Anaconda

Anaconda: Uma Mordida de Comédia na Selva do Terror?

Lançado em 17 de setembro de 2025, o reboot de Anaconda chegou aos cinemas prometendo uma injeção de adrenalina e humor na fórmula consagrada do terror com répteis gigantes. E, em grande parte, ele cumpre essa promessa, embora com algumas escorregadas pelo caminho. O filme acompanha um grupo de documentaristas que se aventura na Amazônia em busca de uma lenda local: uma anaconda colossal e extremamente agressiva. A jornada, é claro, não será fácil, e o que se segue é uma mistura de suspense, ação e, surpreendentemente, bastante comédia.

A direção de Tom Gormican, conhecido por seu trabalho em comédias mais leves, imprime aqui uma pegada inesperada. Ele equilibra o terror visceral com momentos hilários, criando uma dinâmica peculiar que, para alguns, pode soar desarmônica, mas para mim, funcionou como um elemento diferenciador. A escolha de focar na comédia não diminui a tensão dos momentos de perigo; ao contrário, os contrastes criam um ritmo único, que ora te prende na ponta da cadeira, ora te faz soltar uma gargalhada genuína. O roteiro, escrito por Gormican e Kevin Etten, também apresenta uma abordagem inteligente, subvertendo algumas expectativas do público familiarizado com o original de 1997 e adicionando um novo nível de sarcasmo às situações.

O elenco, um dos pontos altos do longa, é uma mistura explosiva de talento. Paul Rudd, Jack Black e Steve Zahn brilham nos momentos cômicos, cada um imprimindo sua marca inconfundível ao filme. A presença de Daniela Melchior e Thandiwe Newton adiciona profundidade e uma seriedade necessária para contrabalançar a leveza dos outros personagens, entregando atuações sólidas que elevam a narrativa.

Atributo Detalhe
Diretor Tom Gormican
Roteiristas Tom Gormican, Kevin Etten
Produtores Brad Fuller, Andrew Form
Elenco Principal Paul Rudd, Jack Black, Daniela Melchior, Thandiwe Newton, Steve Zahn
Gênero Terror, Comédia, Aventura
Ano de Lançamento 2025
Produtoras Fully Formed Entertainment, Columbia Pictures

Apesar de suas qualidades, Anaconda não está isento de defeitos. Alguns momentos de comédia podem parecer forçados, e o ritmo, apesar de peculiar, pode se mostrar um pouco irregular para alguns espectadores. A trama, embora funcione, não se aprofunda muito na exploração dos personagens, o que poderia ter gerado uma conexão emocional maior com o público. Em termos de temas, o filme toca superficialmente na relação entre o homem e a natureza, mas não se debruça sobre essa temática com a profundidade que poderia.

Apesar das pequenas falhas, o filme consegue ser divertido e, em certos momentos, até mesmo assustador. A direção de arte, explorando a beleza exuberante e a escuridão ameaçadora da selva amazônica, contribui significativamente para a atmosfera do longa. O trabalho visual se destaca, construindo um mundo rico e imersivo, que justifica a experiência cinematográfica.

Em suma, Anaconda (2025) é uma experiência cinematográfica peculiar. É um reboot que, em vez de se apoiar na nostalgia, busca criar sua própria identidade, abraçando a comédia de forma ousada. Se você procura um filme de terror tradicional, talvez fique um pouco decepcionado. Mas se busca um thriller com pitadas generosas de humor negro e um elenco excepcional, Anaconda é uma aposta segura. Recomendo-o para aqueles que apreciam filmes que se arriscam a quebrar as convenções e surpreender o público. A recepção do filme, até o momento, tem sido dividida, mas acredito que sua ousadia e irreverência o tornarão um cult clássico no futuro.

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