Guerra dos Tênis: Adidas Vs. Puma

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Sabe, de vez em quando, a gente calça um par de tênis e nem para pra pensar na história, no suor, na ambição que moldou cada costura, cada sola. Eu, particularmente, sempre tive uma fascinação por essas narrativas grandiosas que se escondem por trás do cotidiano, por aquelas marcas que viraram quase mitos urbanos. E foi exatamente essa a faísca que me fez mergulhar de cabeça em Guerra dos Tênis: Adidas Vs. Puma, a nova série documental que chegou em 2025 para desvendar um dos capítulos mais saborosos e, paradoxalmente, amargos da história do esporte e da moda.

O que me puxou para essa história não foi apenas o glamour das marcas – Adidas e Puma são gigantes, convenhamos –, mas a promessa de um drama familiar no cerne de tudo. E, olha, a série entrega isso com uma profundidade que faz a gente esquecer que está assistindo a um documentário sobre calçados. Você não vai ver apenas a evolução de um produto; vai se deparar com um verdadeiro épico shakespeariano ambientado na Alemanha pós-guerra, onde os irmãos Adi e Rudi Dassler transformaram o próprio sangue e desavenças em impérios rivais.

É quase impossível dissociar a ascensão dessas duas potências da intrincada teia de ciúme, inveja e, sim, genialidade, que unia e dividia os Dassler. A série faz um trabalho primoroso em “mostrar, não contar”. Em vez de apenas nos dizer que a rivalidade era intensa, ela nos transporta para as reuniões tensas, para as inovações secretas, para os sussurros e as farpas que, literalmente, dividiram uma cidade. Você sente a pressão, quase vê as mãos dos irmãos tremendo enquanto forjavam seus impérios, cada um de um lado do rio Aurach, na pequena Herzogenaurach. É uma analogia perfeita para como a vida real funciona: as maiores inovações muitas vezes nascem da maior das discórdias. Quem diria que a briga entre dois irmãos poderia impulsionar tanto a cultura esportiva global?

E não é só o embate pessoal que fascina. “Guerra dos Tênis” mergulha na forma como essa competição ferrenha se tornou o motor de uma inovação implacável. Pensar que muitos dos avanços tecnológicos nos tênis que usamos hoje – desde a leveza à aderência – tiveram sua origem na corrida insana de Adi contra Rudi para ser o melhor, é algo que te faz olhar para o seu próprio calçado com outros olhos. Os especialistas entrevistados na série não apenas fornecem contexto histórico; eles dão vida às estratégias, às apostas arriscadas e às vitórias monumentais que definiram cada marca. Eles contextualizam como essas disputas, muitas vezes mesquinhas, tiveram um impacto macro que reverberou nos pódios olímpicos e nas ruas de todo o mundo.

Atributo Detalhe
Gênero Documentário
Ano de Lançamento 2025
Produtoras Studio 99, Matador Content, The Walt Disney Company EMEA, Pine Barren Productions, Delightful Dilemma Productions

A produção de “Guerra dos Tênis” é um espetáculo à parte. Com a assinatura de casas como Studio 99, Matador Content, The Walt Disney Company EMEA, Pine Barren Productions e Delightful Dilemma Productions, o nível de pesquisa e a qualidade visual são inegáveis. Não é um documentário seco e factual; ele pulsa com uma energia cinematográfica que te prende. A montagem, o resgate de imagens de arquivo e a maneira como as entrevistas se entrelaçam com a narrativa histórica criam um ritmo envolvente, alternando entre a grandiosidade dos estádios e a intimidade sufocante de uma briga familiar. Não é uma daquelas séries que você assiste pensando “ah, podia ter cortado essa parte”. Cada minuto parece essencial para construir a tapeçaria complexa que é essa história.

Ao fim da série, a gente fica não só mais informado, mas também com uma reflexão profunda sobre o que realmente significa a ambição e o legado. É difícil não se pegar pensando: “até onde eu iria para defender minha visão? Onde está a linha tênue entre a paixão e a rivalidade tóxica?”. Guerra dos Tênis: Adidas Vs. Puma não é apenas sobre marcas e produtos; é sobre a natureza humana, sobre família, sobre o impacto indelével que as nossas escolhas e desavenças podem ter no mundo. Se você, como eu, gosta de histórias que mostram o lado mais cru e real por trás dos ícones que nos cercam, prepare-se para ser fisgado por essa série que, sem dúvida, já é um dos pontos altos de 2025. É mais do que um documentário; é uma jornada para o coração de um império construído, e dividido, por laços de sangue.

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