O Vigarista do Ano

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O Vigarista do Ano: Uma Aventura Cativante que Decola e Cai com Elegância

Dezoito anos se passaram desde que Lasse Hallström nos presenteou com O Vigarista do Ano, e, revendo-o em 2025, me peguei pensando na audácia da premissa e na sutileza com que ela é conduzida. O filme conta a história de Clifford Irving, um escritor em busca de sua grande chance, que arquiteta um plano audacioso: escrever uma autobiografia falsa de Howard Hughes, o recluso bilionário. Com a cumplicidade de seu amigo Dick Susskind, ele embarca em uma jornada de mentiras, falsificações e um jogo de gato e rato com uma grande editora, que acaba se tornando um sucesso estrondoso. Mas, como toda mentira bem arquitetada, a verdade, em algum momento, vem à tona, trazendo consequências devastadoras para todos os envolvidos.

A direção de Hallström é, como sempre, impecável. Ele equilibra o tom cômico com o drama de maneira magistral, evitando o piegas e mantendo a tensão crescente ao longo da narrativa. A fotografia é um personagem à parte, retratando com precisão a atmosfera dos anos 1970, transportando o espectador para aquela época de glamour e incertezas. O roteiro de William Wheeler, adaptado da história real, é inteligente e envolvente, com diálogos afiados que revelam a complexidade dos personagens e suas motivações. Não é um roteiro que busca julgar, mas que explora a natureza humana em sua fragilidade e ambição.

Richard Gere entrega uma performance cativante como Clifford Irving. Ele captura a ambição desmedida e a vulnerabilidade do personagem com uma maestria que transcende a mera atuação, tornando-se o próprio Clifford. Alfred Molina, como Dick Susskind, é o complemento perfeito, sua performance sutil e observadora adiciona camadas de profundidade à trama. O elenco, como um todo, é impecável, com Marcia Gay Harden, Hope Davis e Julie Delpy entregando atuações memoráveis, cada qual adicionando nuances ao complexo relacionamento entre os personagens.

Atributo Detalhe
Diretor Lasse Hallström
Roteirista William Wheeler
Produtores Leslie Holleran, Betsy Beers, Mark Gordon, Bob Yari, Joshua Maurer
Elenco Principal Richard Gere, Alfred Molina, Marcia Gay Harden, Hope Davis, Julie Delpy
Gênero Comédia, Drama
Ano de Lançamento 2006
Produtoras Yari Film Group, Miramax, The Mark Gordon Company, Syndicate Films

Um dos pontos altos do filme é justamente a sua ambivalência. Não nos é apresentado um vilão caricato, mas personagens com motivações complexas, que agem de acordo com suas circunstâncias. A trama explora os temas da ambição desmedida, a busca pela validação e as consequências da mentira, temas atemporais que ressoam com o público mesmo quase duas décadas depois de seu lançamento. Contudo, o ritmo em alguns momentos pode ser considerado lento, e a trama, por vezes, se alonga desnecessariamente em detalhes que, embora interessantes, poderiam ter sido mais concisos. Este talvez seja o principal ponto fraco do filme.

No geral, O Vigarista do Ano é um filme fascinante que investiga a natureza da verdade e da mentira em uma sociedade obcecada por sucesso. É uma história viciante, que prende o espectador do início ao fim, apesar de alguns momentos de lentidão na narrativa. A produção, apesar de não ter alcançado o sucesso estrondoso nas bilheterias em 2006, se tornou um filme de culto, apreciado pelos cinéfilos pela sua qualidade técnica e narrativa inteligente. Recomendo fortemente a sua visualização em plataformas digitais, principalmente para aqueles que apreciam dramas com um toque de comédia e um elenco impecável. É um filme que te faz pensar, rir e se surpreender. A sua complexidade narrativa e a excelente construção de personagens garantem uma experiência cinematográfica inesquecível. Vale muito a pena, em 2025, como valia em 2006.

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