Polar

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Eu me lembro vividamente da primeira vez que ouvi falar sobre o filme Polar. Foi em uma conversa com um amigo, que me disse que o filme era uma mistura estranha de ação, crime e drama, com um toque de humor. Isso me intrigou, e eu sabia que precisava assistir para entender melhor o que ele queria dizer.

Ao assistir ao filme, pude ver que a sinopse não mentia. Polar é mesmo uma obra complexa, que não se encaixa facilmente em um único gênero. A história segue Duncan Vizla, um assassino prestes a se aposentar, interpretado magistralmente por Mads Mikkelsen. No entanto, seu chefe ganancioso tem outros planos, e Duncan se vê forçado a lutar por sua vida contra um bando de matadores jovens e cruéis.

O que me chamou a atenção foi a forma como o diretor, Jonas Åkerlund, conseguiu equilibrar os diferentes tons do filme. Em um momento, estamos assistindo a uma cena de ação intensa, com tiros e lutas; no próximo, estamos rindo de uma piada ou nos emocionando com a relação entre Duncan e Camille, interpretada por Vanessa Hudgens. É como se o filme estivesse dançando entre diferentes estilos, sem nunca perder o ritmo.

Aqui, acho que é importante destacar o elenco. Mads Mikkelsen é, como sempre, impressionante em sua interpretação de Duncan. Ele traz uma profundidade e uma complexidade ao personagem que é fascinante de assistir. E Vanessa Hudgens, que eu não conhecia muito bem, surpreendeu-me com sua atuação. A química entre os dois é palpável, e suas cenas juntos são algumas das melhores do filme.

Atributo Detalhe
Diretor Jonas Åkerlund
Roteirista Jayson Rothwell
Produtores Keith Goldberg, Hartley Gorenstein, Robert Kulzer, Jeremy Bolt, Mike Richardson
Elenco Principal Mads Mikkelsen, Vanessa Hudgens, Katheryn Winnick, Inga Cadranel, Fei Ren
Gênero Ação, Crime, Drama
Ano de Lançamento 2019
Produtoras Dark Horse Entertainment, Constantin Film, JB Pictures

Outro aspecto que me impressionou foi a forma como o filme aborda a ideia de “aposentadoria” e o que isso significa para um assassino. Duncan está prestes a se aposentar, mas seu passado não o deixa em paz. É uma reflexão interessante sobre como as escolhas que fazemos na vida podem ter consequências inesperadas, e como é difícil escapar do que somos.

Agora, eu sei que algumas pessoas podem ter se sentido um pouco confusas com o filme, como se ele não soubesse ao certo o que queria ser. E, sim, é verdade que Polar pode ser um pouco desigual em alguns momentos. No entanto, acho que essa é também a sua força. O filme não tenta se encaixar em um molde pré-fabricado; em vez disso, ele se permite ser estranho e imperfeito, como a vida real.

Em resumo, Polar é um filme que me surpreendeu e me fez pensar. É uma obra complexa, cheia de contradições e nuances, que não se deixa resumir facilmente. Se você gosta de filmes que desafiam as convenções e fazem você questionar o que está vendo, então Polar é definitivamente um filme para você. E, mesmo que você não seja um fã de ação ou crime, acho que ainda há muito a se apreciar aqui. Então, se você tem a chance de assistir, não hesite. Você pode se surpreender com o que encontra.