“O cinema francês dos anos 50 é um tesouro inesgotável de histórias sombrias e personagens complexas, e Grisbi, Ouro Maldito é um dos seus diamantes mais brilhantes. Diretido por Jacques Becker e lançado em 1954, este filme não é apenas um thriller de crime, mas uma exploração profunda da amizade, da lealdade e da inevitabilidade do destino.
A história acompanha Max, interpretado magistralmente por Jean Gabin, um ladrão experiente que, após um assalto de grande sucesso, busca se aposentar e desfrutar da vida com sua namorada. No entanto, seu parceiro, Riton, interpretado por René Dary, acaba mencionando o assalto para a errada pessoa, Josy, vivida por Jeanne Moreau, e Max é arrastado de volta ao mundo do crime.
O diretor Jacques Becker demonstra uma habilidade notável em entrelaçar a narrativa com temas universais. A amizade entre Max e Riton é um dos pontos altos do filme, mostrando como a lealdade e a confiança podem ser tanto uma bênção quanto uma maldição. As atuações do elenco são impressionantes, com Gabin e Dary trazendo profundidade e nuances aos seus personagens.
Além disso, Grisbi, Ouro Maldito é um exemplo clássico do gênero ‘film noir’, com sua estética sombria e sua exploração das sombras da sociedade. A cinematografia captura perfeitamente a atmosfera de Paris nos anos 50, com suas ruas escuras e seus bares fumacentos, criando um cenário perfeito para a trama se desenrolar.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Jacques Becker |
| Roteiristas | Jacques Becker, Maurice Griffe, Albert Simonin |
| Produtores | Robert Dorfmann, Cino Del Duca |
| Elenco Principal | Jean Gabin, René Dary, Lino Ventura, Paul Frankeur, Michel Jourdan |
| Gênero | Crime, Thriller |
| Ano de Lançamento | 1954 |
| Produtoras | Del Duca Films, Antares Produzione Cinematografica |
Um dos pontos fortes do filme é sua capacidade de manter o espectador engajado, mesmo sabendo que o caminho que Max escolheu não levará a um final feliz. A tensão é palpável, e as cenas de ação, como a batalha com armas de fogo e o carro em chamas, são emocionais e bem coreografadas.
No entanto, como em muitos clássicos, alguns elementos podem parecer um pouco datados para os padrões modernos. A representação das mulheres, por exemplo, é limitada, com Josy sendo mais um objeto de desejo do que uma personagem fully desenvolvida.
Em conclusão, Grisbi, Ouro Maldito é um filme que merece ser visto por qualquer fã de cinema. Sua combinação de direção magistral, atuações poderosas e uma trama envolvente o torna um clássico que continua a fascinar audiências até hoje. Então, prepare-se para ser transportado para as ruas escuras de Paris dos anos 50 e se perguntar: Qual será o custo final do ouro maldito para Max e seus companheiros? E você, o que acha que torna um filme um clássico duradouro?”




