O Demônio da Rua Willow: Um Inferno de Baixo Orçamento?
Em 2017, o mundo do terror recebeu _From a House on Willow Street_ (ou, como ficou conhecido por aqui, O Demônio da Rua Willow), um filme que, a julgar pela recepção mista (para dizer o mínimo), dividiu opiniões com a mesma fúria com que seu demônio possuía inocentes. O longa acompanha o sequestro da filha de um magnata do ramo de diamantes, e a descoberta chocante de que a jovem se tornou o receptáculo de uma entidade maligna e implacável. A partir daí, uma corrida contra o tempo para salvar a vítima e, talvez, os próprios sequestradores, se inicia. Essa premissa, aparentemente promissora, esconde uma realidade bem mais complexa.
Neste artigo:
Direção, Roteiro e Atuações: Um Trio Descompassado
Alastair Orr, que também assina o roteiro junto a Jonathan Jordaan e Catherine Blackman, parece ter se perdido em um labirinto de ideias. A direção é, no mínimo, desajeitada, falhando em criar uma atmosfera tensa e eficaz. A câmera oscila sem propósito, a edição é confusa e a construção de suspense, inexistente. A ideia de uma possessão demoníaca, tão rica em possibilidades narrativas e visuais, é completamente desperdiçada.
O roteiro, por sua vez, é um amontoado de clichês do gênero, com diálogos previsíveis e personagens estereotipados e pouco desenvolvidos. A trama se arrasta em um ritmo lento e cansativo, repleta de momentos que não contribuem em nada para o desenvolvimento da história. Não há nuances, nem originalidade. A sensação é de estar assistindo a um filme feito com pressa e sem uma visão artística clara.
| Atributo | Detalhe |
|---|---|
| Diretor | Alastair Orr |
| Roteiristas | Jonathan Jordaan, Catherine Blackman, Alastair Orr |
| Produtores | Alastair Orr, Zino Ventura, Mirell Ventura |
| Elenco Principal | Sharni Vinson, Carlyn Burchell, Steven John Ward, Zino Ventura, Nicole De Klerk |
| Gênero | Terror |
| Ano de Lançamento | 2017 |
| Produtoras | The Darkside, Fat Cigar Productions |
As atuações também não salvam a produção. Sharni Vinson, como Hazel, a vítima da possessão, tenta o seu melhor, mas o material com o qual trabalha não permite que ela mostre o seu talento. Os demais atores, embora competentes, ficam limitados por personagens mal escritos e subdesenvolvidos.
Pontos Fortes e Fracos: Um Balanço Injusto
Se há algo que posso destacar em O Demônio da Rua Willow, é a tentativa, ainda que falha, de criar um clima de suspense. Algumas cenas conseguem gerar uma atmosfera um tanto opressora, mas são breves e logo se perdem no mar de incoerências e momentos de tédio. A premissa, como já mencionado, tinha potencial, mas foi completamente desperdiçada.
Os pontos fracos, no entanto, superam em muito os pontos fortes. A direção confusa, o roteiro fraco, as atuações medianas e a falta de criatividade na construção da narrativa tornam o filme uma experiência frustrante. A ausência de sustos genuínos e de momentos de gore impactantes, ironicamente, tornam a experiência ainda mais frustrante – dado o gênero.
Temas e Mensagens: Um Vazio Assustador
Infelizmente, não consigo encontrar temas ou mensagens significativas em O Demônio da Rua Willow. O filme parece se contentar em ser apenas mais um filme de terror genérico, sem se preocupar em explorar questões mais profundas ou apresentar uma crítica social. A ausência de profundidade narrativa torna a experiência ainda mais superficial.
Conclusão: Uma Experiência a Ser Evitada
Em 2025, olhando para trás, _From a House on Willow Street_ se configura como mais um exemplo de como uma boa premissa pode ser completamente descartada por uma execução falha. Compartilho da opinião de muitos críticos, concordando que o filme começa relativamente promissor, mas piora cena após cena. A frustração cresce com a repetição de clichês e a falta de originalidade. Não há sustos memoráveis, mortes impactantes, ou momentos que justifiquem o investimento de tempo. A menos que você seja um colecionador de filmes de terror “bad movies”, eu recomendo fortemente que você procure outras opções de entretenimento nas plataformas digitais. A única coisa realmente assustadora em O Demônio da Rua Willow é a ineficiência com que ele gasta o tempo do espectador.




