Neruda

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Neruda é um filme biográfico dramático que mergulha na vida do renomado poeta chileno Pablo Neruda, dirigido pelo talentoso Pablo Larraín e escrito por Guillermo Calderón. Lançado em 2016, o filme não apenas narra a biografia de Neruda, mas também explora temas profundos de política, arte e identidade, situando-se no contexto da Guerra Fria e suas implicações no Chile. Com um elenco que inclui Luis Gnecco como Neruda, Gael García Bernal como o inspetor Óscar Peluchonneau e Mercedes Morán como Delia del Carril, Neruda é uma obra que transcende a simples biografia, oferecendo uma análise crítica da relação entre arte, política e resistência.

Pablo Larraín, conhecido por seu estilo único e sua capacidade de explorar temas complexos de forma simples, yet poderosa, traz para Neruda uma direção que é ao mesmo tempo sutil e impactante. A escolha de Larraín em usar uma paleta de cores mais suave e uma cinematografia que capta a beleza do Chile contrasta com a tensão política e a perseguição que Neruda enfrenta, criando um contraste visual que reflete a dualidade da vida do poeta. Além disso, a direção de Larraín permite que os atores brilhem, especialmente Luis Gnecco, que interpreta Neruda com uma profundidade e uma vulnerabilidade que são ao mesmo tempo convincentes e comoventes.

Do ponto de vista técnico, Neruda é um filme que se destaca pela sua edição cuidadosa e pela sua trilha sonora minimalistamente poderosa. A edição, que alterna entre cenas de diálogo intensas e sequências de fuga e esconderijo, cria um ritmo que mantém o espectador engajado e curioso. A trilha sonora, por sua vez, é usada de forma estratégica para realçar os momentos de tensão e emoção, sem jamais sobrepor-se às performances dos atores. A fotografia também merece destaque, capturando a beleza natural do Chile e a atmosfera sombria da perseguição política, criando um visual que é tanto esteticamente agradável quanto narrativamente relevante.

Um dos temas centrais de Neruda é a relação entre a arte e a política. O filme explora como a obra de Neruda se torna um símbolo de resistência contra a opressão política, e como a própria vida do poeta é afetada por suas crenças e expressões artísticas. A perseguição a Neruda não é apenas uma caça ao homem; é uma tentativa de silenciar uma voz que desafia o status quo. Essa dinâmica é explorada de forma poderosa, destacando a importância da arte como forma de expressão política e de resistência.

Direção Pablo Larraín
Roteiro Guillermo Calderón
Elenco Principal Gael García Bernal (Oscar Peluchoneau), Luis Gnecco (Pablo Neruda), Mercedes Morán (Delia del Carril), Emilio Gutiérrez Caba (Picasso), Diego Muñoz (Martínez)
Gêneros Drama
Lançamento 11/08/2016
Produção Participant, Funny Balloons, Ad hoc Studios, AZ Films, Casting del Sur, Reborn Production, Setembro Cine, Fabula, Telefe

Neruda se encaixa no nicho de biografias dramáticas que exploram a vida de figuras culturais e políticas, com um foco específico na interseção entre arte e política. Nesse sentido, pode ser comparado a outros filmes que também exploram a vida de artistas e intelectuais perseguidos por suas crenças, como “The Lives of Others” (2006), que explora a vida de um espião da Stasi na Alemanha Oriental e sua relação com um casal de artistas. Outro exemplo é “Frida” (2002), que narra a vida da pintora mexicana Frida Kahlo, explorando sua arte, sua política e sua identidade. Ambos os filmes, como Neruda, usam a biografia para explorar temas mais amplos de identidade, resistência e a relação entre a arte e a política.

Neruda é um filme que oferece muito mais do que uma simples biografia. É uma reflexão profunda sobre a arte, a política e a identidade, situada no contexto específico da Guerra Fria e do Chile. Com uma direção sensível, atuações poderosas e uma análise crítica da relação entre a arte e a política, Neruda é um filme que é ao mesmo tempo uma homenagem ao poeta e uma reflexão sobre a importância da resistência e da expressão artística frente à opressão. Ideal para fãs de biografias dramáticas e da obra de Pablo Neruda, Neruda é uma obra que permanecerá relevante por suas contribuições para o debate sobre a arte, a política e a identidade.

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