CID

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Eu me lembro da primeira vez que o som daquela sirene, grave e penetrante, cortou o silêncio da sala de estar. Não era uma sirene de verdade, claro, mas a vinheta de abertura de CID. Para quem, como eu, cresceu em lares onde a televisão era quase um membro da família, CID não era apenas uma série; era um evento, um ritual, uma promessa semanal de mistério desvendado. E é por isso que, mesmo em 2025, quase três décadas depois de seu lançamento, sinto um calor particular ao revisitar essa gigante da televisão indiana. Não estou aqui para dar uma aula de história da TV, mas sim para compartilhar um pedaço de memória afetiva e desvendar o que, na minha visão, fez essa série transcender a tela.

Você já parou pra pensar no que faz uma série de televisão não apenas durar, mas se entranhar no tecido cultural de um país? CID, que estreou lá em 1998, não foi só uma série longa; foi um fenômeno de resistência, um farol constante no mar de produções que vêm e vão. No seu cerne, temos uma mistura que, à primeira vista, parece simples: Ação & Aventura, Crime, Drama, Mistério. Mas a magia não estava nos ingredientes em si, e sim na receita, na forma como ela era meticulosamente executada, semana após semana, ano após ano.

A espinha dorsal de CID sempre foi seu elenco, quase uma família para quem acompanhou. E falar de CID é, inevitavelmente, falar de Shivaji Satham como ACP Pradyuman. Ele não era apenas um chefe de polícia; era uma figura paterna, um mentor cujas mãos gesticulavam no ar como um maestro regendo uma orquestra invisível de pensamentos. Seu olhar, ora penetrante, ora carregado de uma melancolia discreta, era a bússola moral da equipe. Lembro-me de um episódio em que ele estava investigando um crime aparentemente frio, mas suas pupilas denunciavam uma dor silenciosa, uma empatia quase palpável pela vítima, muito antes de qualquer palavra ser dita. Isso é atuar. Não é sobre gritos ou grandes gestos, mas sobre a gravidade sutil que ele trazia para cada cena.

E então, temos Daya. Ah, Sr. Inspector Daya! Dayanand Shetty não interpretava um personagem; ele era a força bruta personificada, o homem cujo nome virou sinônimo de “arrombar uma porta”. “Daya toda darwaza!” (Daya, quebre a porta!) se tornou um bordão icônico, uma frase que ecoava em pátios de escola e lares. Mas Daya era mais do que músculos. Havia uma lealdade inabalável em seu olhar, uma simplicidade brutalmente honesta que o tornava instantaneamente confiável. Era o tipo de policial que você queria ter ao seu lado em uma emboscada, mas também o amigo que te ouviria sem julgamento.

Atributo Detalhe
Criador Brijendrapal Singh
Elenco Principal Shivaji Satham, Dayanand Shetty, Aditya Srivastava, Narendra Gupta, Ansha Sayed
Gênero Action & Adventure, Crime, Drama, Mistério
Ano de Lançamento 1998
Produtora Fireworks Production

Ao lado dele, com a mente mais afiada, estava Sr. Inspector Abhijeet, interpretado por Aditya Srivastava. Abhijeet era o contraponto, o pensador mais astuto, o que ligava os pontos que outros sequer viam. Sua postura, muitas vezes mais contida, contrastava com a impetuosidade de Daya, criando uma dupla dinâmica que se complementava perfeitamente. Era como se um fosse o punho e o outro, o cérebro, mas ambos pulsavam com a mesma dedicação à justiça.

E como esquecer o Dr. R. P. Salunkhe? Narendra Gupta deu vida ao patologista forense de uma forma que o tirou do clichê do “cientista excêntrico”. Salunkhe era o guardião dos segredos dos mortos, a voz silenciosa que trazia evidências inquestionáveis. Suas deduções, muitas vezes entregues com um ar de resignação quase filosófica, eram a âncora de realidade em meio ao drama, mostrando que, por trás de cada corpo, há uma história esperando para ser contada, e ele era o único que a escutava com tanta atenção. Mais tarde, com a chegada de Ansha Sayed como Inspector Purvi, a equipe ganhou uma nova energia, uma perspectiva feminina que se integrou organicamente, sem a necessidade de grandes alardes. Ela era inteligente, capaz e se encaixava na dinâmica como se sempre tivesse estado ali.

A produção da Fireworks Production, sob a batuta do criador Brijendrapal Singh, entendia algo fundamental: a consistência é a chave, mas a evolução sutil é a alma. Eles não reinventavam a roda a cada temporada, mas aprimoravam a viagem. Cada episódio era uma corrida contra o tempo, um quebra-cabeça que se desenrolava com reviravoltas que, muitas vezes, nos faziam gritar com a tela. Era a emoção do “Eu sabia!” misturada com a surpresa do “Como assim?!”, tudo isso embalado por um ritmo que nos mantinha grudados no sofá.

CID não era sobre grandes orçamentos ou efeitos especiais de ponta; era sobre a narrativa, sobre os personagens que, de tão bem construídos, se tornaram quase reais. A série nos ensinou que, não importa quão obscuro o crime, ou quão complexa a trama, a verdade sempre encontra seu caminho. E talvez essa seja a sua maior lição, um farol de esperança em um mundo que, muitas vezes, parece sombrio.

Mesmo hoje, em 2025, a memória de CID não é apenas a de uma série, mas a de um tempo. Um tempo em que a televisão conseguia nos unir, nos fazer teorizar juntos e nos emocionar com as vitórias e as perdas de seus heróis. É um legado, uma marca indelével na cultura popular que provou que, com personagens bem escritos e um coração verdadeiro, uma história pode viver muito além do seu último episódio. E por isso, CID, meu caro, continua a pulsar em nossa memória.

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