Dexter: Sangue Novo

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Dexter: Sangue Novo – Uma Ressurreição Necessária, Mas Imperfeita

Quatro anos se passaram desde que Dexter Morgan voltou a nos assombrar – ou, mais precisamente, desde que a série Dexter: New Blood chegou às plataformas digitais em 2021. E, olhando para trás, ainda me pego debatendo se a experiência valeu a pena. A premissa, simples e eficiente, nos apresenta um Dexter em fuga, vivendo sob uma nova identidade em Iron Lake, Nova York, tentando, em vão, silenciar seu “Passageiro Sombrio”. Essa paz autoimposta ruge em chamas com a chegada de seu filho, Harrison, e, em meio a uma série de novos desafios e relacionamentos complexos, Dexter se vê mais uma vez envolvido em um jogo mortal com as consequências de seu passado.

Uma Busca pela Redenção (ou, Pelo Menos, Por um Final Diferente)

A série, em sua essência, é uma tentativa de reabilitar a imagem da franquia após o final polêmico da série original. E, de certa forma, Sangue Novo consegue isso. Ao abandonar Miami e sua dinâmica saturada, a produção encontra um novo fôlego na paisagem nevada de Iron Lake, que serve como um espelho para a psique torturada de Dexter. A atmosfera gélida e a comunidade fechada geram uma tensão palpável, que contrasta com a agitação urbana da série original. A direção, embora sem grandes inovações visuais, constrói uma atmosfera eficaz, alimentando a crescente sensação de perigo que permeia a narrativa.

O roteiro, por outro lado, é um ponto que merece mais atenção. Embora consiga tecer uma trama interessante e cheia de reviravoltas, apresenta alguns tropeços. O desenvolvimento de Harrison é, para mim, um dos pontos mais fortes da série. Jack Alcott entrega uma performance poderosa e consegue transmitir a complexidade do personagem, que luta para controlar sua própria natureza sombria, um reflexo e um perigo para o passado de Dexter. A relação conturbada entre pai e filho é o centro emocional da trama e, por vezes, consegue ser verdadeiramente tocante e surpreendente. Michael C. Hall, impecável como sempre, transparece o peso da culpa e o desejo incessante de controlar seu impulso assassino com uma sutileza impressionante. Julia Jones, como a policial Angela Bishop, adiciona camadas interessantes à história com sua busca incansável pela verdade. No entanto, alguns personagens secundários parecem um pouco mais rasos, perdendo oportunidades para acrescentar mais profundidade à trama.

Atributo Detalhe
Criador Clyde Phillips
Elenco Principal Michael C. Hall, Jack Alcott, Julia Jones, Johnny Sequoyah, Clancy Brown
Gênero Drama, Crime
Ano de Lançamento 2021
Produtoras Showtime Networks, Clyde Phillips Productions, John Goldwyn Productions, The Colleton Company

Pontos Fortes e Fracos de um Legado Contestado

A maior força de Sangue Novo reside no seu foco na relação pai-filho e na jornada de redenção (ou autodestruição, dependendo do ponto de vista) de Dexter. A série se permite explorar os aspectos psicológicos dos personagens com um nível de profundidade ausente na série original, o que garante um maior engajamento emocional. Porém, sua curta duração – oito episódios – a torna sucinta demais em certos aspectos, e alguns arcos narrativos poderiam ter sido mais bem explorados. O final, embora melhor que o da série original, ainda gera debates e certamente não agradará todos. A ambição de concluir a saga de Dexter de forma satisfatória fica evidente em cada momento da trama, porém a execução falha em alguns pontos específicos. Apesar dos seus defeitos, não se pode negar o esforço em revisitar um universo tão querido pelos fãs, tentando entregar um desfecho digno.

Conclusão: Vale a Pena a Assistida?

Considerando o todo, Dexter: Sangue Novo se mostra uma experiência interessante e, em sua maioria, bem-sucedida. Apesar de alguns deslizes no roteiro e de uma conclusão que divide opiniões, a série entrega momentos de puro suspense, atuações excelentes e um mergulho profundo na psicologia dos personagens principais. Para os fãs de longa data, a série representa uma oportunidade de revisitar o universo de Dexter e, quem sabe, encontrar um encerramento mais satisfatório para a saga. Mesmo para aqueles que não acompanharam a série original, a trama se mostra autossuficiente e intrigante. Recomendo a série com ressalvas, principalmente para aqueles que esperam uma obra-prima sem falhas. A experiência é satisfatória, mas não perfeita, e a busca pela redenção de Dexter continua, mesmo depois dos créditos finais.

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