Desejo Profano

Publicidade
Assista agora — abra na plataforma parceira Assista agora

O cinema japonês é conhecido por sua capacidade de explorar temas profundos e complexos de maneira sutil, mas poderosa. Desejo Profano, dirigido por Keigo Kimura, é um exemplo notável disso. Lançado em 1964, este filme é uma obra-prima da Nova Onda Japonesa, um movimento que revolucionou a forma como o cinema abordava a realidade social e os dilemas humanos.

Uma História de Sedução e Redescoberta

A trama gira em torno de Sadako, a esposa negligenciada de um bibliotecário japonês, que se vê cada vez mais isolada em seu casamento. É então que ela cruza caminhos com um jovem problemático, que a seduz com a promessa de uma vida mais emocionante e plena. Este encontro não apenas desperta desejo, mas também questiona os fundamentos de sua existência e a leva a uma jornada de autodescoberta.

A direção de Keigo Kimura é magistral, capturando a essência da solidão e do desejo com uma sensibilidade rara. O roteiro, co-escrito por Keigo Kimura e Kazuo Funamoto, é uma obra de arte, tecendo uma narrativa que é ao mesmo tempo simples e profunda. As atuações do elenco, especialmente de Masumi Harukawa no papel de Sadako, são dignas de nota, trazendo uma autenticidade e uma vulnerabilidade que tornam a história ainda mais convincente.

Atributo Detalhe
Diretor 今村昌平
Roteiristas 長谷部慶治, 今村昌平
Produtor Jirô Tomoda
Elenco Principal 春川ますみ, 西村晃, 露口茂, 楠侑子, 赤木蘭子
Gênero Drama
Ano de Lançamento 1964
Produtora Nikkatsu Corporation

Explorando Temas e Mensagens

Desejo Profano é mais do que um simples drama sobre adultério; é uma exploração profunda dos temas de isolamento, desejo e a busca por significado. O filme questiona a moralidade tradicional e desafia o espectador a refletir sobre as escolhas e consequências das ações humanas. Através da lente da Nova Onda Japonesa, o filme oferece uma crítica sutil, mas incisiva, à sociedade japonesa da época, abordando questões de gênero, classe e identidade.

Pontos Fortes e Fracos

Um dos pontos fortes do filme é sua capacidade de equilibrar a introspecção com a narrativa, nunca se tornando demasiado pesado ou didático. A cinematografia é outro destaque, capturando a beleza e a melancolia do Japão dos anos 60. No entanto, alguns espectadores modernos podem achar o ritmo do filme um pouco lento, especialmente em comparação com os padrões de edição mais rápidos dos filmes contemporâneos.

Conclusão

Desejo Profano é um filme que permanece relevante hoje, mais de sessenta anos após seu lançamento. Sua exploração de temas universais e sua abordagem sensível e emocionalmente ressonante o tornam uma obra que transcende o tempo. Se você é um amante do cinema que valoriza histórias profundas e bem contadas, este filme é uma jornada que vale a pena empreender.

E você, o que acha que Sadako deveria ter feito diferente em sua jornada de autodescoberta? Deixe sua opinião nos comentários!