O filme O Candidato é um thriller político que se destaca por sua abordagem crua e realista em explorar a corrupção e a traição no mundo da política. Dirigido por Rodrigo Sorogoyen e lançado em 2018, o filme segue a história de Manuel Gómez Vidal, um político carismático e corrupto que se vê envolvido em uma trama de fraude e traição.
A tese central do filme é que a corrupção e a traição são inerentes ao sistema político e que os políticos estão dispostos a fazer qualquer coisa para manter o poder. O filme apresenta uma visão crítica da política e da sociedade, destacando a hipocrisia e a corrupção que permeiam o sistema.
Rodrigo Sorogoyen é um diretor espanhol conhecido por seu estilo crítico e realista. Em O Candidato, ele utiliza uma abordagem direta e objetiva para contar a história, sem recorrer a efeitos especiais ou dramatizações excessivas. A câmera é frequentemente estática, o que cria uma sensação de realismo e imediatez. A paleta de cores é escura e sombria, refletindo a atmosfera de corrupção e traição que permeia o filme.
A atuação de Antonio de la Torre é destacada, trazendo uma profundidade e complexidade ao personagem de Manuel Gómez Vidal. A edição é ágil e eficaz, criando uma sensação de tensão e suspense que mantém o espectador engajado. A trilha sonora é minimalista, mas eficaz em criar uma atmosfera de ansiedade e incerteza.
| Direção | Rodrigo Sorogoyen |
| Roteiro | Isabel Peña, Rodrigo Sorogoyen |
| Elenco Principal | Antonio de la Torre (Manuel López-Vidal), Josep Maria Pou (Frías), Mónica López (Inés), Bárbara Lennie (Amaia Marín), Nacho Fresneda (Paco) |
| Gêneros | Thriller, Mistério, Drama |
| Lançamento | 28/09/2018 |
| Produção | Atresmedia, Le Pacte, Movistar Plus+, Tornasol Media, Trianera Producciones Cinematográficas, A.I.E, Bowfinger, Film Stock Investment, Mondex & cie, Latido Films |
O filme aborda temas como a corrupção, a traição e a hipocrisia, destacando a forma como esses conceitos são inerentes ao sistema político. A cena em que Manuel Gómez Vidal é confrontado por seus colegas de partido é particularmente impactante, ilustrando a forma como a corrupção e a traição podem ser justificadas e toleradas em nome do poder.
O Candidato se enquadra no nicho de thrillers políticos, um gênero que é frequentemente associado a filmes como “A Rede” (1976) e “O Informante” (2013). No entanto, o filme de Sorogoyen se destaca por sua abordagem crua e realista, que é mais semelhante a filmes como “A Casa de Cartas” (1999) e “O Poderoso Chefão” (1972). A forma como o filme aborda a corrupção e a traição é particularmente interessante, pois é mais focada na psicologia dos personagens do que em ação e suspense.
O Candidato é um filme que é ao mesmo tempo um thriller político e uma crítica social. A forma como o filme aborda a corrupção e a traição é crua e realista, destacando a forma como esses conceitos são inerentes ao sistema político. A atuação de Antonio de la Torre é destacada, e a direção de Rodrigo Sorogoyen é eficaz em criar uma atmosfera de tensão e suspense. O filme é uma reflexão importante sobre a política e a sociedade, e é uma recomendação para qualquer um que esteja interessado em thrillers políticos.




