Death Note

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Death Note: Um estudo de gênio e insanidade, 19 anos depois

Em 2006, uma bomba explodiu no mundo da animação japonesa. Death Note, uma série de suspense psicológico que cativou a todos, desde os fãs ávidos de anime até aqueles que nunca tinham se aproximado do gênero. Dezoito anos depois, em setembro de 2025, a série ainda permanece relevante, um testamento à sua narrativa complexa e personagens memoráveis. A premissa é simples, mas brutalmente eficaz: um caderno sobrenatural cai nas mãos de Light Yagami, um jovem estudante brilhante que decide usar o poder de matar qualquer pessoa, simplesmente escrevendo seu nome, para “purificar” o mundo. A trama gira em torno da batalha de inteligência entre Light e o detetive L, um gênio enigmático que persegue o misterioso “Kira”, o nome que Light assume.

A direção da Madhouse é impecável. A animação, mesmo para os padrões atuais, se mantém impressionante, com um estilo que equilibra o realismo com momentos de surrealismo, refletindo a natureza bizarra do Death Note. A trilha sonora é outro ponto alto, pontuando a tensão crescente com precisão cirúrgica. A direção de arte contribui para a atmosfera claustrofóbica e tensa, criando um visual que espelha a mente retorcida de Light.

O roteiro é o coração da série. Os diálogos são inteligentes, repletos de jogos mentais e estratégias complexas. Cada episódio é uma partida de xadrez entre Light e L, onde cada movimento é cuidadosamente calculado, resultando em reviravoltas que mantêm o público na ponta do assento. A série não se esquiva de tons moralmente ambíguos, colocando o público em uma posição desconfortável, forçando-os a questionar seus próprios julgamentos sobre justiça e moralidade. Não há heróis ou vilões perfeitos, apenas indivíduos complexos e ambiciosos, com motivações e pontos de vista justificáveis dentro de seus próprios universos morais.

Atributo Detalhe
Produtores Masao Maruyama, 中谷敏夫, 田村学
Elenco Principal Mamoru Miyano, Shido Nakamura, Aya Hirano, Kappei Yamaguchi, Kimiko Saito
Gênero Animação, Mistério, Ficção Científica e Fantasia
Ano de Lançamento 2006
Produtora Madhouse

As atuações de voz japonesas são lendárias. Mamoru Miyano como Light e Kappei Yamaguchi como L são tão icônicos que se tornaram sinônimos dos personagens. A química entre os dois é palpável, carregando cada cena com eletricidade. A escolha dos dubladores contribuiu significativamente para o sucesso da série, tornando-se parte inesquecível da experiência.

Os pontos fortes de Death Note são muitos: a premissa intrigante, a narrativa envolvente, os personagens memoráveis e a direção impecável. A série levanta questões morais complexas sobre justiça, poder e a natureza humana, instigando reflexões profundas no espectador muito tempo depois dos créditos finais. Por outro lado, a segunda metade da série, particularmente o arco após a morte de L, sofre de um ritmo um pouco irregular e a introdução de novos personagens que, apesar de interessantes, não alcançam o impacto dos protagonistas originais. A narrativa, apesar de seus momentos brilhantes, poderia ter sido mais bem desenvolvida em certos pontos.

Apesar de suas pequenas falhas, Death Note permanece uma experiência de visualização inesquecível. A série nos presenteia com uma jornada fascinante pelas profundezas da mente humana, explorando a tentação do poder absoluto e as consequências devastadoras de suas escolhas. A mensagem central, embora implícita, reside na complexidade do bem e do mal e nas consequências imprevisíveis de ações aparentemente justificáveis.

Recomendo Death Note para qualquer um que aprecie séries com tramas complexas, personagens intrigantes e uma atmosfera tensa. É uma obra-prima do suspense psicológico, que mesmo quase duas décadas após seu lançamento, continua a cativar e a desafiar as nossas percepções sobre moralidade e justiça. Em resumo: assista, discuta, e prepare-se para ter sua visão de mundo ligeiramente abalada. E sim, talvez até concorde com a afirmação de que é a melhor série que já assisti, independente do gênero. A experiência é tão visceral e impactante que, até hoje, ainda penso sobre as escolhas de Light e as consequências de sua jornada, uma prova de sua maestria narrativa.