CORRA: Um grito silencioso que ecoa na tela
20 de setembro de 2025. Acabei de sair da sessão de CORRA, o novo filme de Luiz Felipe Castro, e preciso compartilhar minha experiência. Não foi o que eu esperava, e talvez seja exatamente por isso que me marcou tanto. A sinopse oficial promete uma trama envolvendo Isabella (Lara Ferry), que precisa superar desafios pessoais e físicos, guiada pela sua treinadora (Nikole Howell) e com o apoio do seu namorado (Alexander Wardach). Mas a verdade é que CORRA transcende a sua premissa, mergulhando em territórios inesperados e, em alguns momentos, desconfortáveis.
Neste artigo:
A Direção, o Roteiro e as Atrizes: Uma Trilogia de Sucessos?
Castro, na direção, demonstra um talento nato para criar atmosfera. A câmera se move com uma fluidez impressionante, ora acompanhando a protagonista em seus treinos extenuantes, ora se distanciando para nos mostrar a solidão que a cerca. O roteiro, escrito pela própria Lara Ferry, é a peça-chave. Ele não entrega tudo de bandeja; deixa que a narrativa se construa aos poucos, revelando camadas de Isabella que vão muito além do físico. A atuação de Ferry é visceral, crua, sem nenhum tipo de afetação. Ela se entrega completamente à personagem, nos fazendo sentir cada gota de suor, cada momento de dúvida, cada pulsação de esperança. Nikole Howell, como a treinadora, contracena com maestria, adicionando nuances que evitam a construção de um personagem estereotipado. Já Alexander Wardach, como David, entrega uma atuação competente, apesar de seu papel ser um pouco menos explorado.
Pontos Fortes e Fracos: Um Equilíbrio Delicado
O filme brilha na construção de suspense psicológico. Há uma tensão latente que permeia cada cena, deixando o espectador na ponta da cadeira, sem saber o que esperar. A fotografia, com seu uso estratégico da luz e sombra, contribui significativamente para essa atmosfera. Por outro lado, achei que algumas passagens poderiam ter sido mais concisas, sem prejudicar o desenvolvimento da trama. Há momentos que se estendem um pouco, gerando uma leve sensação de arrastamento. E, apesar da excelente atuação de Ferry, alguns diálogos soam um pouco artificiais, o que é uma pena, pois poderia afetar negativamente a imersão de alguns espectadores mais exigentes.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Luiz Felipe Castro |
| Roteirista | Lara Ferry |
| Elenco Principal | Lara Ferry, Nikole Howell, Alexander Wardach |
| Ano de Lançamento | 2025 |
Temas e Mensagens: Um Espelho para Nossa Sociedade
CORRA não é apenas um filme sobre superação física. É uma profunda exploração da pressão social, da busca incessante pela perfeição e dos sacrifícios que fazemos em nome do sucesso. A jornada de Isabella é um reflexo da realidade de muitas pessoas que se sentem perdidas em meio à competição e à busca pela validação externa. A mensagem final é sutil, mas poderosa: o verdadeiro triunfo está em se encontrar, em aceitar os próprios limites e em celebrar a jornada, e não apenas o resultado.
Conclusão: Vale a Pena Correr para Assistir?
Apesar dos pequenos deslizes, CORRA é um filme que vale a pena ser visto. A atuação excepcional de Lara Ferry, a direção impecável de Luiz Felipe Castro e o roteiro impactante compensam os pontos mais fracos. Se você procura um filme que vá além do entretenimento superficial, que provoque reflexão e que lhe deixe pensando muito depois dos créditos finais, então corra para assistir a CORRA assim que ele estiver disponível nas plataformas digitais. Acho que este filme vai gerar discussões importantes e, quem sabe, até mesmo influenciar outras produções futuras. E aposto que, independentemente do que você ache, CORRA será um longa-metragem que não será esquecido facilmente.




