Carros 2

Carros 2: Uma Aventura que Divide, Mas Diverte (ou Não?)

Passaram-se quatorze anos desde que Relâmpago McQueen e Mate estrelaram a tela grande em “Carros”, um filme que, admito, ainda ocupa um lugar especial no meu coração. Em 2011, a Pixar nos presenteou com sua sequência, Carros 2, uma empreitada que, para muitos, se mostrou uma jornada mais acidentada que a corrida de Fórmula 1. E, olhando retrospectivamente de 19 de setembro de 2025, posso dizer que compartilho de parte desse sentimento.

O filme acompanha Relâmpago McQueen e Mate em uma viagem ao redor do mundo para participar do primeiro Grand Prix Mundial. Enquanto McQueen foca na competição, Mate se vê envolvido em uma trama de espionagem internacional, cheia de reviravoltas e personagens peculiares. Essa premissa, em tese, é incrivelmente promissora, misturando o universo veloz das corridas com a ação eletrizante de um filme de espiões. Acontece que a execução dessa ideia ambiciosa é onde Carros 2 patina.

A direção de John Lasseter, que havia nos brindado com obras-primas como “Toy Story” e “Os Incríveis”, aqui parece um tanto deslocada. A animação é impecável, claro, mas a narrativa oscila entre momentos de pura diversão infantil e outros arrastados e sem graça, especialmente na trama de espionagem que, sinceramente, rouba o protagonismo de McQueen e a relação tão querida entre ele e Mate. A tentativa de expandir o universo, introduzindo novos personagens e locais exóticos, em vez de enriquecer a experiência, acaba diluindo a essência do que tornou o primeiro filme tão encantador.

Atributo Detalhe
Diretor John Lasseter
Roteirista Ben Queen
Produtora Denise Ream
Elenco Principal Larry the Cable Guy, Owen Wilson, Michael Caine, Emily Mortimer, Eddie Izzard
Gênero Animação, Família, Aventura, Comédia
Ano de Lançamento 2011
Produtoras Pixar, Walt Disney Pictures

O roteiro de Ben Queen sofre com a dispersão. A história principal, a do Grand Prix, é relegada a um segundo plano, enquanto a trama de espionagem, com seus vilões genéricos e reviravoltas previsíveis, se estende demais. A dublagem, por outro lado, é um ponto alto. Larry the Cable Guy, Owen Wilson, Michael Caine e Emily Mortimer entregam performances sólidas, com Caine, especialmente, roubando a cena como o agente secreto Finn McMissile. O trabalho vocal imprime uma energia que consegue, em certos momentos, superar as deficiências do roteiro.

Apesar de seus defeitos, Carros 2 possui alguns pontos positivos. A sequência de abertura, em Tóquio, é visualmente deslumbrante. A exploração de diferentes culturas, embora superficial em alguns aspectos, apresenta aos pequenos espectadores um panorama diverso do mundo. A amizade entre McQueen e Mate, embora eclipsada pela trama de espionagem, ainda é o coração do filme, oferecendo momentos genuinamente comoventes.

Em suma, Carros 2 é um caso curioso. Ele não se compara aos melhores trabalhos da Pixar, como apontam muitas críticas que li nos últimos anos. A trama de espionagem, embora uma ideia ousada, acaba por prejudicar a dinâmica que amamos no primeiro filme, e a narrativa se perde em sua própria ambição. Contudo, não é um filme ruim. Se você for assistir com crianças, é provável que eles se divirtam com as cenas de ação e os personagens caricatos. Mas, como um longa-metragem para adultos, suas falhas se tornam mais evidentes, deixando um sabor de oportunidade perdida. Eu diria que Carros 2 é um filme que divide opiniões, e a minha, depois de todos esses anos, se situa no meio. Recomendaria apenas para quem busca uma animação leve e familiar, sem grandes pretensões narrativas. As expectativas precisam ser ajustadas. Não espere um “Toy Story”, espere algo… diferente.

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