Just Breathe

Just Breathe: Um Thriller que te deixa sem ar – mas não necessariamente de forma positiva

Lançado em 2025, Just Breathe, dirigido e escrito por Paul Pompa III, prometia ser um thriller tenso, explorando as nuances da paranoia e da busca pela verdade. Com um elenco que inclui nomes como Kyle Gallner e Shawn Ashmore, as expectativas eram altas. A sinopse nos apresenta Nick Blanco, envolvido em uma situação sinistra que o força a questionar tudo ao seu redor, em uma jornada repleta de reviravoltas. Mas, infelizmente, a promessa não se concretiza totalmente.

A direção de Pompa III demonstra competência técnica, construindo alguns momentos de suspense efetivos. A fotografia, em certos momentos, consegue criar uma atmosfera claustrofóbica que realmente te prende à tela. No entanto, a direção peca em dar consistência à narrativa. O ritmo oscila constantemente, com momentos de tensão que são seguidos por longos períodos de estagnação, diluindo o impacto geral do filme.

O roteiro, também de Pompa III, é onde o filme realmente tropeça. A premissa, embora intrigante, é desenvolvida de forma desleixada. Há reviravoltas que parecem surgir do nada, sem a devida preparação ou justificativa, deixando o espectador com a sensação de manipulação, em vez de surpresa inteligente. O diálogo, muitas vezes, soa artificial e pouco natural, comprometendo a imersão.

Atributo Detalhe
Diretor Paul Pompa III
Roteirista Paul Pompa III
Produtores Rick Dugdale, Jim Agnew, Cam Cannon
Elenco Principal Kyle Gallner, Shawn Ashmore, William Forsythe, Emyri Crutchfield, Phuong Kubacki
Gênero Thriller
Ano de Lançamento 2025
Produtora Rockwood Champ

As atuações são um ponto misto. Kyle Gallner, como Nick Blanco, entrega uma performance convincente, transmitindo o desespero e a fragilidade do personagem com credibilidade. Shawn Ashmore também oferece uma atuação sólida, embora seu personagem seja pouco explorado. William Forsythe, como de costume, traz sua experiência e carisma ao papel de Tony, mas, mesmo com sua presença, não consegue salvar o roteiro.

O que Just Breathe tenta explorar são os temas da desconfiança, a manipulação e a busca pela verdade em um mundo obscuro. No entanto, a execução falha em atingir a profundidade necessária. As mensagens são subdesenvolvidas, perdidas em meio à confusão narrativa. O filme se perde em sua própria complexidade, sem conseguir articular de forma eficaz o que quer dizer. O que poderia ter sido uma exploração inteligente de temas complexos transforma-se em uma trama confusa e insatisfatória.

Os pontos fortes residem, sem dúvida, na atuação de Gallner e em alguns momentos de suspense bem construídos visualmente. Porém, a fragilidade do roteiro e a direção inconsistente, que não soube lidar com a construção da narrativa, ofuscam completamente esses méritos. A previsibilidade de certas reviravoltas, a falta de coesão na trama e a artificialidade de alguns diálogos são os grandes responsáveis pela experiência decepcionante.

Em suma, Just Breathe, apesar do potencial inicial, não consegue cumprir sua promessa. É um thriller que, em vez de prender a respiração, te deixa exausto pela falta de clareza e direção. Não posso recomendar esse filme para quem busca uma experiência cinematográfica envolvente e bem escrita. A menos que você seja um grande fã do gênero e esteja procurando algo para assistir em uma tarde chuvosa, sem grandes expectativas, talvez até possa ser uma opção razoável, mas não esperem muito. A nota que atribuo é 2,5 de 5 estrelas, com um “talvez” enorme e cheio de ressalvas. Um filme que poderia ter sido muito melhor com um roteiro mais coeso e uma direção mais segura.

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