Olha só, cinéfilos! Acabei de sair da sessão de Lookout, o thriller sci-fi de Stefan Colson que prometeu – e, em grande parte, entregou – uma experiência visceral. Lançado em 2025, este filme me deixou com a cabeça fervilhando até agora, 13 de setembro, e preciso compartilhar minhas impressões com vocês. Preparem-se para um mergulho profundo e, aviso já, minha opinião pode ser um tanto… polêmica.
A trama gira em torno de Melissa, interpretada com uma força impressionante por Meghan Carrasquillo, que se vê em meio a um evento catastrófico que transforma a realidade ao seu redor. Ethan (Trent Culkin, sólido como sempre), Dale (John Marrs, com uma performance que beira a perfeição), Skeeter (Mitch Tellez) e Buck (Robert Clark) estão todos conectados à jornada de Melissa de alguma forma, cada um adicionando uma peça crucial a este quebra-cabeça angustiante. Sem entrar em detalhes para não estragar a surpresa, direi apenas que o elemento de terror que permeia a ficção científica é brutalmente eficaz e, por vezes, perturbadoramente real. A premissa é simples, mas a execução é magistral em sua complexidade.
A direção de Stefan Colson é, sem dúvida, o ponto alto de Lookout. Ele usa a câmera como uma extensão de nossa própria ansiedade, criando uma atmosfera claustrofóbica que te prende à tela do início ao fim. Há uma maestria na construção de suspense, com momentos de silêncio ensurdecedores que contrastam com explosões de terror visualmente impactantes. A fotografia contribui enormemente para esse clima opressivo, com tons escuros e uma iluminação estrategicamente utilizada para acentuar a tensão. O roteiro de Brandon Cahela, embora um tanto enigmático em certos pontos (e isso é proposital, acredito), é cheio de reviravoltas surpreendentes que te mantém grudado na poltrona. Existe um ritmo quase frenético que te impede de respirar, mas que funciona perfeitamente com a narrativa.
Porém, não é perfeito. Enquanto as atuações de Carrasquillo e Marrs são impecáveis, o desenvolvimento de alguns personagens secundários poderia ter sido mais profundo. A explicação para alguns dos eventos, apesar de bem justificada pela própria natureza ambígua do filme, pode deixar alguns espectadores um pouco frustrados com a falta de clareza. Essa ambiguidade, para mim, é parte do charme, mas entendo que possa não agradar a todos. Apesar da excelência técnica, senti que o terceiro ato poderia ter sido mais contido, evitando uma certa superficialidade que compromete levemente o impacto final.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Stefan Colson |
| Roteirista | Brandon Cahela |
| Produção | Não disponível |
| Elenco Principal | Meghan Carrasquillo, Trent Culkin, John Marrs, Mitch Tellez, Robert Clark |
| Gênero | Thriller, Ficção científica, Terror |
| Ano de Lançamento | 2025 |
| Produtora | Não disponível |
O tema central de Lookout, a fragilidade da realidade e a capacidade do medo de distorcer nossa percepção, é explorado com uma inteligência perturbadora. O filme não se limita a mostrar o terror, ele o vive, e o faz com uma honestidade brutal. Há uma crítica velada à nossa dependência da tecnologia e ao potencial destrutivo de uma sociedade obcecada por controle e poder. Não é um discurso óbvio, mas um que permeia a narrativa de forma sutil e eficaz.
No fim das contas, Lookout é uma experiência cinematográfica marcante. Sim, possui suas falhas, mas elas são amplamente superadas pela sua originalidade, pela tensão quase palpável e pela direção impecável. Recomendo fortemente para aqueles que apreciam thrillers psicológicos com um toque sci-fi e um bom nível de perturbação. Para mim, foi uma montanha-russa emocional que valeu cada segundo, e, sinceramente, ainda estou processando algumas das imagens. Se você gosta de um filme que te faça pensar e sentir na pele a fragilidade da realidade, Lookout é seu próximo filme. Aguardo ansiosamente as discussões pós-sessão!




