Mickey Mouse

Um casal de ratos sorridentes em um carro vermelho. Dirigem por uma estrada campestre florida com corações e um arco-íris no céu.

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Quando a gente fala em Mickey Mouse, logo vem à cabeça uma imagem quase sagrada, né? O ícone da Disney, o sorriso que pavimentou um império, uma figura que, por décadas, representou uma certa inocência e, sejamos francos, um pouco de previsibilidade. Eu, como muitos da minha geração, cresci com a versão mais polida do camundongo, aquela que apresentava filmes clássicos ou que era um mestre de cerimônias simpático. Então, quando soube que em 2013, o Paul Rudish ia lançar uma nova série de curtas, o meu ceticismo ligou o alerta. Mickey Mouse em 2013? O que poderiam fazer com ele que ainda não tivesse sido feito? E o mais importante: conseguiriam honrar a lenda sem transformá-lo numa caricatura vazia ou, pior, chata?

Ah, meus amigos, como eu adoro ser surpreendido quando minhas expectativas são tão… cautelosas. O que a Disney Television Animation e a Mercury Filmworks nos entregaram com esses curtas é uma verdadeira aula de como revitalizar um clássico sem perder a alma. É como pegar um quadro renascentista, restaurá-lo com as técnicas mais modernas, mas mantendo a pátina do tempo que lhe confere charme.

A primeira coisa que te fisga, e que me fisgou logo de cara, é a animação. Paul Rudish, com seu toque de gênio que já vimos em pérolas como Dexter”s Laboratory, mergulhou de cabeça nas raízes da animação dos anos 30, a era “rubber hose” (mangueira de borracha), onde os personagens eram maleáveis, esticáveis, quase líquidos. Mas ele não parou por aí. Ele pegou essa essência e a injetou com uma energia frenética, cores vibrantes e um senso de humor moderno que é puro caos controlado. Mickey, Minnie, Donald, Pateta, Margarida – eles não são apenas desenhos; eles são explosões de movimento e emoção. As mãos de Mickey não tremem de nervosismo, elas vibram com uma energia que mal pode ser contida, seja quando ele tenta pedir um café complicado em Paris ou quando se desespera para não perder o chapéu em Nova York.

A sinopse diz que Mickey se encontra em “situações bobas em todo o mundo”, e isso é uma verdade deliciosamente subestimada. Não é só bobo; é absurdamente hilário. Viajar de Nova York a Paris, passando por Tóquio, com Mickey e sua turma, é como embarcar em um tour mundial onde cada parada é uma piada visual elaborada e um teste para a paciência dos personagens. Eu me pego rindo alto de gags que são tanto uma homenagem aos clássicos Looney Tunes quanto algo totalmente novo e imprevisível. O que acontece quando você coloca o Pateta, com sua ingenuidade colossal, em um festival de cinema em Cannes? Ou quando Donald, com seu temperamento explosivo, tenta resolver um problema trivial que se escala para o desastre? As risadas são garantidas.

Atributo Detalhe
Criador Paul Rudish
Elenco Principal Chris Diamantopoulos, Russi Taylor, Tony Anselmo, Tress MacNeille, Bill Farmer, Jim Cummings
Gênero Animação, Kids, Comédia, Drama
Ano de Lançamento 2013
Produtoras Disney Television Animation, Mercury Filmworks

E o elenco de vozes? Gente, que time! Chris Diamantopoulos, ao assumir a voz do Mickey, não tenta imitar Walt Disney, ele se torna o Mickey, infundindo-o com uma nova camada de carisma, um pouco mais de histeria e, sim, um toque de “drama” que a série promete. Quando a gente ouve a Minnie da Russi Taylor, que nos deixou tão cedo, a gente sente o carinho e a doçura que sempre a caracterizaram, mas também uma resiliência frente ao caos gerado pelo Mickey. Tony Anselmo, o eterno Donald, é um tesouro nacional, e ouvir seus chiliques é terapia pura. Bill Farmer é Pateta e Pluto, com a mesma maestria de sempre. Tress MacNeille é uma Margarida que consegue ser elegante e irritadiça ao mesmo tempo. E o Jim Cummings como Pete? Ah, o Pete é o vilão perfeito para esse universo, um contraponto grunhido e sempre infeliz. Eles não apenas dublam; eles habitam esses personagens, trazendo uma química palpável que eleva cada curta.

Mas vamos falar de um aspecto que me intriga e me agrada: a presença do “Drama” nos gêneros. Como pode um desenho tão frenético e cômico ter drama? Não é o tipo de drama de uma novela, claro. É o drama da frustração humana (ou, no caso, do camundongo), o desespero de uma situação que se agrava, a microtragédia de um plano que dá terrivelmente errado. Quando Mickey tenta agradar a Minnie e tudo desmorona de uma forma espetacular, há uma pontinha de empatia que nos faz torcer por ele, mesmo sabendo que o humor virá do seu fracasso. É essa capacidade de evocar uma emoção que vai além da gargalhada – um “ai, que pena!” ou um “tadinho!” – que mostra a profundidade sutil por trás da aparente simplicidade.

Eu me lembro de, quando criança, assistir aos curtas antigos do Mickey e sentir um encanto, mas também uma certa previsibilidade. Esta série de 2013 rompeu com isso. Ela me fez, e acredito que fará com você, leitor, sentir a mesma nostalgia do que é divertido e vibrante na animação, mas com uma roupagem tão nova e ousada que é impossível não se render. É uma carta de amor ao passado, escrita com a caneta e a energia do futuro. Paul Rudish não apenas recriou Mickey Mouse; ele o libertou, permitindo que ele corresse selvagem por um mundo de possibilidades, garantindo que o sorriso do camundongo mais famoso do planeta continue a contagiar gerações, talvez de uma forma um pouco mais louca e maravilhosamente imprevisível. E quer saber? Não tem nada de bobo nisso. É pura genialidade.

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