotografia, por sua vez, é simplesmente deslumbrante, com uma paleta de cores que acompanha o tom emocional da narrativa. Em alguns momentos, senti uma leve nostalgia, uma lembrança dos clássicos do cinema independente francês – uma influência feliz, diga-se de passagem.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Robin Wulleman |
| Elenco Principal | Alexandre Vitiello, Ian Bellal-Bailly, Robinson Navaret |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtora | Wulleman Studios |
As atuações são, sem sombra de dúvidas, o ponto alto do filme. Alexandre Vitiello entrega uma performance visceral e genuína, transmitindo toda a fragilidade e força de seu personagem com maestria. Ian Bellal-Bailly e Robinson Navaret complementam o elenco com atuações sólidas e emotivas, construindo uma dinâmica de amizade crível e envolvente.
O roteiro, porém, apresenta algumas falhas. Em determinados momentos, a narrativa se torna um pouco lenta, perdendo o ritmo que havia conquistado anteriormente. Apesar disso, os diálogos são naturais e verossímeis, transmitindo a essência das relações humanas com uma precisão rara. Aqui reside, para mim, o maior trunfo do filme: a capacidade de retratar a complexidade dos laços afetivos com uma honestidade brutal.
Alexandre não se propõe a ser um filme grandioso. Sua mensagem é sutil, mas poderosa: a verdadeira amizade reside na vulnerabilidade, na aceitação mútua e na busca pela autenticidade. Não há heróis ou vilões, apenas seres humanos com suas imperfeições e conflitos internos. Este é o ponto forte e também o seu limite. A falta de uma narrativa mais robusta pode afastar espectadores que buscam ação e suspense.
No entanto, considero que o filme alcança seu objetivo com êxito. Ao final da projeção, senti uma profunda admiração pelo trabalho da equipe. Alexandre não é um filme para todos, mas para aqueles que apreciam o cinema como uma experiência visceral, um reflexo da realidade humana em toda a sua complexidade e beleza. Recomendo fortemente a sua visualização, principalmente para aqueles que apreciam dramas intimistas e performances memoráveis. Espero que, a partir de 2025, ele ganhe o reconhecimento que merece nas plataformas digitais. Deixe-me saber o que acharam!




