Quando eu ouço falar sobre filmes que exploram a interseção entre política, finança e suspense, meu interesse é imediatamente despertado. Azor é um desses filmes que prometem muito e, em grande medida, cumprem com suas promessas. Lançado em 2021, dirigido por Andreas Fontana e co-escrito por Mariano Llinás e o próprio Fontana, Azor nos transporta para a Argentina de 1980, um país sob a sombra da ditadura militar.
A história gira em torno de Yvan, um banqueiro suíço interpretado por Fabrizio Rongione, que chega a Buenos Aires para substituir um colega que desapareceu misteriosamente. Essa substituição não é apenas uma troca de pessoas; ela representa uma entrada em um mundo de intriga, corrupção e medo, onde as fronteiras entre o certo e o errado são constantemente distorcidas. A presença de Yvan nesse ambiente hostil e cheio de segredos o leva a uma jornada de descoberta, não apenas sobre a verdade por trás do desaparecimento de seu colega, mas também sobre a natureza da sociedade que o cerca.
A direção de Andreas Fontana merece destaque por sua capacidade de criar uma atmosfera tensa e opressiva, refletindo a realidade da ditadura militar na Argentina naquela época. A escolha de ângulos de câmera, a iluminação e a trilha sonora contribuem para uma experiência imersiva que puxa o espectador para dentro do mundo sombrio do filme. O roteiro, por sua vez, é uma obra-prima de construção de suspense, jogando com as expectativas do público e mantendo-o engajado através de reviravoltas inesperadas.
As atuações no filme também são notáveis. Fabrizio Rongione traz profundidade e complexidade ao personagem de Yvan, fazendo com que o espectador se conecte com sua jornada de descoberta e questionamento. O elenco de apoio, incluindo Stéphanie Cléau, Carmen Iriondo, Juan Trench e Ignacio Vila, adiciona camadas à narrativa, cada um trazendo sua própria nuance e mistério ao enredo.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Andreas Fontana |
| Roteiristas | Mariano Llinás, Andreas Fontana |
| Produtores | David Epiney, Eugenia Mumenthaler |
| Elenco Principal | Fabrizio Rongione, Stéphanie Cléau, Carmen Iriondo, Juan Trench, Ignacio Vila |
| Gênero | Drama, Thriller |
| Ano de Lançamento | 2021 |
| Produtoras | Alina Film, RTS |
Um dos pontos fortes de Azor é sua capacidade de explorar temas complexos de forma madura e reflexiva. A corrupção, o colonialismo e a “Guerra Suja” são abordados de maneira crua, mas sem sensacionalismo, o que torna a experiência de assistir ao filme ao mesmo tempo perturbadora e enriquecedora. No entanto, alguns espectadores podem achar o ritmo do filme um pouco lento, especialmente em comparação com thrillers mais convencionais que valorizam a ação sobre a tensão psicológica.
Ao refletir sobre Azor, percebemos que o filme não é apenas um thriller bem construído, mas também uma reflexão sobre a natureza humana e as consequências de viver em um sistema corrupto. Ele nos leva a questionar como as pessoas comuns se tornam cúmplices de regimes opressivos e como a busca por verdade e justiça pode ser um caminho perigoso, mas necessário.
E você, o que acha que Yvan descobriu sobre si mesmo e sobre a sociedade ao longo de sua jornada em Azor? Deixe sua opinião nos comentários!




