Brute (1976): Um Slasher que Sangra Nostalgia e Sangue
Preparem-se, amantes do terror! Se você, como eu, nutre uma paixão quase doentia por slashers da velha guarda, com seus efeitos práticos sangrentos e atmosfera opressiva, prepare o coração. Brute (1976), lançado em 2024, é uma experiência que, apesar de alguns tropeços, ressoou em mim com uma força surpreendente. O filme, que acompanha um grupo de jovens em uma jornada pelo deserto americano, se torna palco para um jogo mortal de gato e rato com um psicopata implacável. A sinopse, propositalmente vaga, reflete a eficácia do suspense que permeia a narrativa: o perigo iminente paira sobre cada cena, mantendo o espectador em estado de alerta constante.
A direção de Marcel Walz é primorosa. Ele consegue criar uma atmosfera de claustrofobia e tensão mesmo no amplo cenário desértico. A paleta de cores, predominantemente árida e opaca, intensifica a sensação de isolamento e perigo. A fotografia, com seus jogos de luz e sombra, contribui significativamente para o clima soturno, evocando clássicos do gênero como os trabalhos de John Carpenter. Em contraponto, a trilha sonora, por vezes minimalista, por outras explosiva, intensifica os momentos de tensão, gerando saltos nervosos e sustos genuínos.
O roteiro de Joe Knetter, embora apresente alguns clichês inerentes ao subgênero slasher, cumpre seu papel com maestria. A construção dos personagens, embora não seja excepcionalmente profunda, é funcional. Cada um tem seu pequeno arco, sua fraqueza, sua hora de brilhar (ou ser vítima). A construção do vilão, mesmo sem grandes revelações, é bastante eficaz; a pura maldade e sadismo inerentes à sua persona transparecem em cada ato. O final, embora previsível para os experientes do gênero, apresenta um toque de crueldade satisfatória que me deixou com um sorriso nervoso no rosto.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Marcel Walz |
| Roteirista | Joe Knetter |
| Produtores | Marcel Walz, Joe Knetter, Sarah French |
| Elenco Principal | Adriane McLean, Sarah French, Gigi Gustin, Dazelle Yvette, Adam Bucci |
| Gênero | Terror |
| Ano de Lançamento | 2024 |
| Produtora | Neon Noir |
As atuações, vale mencionar, são um dos pontos altos de Brute (1976). Adriane McLean, Sarah French, Gigi Gustin e Dazelle Yvette conseguem transmitir a vulnerabilidade e o terror de forma convincente. Adam Bucci, como o antagonista, é uma força da natureza; sua atuação, fria e calculista, é capaz de arrepiar até os mais experientes aficionados do terror. O elenco soube dosar muito bem a performance, sem apelar para exageros melodramáticos.
Claro, Brute não é perfeito. Há momentos em que a narrativa parece se arrastar um pouco, e alguns sustos se tornam previsíveis. A produção independente se faz notar em alguns momentos, com uma evidente falta de recursos em algumas cenas, mas isso de forma alguma compromete a experiência como um todo. Eu diria que este “aspecto indie” contribui até mesmo para o charme retrô do filme.
O filme explora temas clássicos do gênero: a luta pela sobrevivência, a fragilidade da vida, e a natureza implacável do mal. Não há grandes profundidades filosóficas ou mensagens subliminares, mas isso não é um ponto negativo. Brute (1976) busca, acima de tudo, entreter e causar impacto, e nisso ele acerta em cheio.
Em suma, Brute (1976) é um slasher delicioso que se entrega de corpo e alma à sua proposta. Apesar de alguns pequenos defeitos, ele compensa com uma atmosfera impecável, atuações sólidas, e um ritmo que, apesar de algumas oscilações, nunca deixa o espectador entediado. Se você curte slashers clássicos, com sangue, tensão, e uma pitada de nostalgia dos anos 70, corra para assistir quando disponível nas plataformas digitais. Em setembro de 2025, posso afirmar que a espera valeu a pena, e esta jóia do terror independente merece um lugar de destaque na sua lista de filmes favoritos. Eu recomendo fortemente, com cinco estrelas bem merecidas.




