O Ritual

O Ritual: Um Exorcismo em Meio à Crise de Fé

Saiu dia 31 de julho de 2025 e, confesso, cheguei com altas expectativas a O Ritual. A sinopse prometia: exorcismos perigosos, padres em crise existencial, e Al Pacino. O que poderia dar errado? A resposta, meus amigos, é mais complexa do que um simples “nada”. O filme, dirigido e roteirizado por David Midell, acompanha dois padres – um atormentado pela dúvida e outro com um passado sombrio – enquanto tentam salvar Emma Schmidt, uma jovem possuída por forças demoníacas. É uma premissa batida, eu sei, mas a execução… ah, a execução é onde as coisas ficam interessantes.

A direção de Midell é competente, construindo uma atmosfera de crescente tensão. O filme se beneficia de uma fotografia escura e opressiva, que acompanha o estado psicológico dos personagens. A trilha sonora, por sua vez, não se limita a sustos baratos, utilizando a música de maneira mais sutil e eficaz para criar uma sensação constante de desconforto. Entretanto, o roteiro, apesar de funcionar em termos de trama, peca por vezes em diálogos um tanto previsíveis, caindo em alguns clichês do gênero. A construção dos personagens, no entanto, se destaca.

Dan Stevens, como o Padre Joseph, é um retrato convincente da dúvida e da fragilidade humana, transmitindo a luta interna com uma sutileza que quebra o estereótipo do padre heroico e implacável. Já Al Pacino, como o Padre Theophilus, oferece uma performance… interessante. Alguns podem argumentar que sua atuação é exagerada, e concordo em parte. Mas, como eu disse antes, este é um Al Pacino que talvez você ainda não tenha visto. Ele é um ator que se arrisca, que assume riscos, e aqui ele não foge à regra. Abigail Cowen, no papel da possuída Emma Schmidt, também merece elogios, entregando uma performance física e emocionalmente intensa. A performance de apoio de Patricia Heaton, como a Mãe Superiora, também adiciona um peso extra à narrativa, mostrando a rigidez e a pressão da hierarquia religiosa no contexto de uma crise de fé. Menção honrosa para Ashley Greene, que contribuiu para criar uma dinâmica interessante entre as personagens femininas.

Os pontos fortes do filme residem na atmosfera densa, na atuação convincente de Stevens e Cowen, e na coragem de abordar temas complexos, como a fé, a dúvida, e a própria natureza do mal. Apesar da premissa previsível, o filme consegue prender a atenção do espectador, principalmente pela forma como explora as fragilidades dos personagens principais, mostrando que mesmo aqueles que dedicam suas vidas à luta contra o mal podem sucumbir às suas próprias sombras.

Atributo Detalhe
Diretor David Midell
Roteirista David Midell
Produtores Andrew Stevens, Mitchell Welch, Enrico Natale, Ross Kagan Marks
Elenco Principal Dan Stevens, Abigail Cowen, Al Pacino, Patricia Heaton, Ashley Greene
Gênero Terror, Drama, Thriller
Ano de Lançamento 2025
Produtoras Cinemachineshop, Redbird Entertainment, Andrew Stevens Entertainment, MetaFilms, Baweja Studios, BondIt Media Capital, Isro Productions, IFeelYouFilms, LB Entertainment, Jeff Rice Films, Eyevox, XYZ Films

Porém, O Ritual não é isento de falhas. Como mencionei, o roteiro, em alguns momentos, se torna previsível, comprometendo a originalidade. A decisão de utilizar alguns artifícios visuais para representar a possessão, embora efetivos em alguns momentos, em outros beira o lugar-comum. E, falando de Al Pacino, alguns espectadores podem achar sua atuação excessiva.

No geral, O Ritual, lançado em 2025, é um filme que vale a pena ser visto. Apesar de algumas falhas, ele consegue entregar uma experiência cinematográfica tensa e envolvente, explorando temas complexos com uma certa profundidade. Ele não recria a roda no gênero de exorcismo, mas oferece uma narrativa competente e uma interpretação excepcional de Dan Stevens. Se você está procurando um filme de terror psicológico com uma pitada de drama, O Ritual é uma opção interessante. Recomendado para quem gosta de filmes que exploram a fé e o lado sombrio da condição humana, e que não se intimida com interpretações arrojadas. Agora, vamos esperar para ver como ele será recebido pelo grande público e pelos críticos em geral, após o lançamento. Meu palpite? Provavelmente ele gerará debates acalorados, o que é sempre bom sinal.

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