Era Uma Vez Um Conto de Fadas: Uma Aventura Encantada, Mas Nem Tanto
Confesso, quando vi a sinopse de Era Uma Vez Um Conto de Fadas, lançado em 2022, minhas expectativas não estavam lá muito altas. Mais um filme de fantasia familiar? Suspirei. Mas, como um crítico de cinema que se preze, devo sempre dar uma chance, e felizmente, em alguns aspectos, o filme me surpreendeu. A premissa é simples: uma adolescente, Sky, é magicamente transportada para um mundo de contos de fadas após assistir a uma apresentação de marionetas. Lá, ela encontra personagens clássicos com reviravoltas inesperadas, e precisa encontrar o caminho de volta para casa antes que seja tarde demais.
Neste artigo:
Direção, Roteiro e Atuações: Um Mix de Charme e Deficiências
Erik Peter Carlson, que assume a direção e o roteiro, demonstra um talento visual considerável. A estética do filme é encantadora, com cenários e figurinos que transportam o espectador para um mundo de sonhos. A criatividade na concepção dos personagens e de suas iterações com os contos de fadas conhecidos é um ponto alto, principalmente no design de Thumpkin, dublado por um carismático Brian Hull. No entanto, o roteiro peca em alguns momentos por uma previsibilidade excessiva. A jornada de Sky, apesar de visualmente rica, sofre de uma certa falta de originalidade na construção narrativa. A trama segue um caminho bastante previsível, o que, para um público mais experiente, pode ser decepcionante.
As atuações são um ponto misto. Emily Shenaut, como Sky/Princess Geneva, demonstra esforço, mas o roteiro não lhe oferece muitas nuances para explorar. Bridget Winder, como a vilã Madame Mizrabel, rouba a cena com uma interpretação mais ousada e divertida. No geral, as atuações são competentes, mas não chegam a ser memoráveis.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Erik Peter Carlson |
| Roteirista | Erik Peter Carlson |
| Elenco Principal | Emily Shenaut, Brian Hull, Bridget Winder, Timothy N. Kopacz, Lucie Jones |
| Gênero | Fantasia, Aventura, Família |
| Ano de Lançamento | 2022 |
| Produtora | Riding Hood Motion Pictures |
Pontos Fortes e Fracos: Uma Balança Delicada
O principal ponto forte do filme reside, sem dúvida, no seu apelo visual. A produção é impecável, e a riqueza de detalhes em cada cena demonstra um cuidado meticuloso com a construção do mundo fantástico. A trilha sonora também contribui para criar a atmosfera de conto de fadas. Por outro lado, o roteiro, como já mencionado, é o calcanhar de Aquiles. A falta de originalidade e a previsibilidade da trama tornam o filme menos impactante do que poderia ser. Apesar da promessa de reviravoltas, o roteiro não consegue entregar surpresas verdadeiramente satisfatórias.
Temas e Mensagens: Uma Lição de Autodescoberta?
O filme aborda temas como autodescoberta, coragem e a importância da amizade. Sky, inicialmente uma adolescente rebelde, aprende a valorizar suas qualidades e a enfrentar seus medos. No entanto, a exploração desses temas é superficial, servindo mais como um pano de fundo para a aventura, do que como um elemento central da narrativa.
Conclusão: Uma Opção para um Público Específico
Era Uma Vez Um Conto de Fadas é um filme mediano. Em 2025, olhando para trás, diria que ele cumpre o seu objetivo de entreter um público jovem, principalmente crianças e adolescentes, com sua estética vibrante e personagens encantadores. No entanto, não oferece muita profundidade narrativa ou originalidade. Se você busca um filme de fantasia com uma história memorável e complexa, talvez este não seja o ideal. Mas se procura um filme leve e visualmente atraente para uma tarde em família, pode valer a pena dar uma olhada, especialmente nas plataformas de streaming. Minha recomendação é condicional: assista se você não se importar com uma trama previsível, e valoriza mais a estética do que a profundidade narrativa. Afinal, a beleza de um conto de fadas pode, por vezes, compensar a falta de originalidade.




