Cinderella Closet: Um conto de fadas moderno com espinhos
20 de setembro de 2025 – Acabei de terminar a primeira temporada de Cinderella Closet, e preciso compartilhar minha experiência. A premissa é simples: Haruka, uma jovem do interior, chega à agitada Tóquio para estudar e se sente completamente deslocada em um ambiente de riqueza e elegância. Ela encontra consolo e transformação com Hikaru-san, um encontro que mudará completamente sua trajetória. A sinopse em si não revela muito, e é justamente nessa simplicidade que reside parte do charme da série.
Mas Cinderella Closet não é apenas um conto de fadas moderno, com vestidos deslumbrantes e encontros apaixonantes. A direção de Ryōsuke Fukawa demonstra um talento para captar as nuances da insegurança de Haruka, retratando a cidade grande não como um lugar mágico, mas como uma selva de concreto onde a busca pela autoaceitação se torna um ato de bravura. A câmera se aproxima nos momentos de vulnerabilidade, revelando as microexpressões faciais que tornam a personagem de 尾碕真花 (Haruka Fukunaga) incrivelmente real. Ela não é uma princesa passiva esperando seu príncipe encantado, mas uma jovem em plena construção, lutando contra os seus próprios demônios.
O roteiro de 加藤綾子, por outro lado, me deixou um tanto dividida. Embora tenha construído personagens complexos e relacionamentos críveis, alguns diálogos soaram um pouco artificiais em certos momentos. A trama se desenvolve a um ritmo consideravelmente lento, o que, para alguns, pode ser um ponto negativo. No entanto, acredito que esse ritmo contribui para a construção da atmosfera e para o desenvolvimento psicológico da protagonista.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Ryōsuke Fukawa |
| Roteirista | 加藤綾子 |
| Produtor | 大高さえ子 |
| Elenco Principal | 尾碕真花, 松本怜生, Karuma, みとゆな, 八村倫太郎 |
| Gênero | Drama |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtora | TBS Sparkle |
As atuações, no geral, são excelentes. 松本怜生 (Hikaru Kamiyama) consegue criar uma aura de mistério e atração ao mesmo tempo, enquanto Karuma, como Shu Kiriya, entrega uma performance convincente como o amigo fiel e compreensivo. As atrizes coadjuvantes, みとゆな (Mio Suzuki) e 八村倫太郎 (Keisuke Kurotaki), também cumprem seus papéis com maestria, adicionando camadas de complexidade à narrativa.
A série brilha ao explorar temas como a pressão social, a busca pela identidade e a importância da amizade verdadeira. Em meio ao glamour superficial de Tóquio, Cinderella Closet nos lembra que a verdadeira beleza reside na autenticidade e na aceitação de si mesmo. Essa mensagem, embora não seja inovadora, é transmitida com sensibilidade e sinceridade, o que faz toda a diferença.
Porém, a série também pecou em alguns pontos. O final da primeira temporada, por exemplo, deixou muitas pontas soltas, criando uma expectativa frustrante para uma potencial segunda temporada. A construção da narrativa, embora cuidadosa em seus detalhes, talvez seja um pouco lenta demais para quem busca uma trama mais ágil e dinâmica.
Apesar desses pontos fracos, Cinderella Closet me conquistou. Sua beleza está em sua capacidade de nos mostrar a jornada de autodescoberta de uma jovem, com todas as suas alegrias, frustrações e momentos de dúvida. É uma série que toca o coração e deixa uma mensagem poderosa e inspiradora. Recomendo fortemente para quem aprecia dramas com personagens complexos e uma narrativa sensível, mesmo com o ritmo mais lento e o final meio aberto. A expectativa para a segunda temporada, prevista para 2026, é alta, e espero que a produção consiga superar algumas das pequenas falhas da primeira.




