Monster Island

A Ilha que Prometeu Mundos, Mas Entregou Pouco – Uma Reflexão Sobre Monster Island

Ah, Monster Island! Como um título como esse não mexe com a imaginação de qualquer entusiasta do cinema de gênero? Eu, particularmente, mal podia esperar para mergulhar nessa premissa: 1944, o Pacífico, dois soldados inimigos – um japonês e um prisioneiro britânico – à mercê de uma criatura mortal numa ilha deserta. É a receita perfeita para um thriller de sobrevivência tenso, um terror psicológico disfarçado de fantasia de monstro, temperado com a ação explosiva da Segunda Guerra Mundial. E, para ser sincero, o conceito é, de fato, a estrela deste filme, lançado há poucas semanas e que prometeu muito para o fim de 2025.

Dirigido e roteirizado por Mike Wiluan, Monster Island nos joga em meio ao caos da guerra antes mesmo de nos familiarizarmos com nossos protagonistas. Saito (interpretado com uma intensidade silenciosa por ディーン・フジオカ), um soldado japonês, e Bronson (o talentoso Callum Woodhouse), um prisioneiro de guerra britânico, veem-se isolados após um incidente misterioso – provavelmente ligado à passagem de um navio infernal, como vislumbramos em momentos-chave com o Comandante do Navio Infernal de Kazushi Kato. O cenário está montado: dois inimigos jurados, obrigados a se unirem contra uma ameaça que transcende qualquer conflito humano. A ilha é um purgatório, e o monstro, uma manifestação de seus piores pesadelos.

O Potencial Perdido: Uma Análise Técnica

Atributo Detalhe
Diretor Mike Wiluan
Roteirista Mike Wiluan
Produtores Takahiro Yamashita, Fumie Suzuki Lancaster, Darryl Yeo, Tan Fong Cheng, Eric Khoo, Yutaka Tachibana, James Khoo, ディーン・フジオカ, Ninin Musa, Alexandra Gottardo, Anthony Koo, Freddie Yeo
Elenco Principal ディーン・フジオカ, Callum Woodhouse, Alan Maxson, Kazushi Kato, Teruhiko Kameoka
Gênero Terror, Fantasia, Ação, Thriller
Ano de Lançamento 2025
Produtoras Gorylah Pictures, SC Films International, Zhao Wei Films, Tigon Pictures, Yaman Films, Splendid Film, Amasia Entertainment, Causeway Media Productions, Onle Pte Ltd, S'YA Concept

Mike Wiluan tinha ouro nas mãos. Os gêneros de terror, fantasia, ação e thriller oferecem um leque vasto de possibilidades para construir tensão, desenvolver personagens e entregar espetáculo. No entanto, Monster Island tropeça onde mais deveria brilhar: no roteiro e na direção. E aqui, caro leitor, eu preciso ecoar as palavras de algumas críticas iniciais, que apontaram para a falta de rumo. O filme realmente “vagueia sem objetivo” por grande parte de sua duração, o que é um pecado mortal para um filme de sobrevivência. Aquele estilo “retro de monstro dos anos 50” que a equipe de produção (um grupo impressionante que inclui nomes como Takahiro Yamashita e o próprio ディーン・フジオカ) talvez almejasse, não se materializa em algo coeso. Parece que ninguém soube ao certo o que fazer com essa criatura mítica que, apesar de visualmente interessante (cortesia de Alan Maxson, que dá vida ao Creature), muitas vezes serve mais como um McGuffin ambulante do que uma ameaça palpável e aterrorizante.

As atuações, no entanto, são um dos poucos pontos de luz. ディーン・フジオカ como Saito entrega uma performance matizada. Ele não precisa de muitas palavras para expressar o peso do dever, o choque da guerra e a relutância em cooperar. Woodhouse, como Bronson, é igualmente convincente, transmitindo a vulnerabilidade de um prisioneiro ao mesmo tempo em que lentamente constrói uma resistência e uma estranha aliança. A dinâmica entre os dois é o que realmente nos mantém minimamente engajados, mostrando lampejos do que o filme poderia ter sido se o roteiro de Wiluan tivesse se aprofundado mais em seu relacionamento complexo e menos na espera pela próxima aparição do monstro.

Temas de Sobrevivência e a Desconexão Apatia

No cerne de Monster Island, estão os temas universais de sobrevivência, a desumanização da guerra e a capacidade humana de transcender o ódio em face de um inimigo comum. A ilha, um personagem à parte, deveria ser um caldeirão para esses conceitos. Vemos a luta pela vida, a necessidade de comunicação apesar das barreiras linguísticas e culturais, e a construção de uma relação intercultural que desafia as convenções de seus respectivos exércitos. No entanto, a execução desses temas é superficial.

A palavra-chave “apathetic” que descreve o filme é dolorosamente precisa. Há uma sensação de indiferença que permeia a narrativa, uma falta de urgência ou de emoção genuína que nos conecte profundamente com a situação dos personagens. O filme nos apresenta uma situação desesperadora, mas falha em nos fazer sentir o desespero. Não há um senso de iminência, e a criatura, embora presente, não evoca o terror visceral que se esperaria de um filme desse gênero. É como se a ilha, e o próprio filme, fossem indiferentes ao destino de Saito e Bronson.

Um Conceito Brilhante, Uma Execução Tímida

Os pontos fortes de Monster Island são inegavelmente seu conceito central e as performances de ディーン・フジオカ e Callum Woodhouse. A promessa de uma “retro monster story” no cenário da Segunda Guerra Mundial é irresistível. No entanto, os pontos fracos são significativos: a direção carece de foco, o roteiro se perde em sua própria premissa, e a criatura, o elemento central de fantasia, é subutilizada. A ação é esporádica e o thriller não consegue sustentar a tensão.

Em última análise, Monster Island é um filme que desperdiça seu próprio potencial. Ele nos apresenta uma tela em branco com as cores mais vibrantes imagináveis, mas pinta um quadro com pinceladas tímidas e indecisas. Se você é um fã incondicional de filmes de monstros ou da era da Segunda Guerra Mundial, pode encontrar algo de valor nos momentos isolados de interação entre os protagonistas. Mas não espere uma experiência cinematográfica transformadora ou um terror que o deixe sem dormir.

Minha recomendação? Se você é como eu e ama um bom “monstro na ilha”, talvez valha uma olhada quando estiver disponível em streaming e você não tiver mais nada para ver. Mas não entre com as expectativas de que ele revolucionará o gênero ou entregará a tensão e o terror que seu título e sinopse prometem.

E você, qual é o seu filme de monstro favorito que, na sua opinião, acertou em cheio na atmosfera e no terror? Compartilhe nos comentários!

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