Gauguin: Viagem ao Taiti é um filme dramático que mergulha na vida do pintor Paul Gauguin, conhecido por suas obras que desafiam as convenções artísticas de sua época. Dirigido por Édouard Deluc, o filme não apenas explora a jornada de Gauguin em busca de inspiração e autenticidade artística, mas também oferece uma visão profunda da sua busca por significado e conexão em um mundo cada vez mais globalizado.
A tese central de Gauguin: Viagem ao Taiti é a exploração da busca de Gauguin por uma expressão artística autêntica, longe das influências e expectativas da sociedade europeia. O filme apresenta uma análise detalhada da evolução artística de Gauguin, desde sua decisão de deixar a Europa até sua imersão na cultura taitiana. Essa jornada é marcada por desafios, tanto internos quanto externos, que moldam sua visão de mundo e, consequentemente, sua arte.
A direção de Édouard Deluc é notável por sua capacidade de capturar a essência da obra de Gauguin e transportar o espectador para o Taiti do final do século XIX. A paleta de cores vibrantes e a utilização de locais naturais criam um ambiente imersivo que complementa a narrativa. Além disso, a abordagem de Deluc em relação à representação da cultura taitiana é respeitosa e sensível, evitando estereótipos e oferecendo uma visão genuína da vida na ilha durante aquele período.
Do ponto de vista técnico, o filme se destaca pela sua fotografia de alta qualidade, que capta a beleza natural do Taiti e a essência das obras de Gauguin. A edição do filme também é digna de nota, alternando entre cenas de intensa emoção e momentos de reflexão, criando um ritmo que mantém o espectador engajado. A atuação de Vincent Cassel como Gauguin é particularmente destacada, trazendo profundidade e complexidade ao personagem.
| Direção | Édouard Deluc |
| Roteiro | Édouard Deluc, Sarah Kaminsky, Thomas Lilti, Étienne Comar |
| Elenco Principal | Vincent Cassel (Paul Gauguin), Tuheï Adams (Tehura), Malik Zidi (Henri Vallin), Pua-Taï Hikutini (Jotepha), Marc Barbé (Stéphane Mallarmé) |
| Gêneros | Drama, Romance |
| Lançamento | 20/09/2017 |
| Produção | Move Movie, StudioCanal, NJJ Entertainment, 120 Films, Canal+, Ciné+, A+ Images 7, SofiTVciné 4, Cohen Media Group |
Um dos temas centrais do filme é a busca por identidade e autenticidade. Gauguin, ao deixar a Europa, busca não apenas uma nova fonte de inspiração para sua arte, mas também uma conexão mais profunda consigo mesmo e com o mundo ao seu redor. Essa jornada de auto-descoberta é paralela à sua imersão na cultura taitiana, onde ele encontra uma nova sensação de pertencimento e propósito. A relação de Gauguin com Tehura, interpretada por Tuheï Adams, é emblemática dessa busca, representando tanto a conexão humana quanto a inspiração artística.
Gauguin: Viagem ao Taiti se enquadra no nicho de dramas biográficos que exploram a vida de artistas visionários. Nesse sentido, pode ser comparado a outros filmes que compartilham temas semelhantes, como “Lust for Life”, que conta a história de Vincent van Gogh, ou “Frida”, sobre a vida de Frida Kahlo. Esses filmes compartilham a mesma essência de explorar a complexidade da criatividade e a busca por expressão autêntica, muitas vezes enfrentando desafios e conventionais sociais. A abordagem de Gauguin: Viagem ao Taiti é única, no entanto, por sua foco na interseção da arte com a cultura e a identidade.
Gauguin: Viagem ao Taiti é um filme que transcende a biografia convencional, oferecendo uma reflexão profunda sobre a arte, a identidade e a busca humana por significado. Com sua direção sensitiva, atuações poderosas e uma narrativa que mergulha na complexidade da criatividade, o filme é uma experiência cinematográfica rica e satisfatória. Para aqueles interessados na arte, na história e na cultura, Gauguin: Viagem ao Taiti é uma obra-prima que certamente deixará uma marca duradoura.




