Aterrorizante

A Noite do Palhaço: Uma Resenha de “Terrifier” Sete Anos Depois

Confesso: filmes de palhaços assassinos nunca foram meu forte. Sempre achei a premissa um tanto… batida. Mas “Terrifier”, lançado em 2018 e que tive a oportunidade de revisitar em 2025, me surpreendeu. Não que tenha me convertido ao subgênero, mas respeito a audácia e o cinismo com que Damien Leone conduz sua obra.

A sinopse é simples: na noite de Halloween, um palhaço maníaco, Art the Clown, aterroriza três jovens e todos que cruzam seu caminho. E acreditem, a promessa de terror é cumprida com uma violência explícita e criativa, que, admito, deixou uma marca (ou melhor, uma cicatriz) em minha memória. Não vou detalhar as cenas mais chocantes – a experiência é melhor vivida sem spoilers – mas preparem o estômago para um banho de sangue que não se esquiva da realidade (ou da falta dela) do ato de mutilar um corpo humano.

Leone, tanto como diretor quanto roteirista, demonstra um talento perturbador para o grotesco. A direção é essencialmente visceral, optando por ângulos crus e uma estética que busca o desconforto. Não há sutileza, nem elegância. É um filme que te agarra pela garganta e te força a assistir, mesmo que você queira se afastar. O roteiro, embora simples, funciona como uma máquina de cortar carne, focando na apresentação do vilão e na sua jornada de destruição. A narrativa direta, sem rodeios, contribui para a experiência frenética, quase claustrofóbica.

Atributo Detalhe
Diretor Damien Leone
Roteirista Damien Leone
Produtores George Steuber, Damien Leone, Phil Falcone
Elenco Principal David Howard Thornton, Jenna Kanell, Samantha Scaffidi, Catherine Corcoran, Pooya Mohseni
Gênero Terror, Thriller
Ano de Lançamento 2018
Produtora Dark Age Cinema

As atuações são, digamos, eficazes. David Howard Thornton, como Art the Clown, transcende a mera caracterização de um palhaço assustador. Ele cria uma presença física verdadeiramente aterrorizante, transmitindo uma maldade fria e calculista que vai além do mero “jump scare”. O resto do elenco cumpre o seu papel, atuando como carne de canhão para a fúria de Art, mas o foco está, e deveria estar, no mestre da carnificina.

“Terrifier” não é um filme perfeito. O seu principal defeito, na minha opinião, reside em sua repetitividade. A violência, embora criativa nas primeiras cenas, se torna um pouco monótona após certo ponto. A falta de uma trama mais elaborada e o foco excessivo no gore podem tornar a experiência cansativa para alguns espectadores, que podem se sentir saturados pela enxurrada de sangue. Alguns podem até argumentar que o filme é excessivamente gratuito em sua violência.

Mas aqui está o ponto crucial: “Terrifier” não se preocupa em ser um filme “bom” no sentido tradicional. Ele é, em sua essência, uma ode à exploração da violência extrema e do medo primordial. O sucesso do filme reside justamente em sua capacidade de transcender os limites do aceitável e provocar uma reação visceral no espectador, seja de horror, de fascinação mórbida ou simplesmente de desgosto.

Apesar dos seus pontos fracos, “Terrifier” deixa uma marca duradoura. É uma experiência de cinema visceral, que transcende o gênero slasher tradicional. O filme gerou, conforme recordo, uma recepção polarizada em seu lançamento em 2018, com muitos críticos divididos entre o fascínio e a repulsa. Sua popularidade, e o sucesso de sua sequência, demonstram que ele tocou em algo profundamente primitivo na psique humana.

Recomendo “Terrifier” para aqueles que apreciam o terror explícito, sem concessões, e que buscam uma experiência cinematográfica diferente. Se você se assusta facilmente ou prefere filmes de terror mais sutis, talvez seja melhor procurar outras opções nas plataformas digitais. Mas se você está procurando uma noite de puro terror, sem rodeios, então “Terrifier” é sua pedida. Prepare-se para a carnificina. Você foi avisado.

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