Moonfall: Ameaça Lunar

Moonfall: Uma Catástrofe Cósmica que Merece Ser Vista (ou Não?)

Três anos se passaram desde que a Terra escapou por pouco de uma colisão catastrófica com sua própria Lua, graças à improvável equipe formada pela ex-astronauta Jo Fowler (Halle Berry), o desacreditado Brian Harper (Patrick Wilson) e o… bem, digamos que excêntrico… K.C. Houseman (John Bradley). Em Moonfall: Ameaça Lunar, Roland Emmerich nos brinda com uma apoteose de efeitos especiais, um roteiro que navega entre a ficção científica hard e o melodrama familiar, e uma trama que, apesar de absurda, consegue prender a atenção, pelo menos por um tempo.

O filme nos joga de cara na iminência do fim do mundo. A Lua está fora de órbita, a gravidade se descontrola e caos total domina o planeta. É um cenário de desastres em escala épica: inundações devastadoras, terremotos implacáveis e a crescente ameaça de uma colisão apocalíptica. A trama gira em torno da corrida contra o tempo dessa equipe peculiar para desvendar o mistério por trás do desvio da órbita lunar e encontrar uma solução para salvar a humanidade. Não vou revelar o que eles descobrem lá em cima, mas prepare-se para uma dose generosa de ficção científica… digamos, peculiar.

Em termos de direção, Emmerich faz o que faz de melhor: cenas de destruição em larga escala, com CGI exuberante que, embora às vezes um pouco exagerado, oferece um espetáculo visual impressionante. A escala dos efeitos especiais é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. Se você gosta de ver cidades sendo destruídas por ondas gigantes e pedaços de lua caindo do céu, “Moonfall” te deixará satisfeito. Porém, a direção se perde um pouco na tentativa de equilibrar o espetáculo visual com o desenvolvimento dos personagens.

Atributo Detalhe
Diretor Roland Emmerich
Roteiristas Harald Kloser, Spenser Cohen, Roland Emmerich
Produtores Roland Emmerich, Harald Kloser
Elenco Principal Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley, Charlie Plummer, 于文文
Gênero Ficção científica, Aventura, Ação
Ano de Lançamento 2022
Produtoras Centropolis Entertainment, Street Entertainment, Lionsgate, AGC Studios, Huayi Tencent Entertainment, Huayi Brothers International

O roteiro, escrito por Emmerich, Harald Kloser e Spenser Cohen, é uma salada interessante. Tem momentos de suspense genuíno, misturando a tensão da situação com um toque de humor involuntário, graças a John Bradley e sua performance impecável como o conspiracionista K.C. Houseman. Mas é um roteiro que se apoia demais nos clichês de filmes catastróficos. Os diálogos, em muitos momentos, são cheios de frases de efeito que soam artificiais e até mesmo ridículas, prejudicando a imersão na narrativa.

As atuações, em sua maioria, são competentes. Halle Berry, como a ex-astronauta que precisa se reinventar, entrega uma performance digna de nota, exibindo carisma mesmo em meio ao caos. Patrick Wilson, como o colega desacreditado, também convence. John Bradley, no entanto, rouba a cena com um personagem hilário, inteligente e ao mesmo tempo extremamente vulnerável. Seu carisma natural equilibra os momentos mais dramáticos do filme. O resto do elenco cumpre seu papel com eficiência, sem grandes destaques.

Apesar do espetáculo visual, o filme tem seus pontos fracos. O roteiro, como já mencionei, é previsível e cheio de furos. A trama, inicialmente promissora, se perde em alguns subplots desnecessários e em explicações científicas que esticam demais a suspensão da descrença do espectador. A tentativa de misturar o desastre em escala planetária com drama familiar deixa a narrativa desequilibrada, com algumas reviravoltas dramáticas que parecem forçadas e pouco convincentes. A comparação com “Armageddon”, feita em algumas críticas que li antes de assistir ao filme em 2022, me pareceu injusta. “Moonfall”, ao meu ver, é um filme diferente, com suas próprias qualidades e defeitos. No entanto, ele se destaca por ser um filme grande, que não se contenta em ser pequeno.

“Moonfall” toca em alguns temas interessantes, como a fragilidade da humanidade diante da imensidão do universo e a importância da fé na face da adversidade. Também aborda a temática da família, com destaque para a relação entre pai e filho. Porém, são temas que ficam um pouco em segundo plano, ofuscados pela ação frenética e pelo foco na destruição.

Em resumo, Moonfall: Ameaça Lunar é um filme divertido e visualmente impressionante, mas que falha em sua construção narrativa. É um filme de entretenimento puro, ideal para desligar o cérebro e aproveitar o espetáculo visual. Se você gosta de filmes catastróficos com alta dose de CGI e não se incomoda com um roteiro um pouco inconsistente, pode valer a pena assistir. Para quem busca uma trama profunda e personagens complexos, talvez seja melhor procurar em outro lugar. Recomendo assisti-lo em uma tela grande, se possível, para aproveitar ao máximo os efeitos visuais. No entanto, hoje, em 2025, já podemos achar opções melhores de streaming, mesmo em filmes do gênero. Afinal, o que realmente importa no fim das contas é a experiência que você leva consigo após os créditos. E no caso de “Moonfall”, a experiência é… bem, singular.

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