Doutor Estranho

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O Doutor Estranho: Uma Jornada Surreal que Transcende o MCU

Nove anos se passaram desde que o universo cinematográfico Marvel nos presenteou com a jornada alucinante do Dr. Stephen Strange, e, olhando para trás, consigo dizer com segurança: esse filme foi um divisor de águas. Não apenas por expandir o universo mágico do MCU, mas pela sua audácia visual e pela construção de um personagem complexo e fascinante, longe dos clichês heroicos que já começavam a se tornar cansativos.

O longa acompanha a trajetória de um brilhante neurocirurgião, arrogante e obcecado por sua própria perfeição, que tem sua vida virada de cabeça para baixo após um acidente devastador que lhe tira a capacidade de operar. Em busca de cura, ele embarca em uma jornada espiritual pelo mundo, encontrando o caminho para se tornar o Mago Supremo, um defensor do nosso universo contra forças interdimensionais. Essa sinopse, sem grandes spoilers, já entrega a essência da aventura épica que nos espera.

A direção de Scott Derrickson é, sem dúvida, um dos pontos mais altos do filme. Ele equilibra perfeitamente a ação frenética com momentos de introspecção, explorando a vulnerabilidade e a jornada de transformação do personagem principal. A estética visual, inspirada em trabalhos como “O Iluminado” de Kubrick, é simplesmente deslumbrante. A manipulação das perspectivas, as viagens dimensionais e os efeitos especiais, mesmo hoje, continuam a impressionar. A beleza e a originalidade visual de Doutor Estranho não ficam presas apenas às inovações tecnológicas, mas em sua capacidade de traduzir a experiência sensorial da magia para a tela, uma façanha memorável na história da produção de filmes de super-heróis.

Atributo Detalhe
Diretor Scott Derrickson
Roteiristas Scott Derrickson, Jon Spaihts, C. Robert Cargill
Produtor Kevin Feige
Elenco Principal Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Mads Mikkelsen
Gênero Fantasia, Aventura, Ação
Ano de Lançamento 2016
Produtora Marvel Studios

O roteiro, trabalho conjunto de Derrickson, Spaihts e Cargill, é inteligente e bem escrito. Embora em alguns momentos possa parecer um pouco apressado na construção de sua mitologia, o filme compensa com uma construção de personagens impecável. Benedict Cumberbatch está magistral como Strange; sua interpretação capta com precisão a arrogância inicial, a dor da perda e a posterior redenção do personagem. A química com Chiwetel Ejiofor, como o Mordo, é palpável, e a interpretação de Mads Mikkelsen como Kaecilius, o vilão, é poderosa e arrepiante. Rachel McAdams, como a Dra. Christine Palmer, adiciona uma profundidade emocional à narrativa, mesmo com um papel que, sinceramente, poderia ter sido melhor explorado.

Entretanto, o filme não é perfeito. Alguns podem considerar o ritmo um tanto irregular em certos pontos, e, sim, a trama poderia ter se aprofundado em alguns aspectos, especialmente na exploração da mitologia. Ainda assim, essas pequenas falhas são eclipsadas pela força da sua premissa, de suas atuações excepcionais e, principalmente, da experiência sensorial única proporcionada pela sua direção de arte impecável.

A mensagem principal de Doutor Estranho transcende o âmbito do super-herói. O filme explora temas importantes como a aceitação da imperfeição, a busca pelo conhecimento e a importância da resiliência diante da adversidade. Em 2016, sua abordagem inovadora à mitologia e à temática da transformação interna do herói principal representou um refresco considerável no panorama cinematográfico de super-heróis, tornando-se, para mim, mais do que um simples filme de ação.

Ao longo dos anos, Doutor Estranho conquistou seu lugar no cânone do MCU. Em 2025, sua importância e influência permanecem inegáveis. Recomendo fortemente que você assista ou reassista a esse filme extraordinário, seja em streaming ou em qualquer outra plataforma digital. A experiência, garanto, será inesquecível. Não se deixe enganar pela capa de filme de super-herói. A jornada para se tornar o Mago Supremo é uma viagem interior tão profunda quanto as dimensões que Strange explora. E, apesar dos quase dez anos passados desde sua estreia, a magia ainda permanece intacta.