Com o preço por sua cabeça cada vez maior,John Wick leva sua luta contra a alta mesa global enquanto procura os jogadores mais poderosos
John Wick 4:Baba Yaga – Uma Ode à Violência Estilizada (ou Uma Maratona Exaustiva?)
Confesso,cheguei a John Wick 4:Baba Yaga em 2023 com altas expectativas,e não só por ser fã da franquia desde o primeiro filme. Aquele Neo-noir sangrento,balístico e elegante prometia,mais uma vez,elevar os padrões da ação cinematográfica. E,em parte,cumpriu. Mas,como uma boa dose de uísque escocês de primeira,a experiência foi ao mesmo tempo inebriante e,em alguns momentos,cansativa.
O filme acompanha John Wick em sua jornada implacável contra a Alta Mesa,a organização criminosa que o persegue incansavelmente. Sua busca pelos jogadores mais poderosos do submundo o leva por locações globais exuberantes,de Nova York à vibrante Berlim,passando pelo Japão. Sem revelar muito da trama,posso dizer que a escala da violência – e o nível de criatividade dela – é inegavelmente maior do que em qualquer filme anterior. A sinopse oficial,que descreve John Wick buscando os jogadores mais poderosos do submundo global,é uma descrição impecavelmente seca. Ela não transmite a complexa teia de alianças e traições que movem a trama,e não consegue capturar a pura poesia da violência coreografada,digna de um ballet sangrento.
Chad Stahelski,mais uma vez na direção,demonstra sua maestria na construção de sequências de ação visceralmente impactantes. Cada luta é um espetáculo,uma dança mortal cuidadosamente planejada,repleta de golpes precisos e uma coreografia que beira a perfeição. A luta na praça em Paris,por exemplo,é um ato de virtuosismo cinematográfico que me deixou sem palavras. No entanto,a duração do filme – que,como apontou uma crítica que li em 2023 (Sunshine State Cineplex),pode ser considerada longa – é um ponto a ser considerado. Há momentos em que a profusão de ação,por mais bem executada que seja,se torna um pouco exaustiva,diminuindo o impacto da própria violência estilizada.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Chad Stahelski |
| Roteiristas | Michael Finch,Shay Hatten |
| Produtores | Chad Stahelski,Erica Lee,Basil Iwanyk |
| Elenco Principal | Keanu Reeves,Donnie Yen,Bill Skarsgård,Ian McShane,Laurence Fishburne |
| Gênero | Ação,Thriller,Crime |
| Ano de Lançamento | 2023 |
| Produtoras | Thunder Road,87Eleven,Studio Babelsberg,Lionsgate |
O roteiro,escrito por Michael Finch e Shay Hatten,apresenta uma narrativa que,apesar de complexa,consegue manter a tensão e o suspense durante a maior parte do tempo. A relação entre Wick e Caine,interpretado por um impecável Donnie Yen,é um destaque. A dinâmica entre esses dois assassinos lendários é carregada de nuances e oferece momentos de respiro na fúria constante da ação. A interpretação de Keanu Reeves continua sendo essencial para a franquia:sua interpretação de John Wick transcende a categoria de “ação”e se aproxima da performance de um ator de teatro. A entrega das falas,a precisão física dos movimentos e as nuances da expressão facial mostram um grande nível de domínio técnico,algo dificilmente visto em outros filmes de ação do calibre de Wick. Bill Skarsgård e Laurence Fishburne também brilham em seus respectivos papéis,adicionando camadas de complexidade à narrativa.
A escolha de locações internacionais é uma jogada acertada que contribui para a estética global do filme. As cenas em Berlim,em particular,são visualmente impressionantes,mostrando uma cidade misteriosa e sombria que se torna palco perfeito para as perseguições e lutas. Porém,a exploração do submundo japonês,embora visualmente interessante,é tratada de forma ligeiramente superficial em relação à profundidade apresentada em outras locações,o que poderia ter sido mais bem explorado em termos de riqueza cultural e detalhes da máfia japonesa.
Embora John Wick 4 apresente algumas falhas,como sua duração excessiva e o desenvolvimento talvez apressado de alguns personagens secundários,suas qualidades superam os defeitos. O filme é uma experiência visceral e emocionante,uma demonstração impressionante da arte da ação cinematográfica. A coreografia impecável,a atuação de Keanu Reeves,e a tensão constante da trama garantem um espetáculo que,mesmo com algumas pausas para respirar,é difícil de esquecer.
No geral,John Wick 4:Baba Yaga é uma experiência cinematográfica intensa e memorável. Apesar de sua duração que poderia ser mais contida e alguns desequilíbrios narrativos,a excelência da ação,a qualidade da atuação e a grandiosidade da produção superam as falhas. Se você é fã de filmes de ação,ou apenas apreciador de cinema visceral e bem feito,a recomendação é:assista. Apenas esteja preparado para uma maratona – e talvez para uma leve dor de cabeça após tantos tiros e pancadas. Recomendo assistir em 2025 via streaming,para aproveitar a experiência em casa sem as interrupções de uma sala de cinema.
Perguntas frequentes
Sobre o que é o filme John Wick 4:Baba Yaga?
Com o preço por sua cabeça cada vez maior,John Wick leva sua luta contra a alta mesa global enquanto procura os jogadores mais poderosos
